quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
COORDENAÇÃO MOTORA FINA E A PARALISIA CEREBRAL
Como prometi, mais alguns exercícios de coordenação motora para vocês. Agora com linhas curvas e circulares, a grande dificuldade do garoto com quem trabalho.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
PARALISIA CEREBRAL E A COORDENAÇÃO MOTORA
A coordenação motora de crianças e jovens geralmente é muito precária.Por isso, sempre é necessário que se trabalhe este item seja em casa, na escola ou nos atendimentos psicopedagógicos.
E em quanto o garoto que atendo continua em férias, posto aqui o que tenho trabalhado com ele além da alfabetização em Língua Portuguesa e em Matemática. A maior dificuldade deste garoto são as linhas curvas, porque as retas ele as faz muito bem quando os espasmos deixam. Podemos observar isso, nas fotos abaixo
perfeito
com espasmos
Mediante estes resultados, optei por trabalhar as linhas em zig-zag, cujos movimentos são os mesmos usados na escrita de alguns números e letras. Iniciei com linhas inclinadas isoladas para a direita e em seguida juntando as da esquerda.
perfeito
com espasmos
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
PARALISIA CEREBRAL E A ADIÇÃO
Tudo
depende da capacidade intelectual e motora da criança ou jovem em atendimento.
Alguns conteúdos escolares necessitam de processos mais longos (com mais
repetições) outros menos dependendo das limitações daquele que aprende.
No
caso do garoto com quem trabalho, suas respostas positivas têm sido mais
rápidas que o esperado. Por isso, os avanços. Mas cada professor ou pais devem
seguir de acordo com as possibilidades do seu aluno ou filho(a). O que mostro
aqui são sugestões de trabalho que podem ser realizados e com sucesso. Ok?
Então vamos a mais uma etapa.
OPERAÇÃO
FUNDAMENTAL: ADIÇÃO
Só
para lembrar o que já mostrei aqui, iniciamos com as contagens de pequenos conjuntos
de quantidades para que ele contasse e identificasse o valor numérico e colasse
a resposta. Para quem pegou este texto pela primeira vez, este garoto não consegue escrever. O objetivo disso era saber se ele contava corretamente.
Com
respostas positivas partimos para a etapa seguinte: agrupar dois conjuntos de
quantidades por meio da contagem, identificação do valor numérico e colagem do
resultado. O objetivo era verificar a noção de juntar, agrupar, somar. Nem
precisei explicar porque ele começou a fazer por conta própria. Trabalhamos
assim por um tempo.
Como
ele já tinha a noção de juntar, partimos para a etapa seguinte. A contagem
usando os dedos das mãos. Mas não deu certo, porque suas dificuldades são grandes.
Então, parti para outra etapa: substituir as figuras por valores numéricos.
Para realizar as contagens usei um material alternativo: tampinhas de
refrigerante ou de caixas de leite.
Ele preparava as
quantidades, juntava, contava, identificava o valor numérico e colava o
resultado.
Repetimos esse processo em algumas oportunidades.
Em
seguida, trabalhamos problemas com adição. O objetivo era verificar se havia
entendido a noção. Li o primeiro problema para ele porque ainda não conhece
todas as letras e perguntei se ele achava que eu havia comido mais ou menos
doces.
-
Mais, é claro! - foi sua resposta. E aí partimos para a identificação da conta
(+ e -) como opções e vocês já conhecem o restante. Fiz o mesmo com o segundo
problema.
No
final perguntei se ele havia gostado dos problemas. Seus olhos marejaram e ele
disse que “nunca havia feito problemas na escola”. E que todos os professores e
as auxiliares que ficavam a seu lado (por direito legal) achavam que “ele era
burro e que não sabia de nada”. Também
me emocionei, tive vontade de chorar, mas engoli e mudei de conversa. Avisei-o
que, no nosso próximo encontro, haveriam outras novidades.
E
dito e feito. No encontro seguinte, o último do ano, apresentei –lhe as contas
na vertical. Por enquanto, só nas unidades e com resultados maiores e menores
que 10.
E
como na vez anterior, as tampinhas ajudaram bastante.
FORMAÇÃO
DOS NÚMEROS
Em
seguida, para fixar a numeração, trabalhamos a formação dos números com as
duas primeiras dezenas. O objetivo é o entendimento da mudança do número na
casa das dezenas. Fiz o primeiro usando um material montessoriano chamado
“VISÃO DE CONJUNTO”.
Depois fez o restante com um pouco de ajuda, principalmente, quando entrou a segunda dezena. Mas, com certeza, logo chegará lá.
Agora ele está em férias. Assim que voltarmos aos trabalhos, continuaremos experimentando novas formas de trabalho.
AGUARDEM!
sábado, 31 de dezembro de 2016
É A HORA E VEZ DE 2017
Clique no centro do vídeo para ler e ouvir a mensagem.
UM FELIZ 2017 PARA TODOS
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
É NATAL!
Chega dezembro e com ele vem o Natal. No ar há uma atmosfera que envolve
a todos. As lojas, ruas e casas se enfeitam para a grande festa.
E o povo se anima à medida que o Natal se aproxima. A correria é grande.
Lojas apinhadas de gente que tem um único intuito: encontrar o presente ideal
para cada familiar ou amigo. Depois, o mesmo acontece para escolher os quitutes
da ceia.
E
chega o dia da festa. Num canto da sala, sob a árvore enfeitada, algumas caixas
com presentes. Dentro delas, um mimo aguardado que trará a felicidade e a
alegria de quem oferta e de quem recebe.
Que neste NATAL possamos encontrar em cada caixa:
muito amor, respeito, solidariedade e paz.
FELIZ NATAL!
sábado, 17 de dezembro de 2016
PARALISIA CEREBRAL E A MATEMÁTICA (II)
Na
postagem anterior, vimos que a paralisia cerebral pode impedir os movimentos,
mas não impede a criança ou jovem de aprender, mesmo que seja, aquilo que é
básico, ou o mínimo como se costuma dizer. O importante é que essa criança ou
jovem tenha a oportunidade de aprender de acordo com suas possibilidades.
Paramos
na apresentação da segunda série numérica, ou seja, do 20 ao 29. Dessa forma,
apresento a mesma série, com o objetivo de retomar o assunto e fixá-la na
memória.
Após
a leitura dos numerais de 20 a 29, lembro que 2 saquinhos de tampinha formam o
20. E sigo acrescentando uma unidade até que se completem 29, para que ele
tenha noção da quantidade que acabou de ler. Em
seguida, começamos os exercícios no caderno.
VIZINHOS DO NÚMERO
Neste
exercício, uniremos dois exercícios já feitos anteriormente: encontrar o que
vem “antes” e o que vem “depois”, mas em um só exercício. Antes converso com
ele sobre os vizinhos de sua casa e objetos que estão próximos a nós, como
forma de tornar a teoria o mais concreto possível. Entendido o termo “vizinho”,
vamos ao exercício. Como é novidade para ele, permite que se oriente olhando a
série que está sendo estudada.
E
espalhando os numerais sobre a mesa, ele escolhe apontando os números e depois cola-os
no lugar correto.
NOÇÃO
DE NÚMERO MAIOR
Preparando
o assunto que vem a seguir, trabalho com ele o número maior e para que entenda,
voltamos com as tampinhas. Mostro duas quantidades quaisquer e pergunto: Qual
delas tem mais tampinhas? E ele aponta. Pergunto por que ele escolheu aquela
quantidade? E ele responde: porque tem mais. Elogio e digo: Quem tem mais é “maior”.
Pergunto novamente: E quem tem menos? Ele aponta e diz: Quem tem menos é menor.
Elogio seu raciocínio.
Mostro
o exercício e peço que faça uma marca no maior.
E
depois de marcado elogio novamente.
ORDEM
CRESCENTE
O
primeiro passo é fazê-lo entender o que quero. Mostro a ele uma torre de poucas
peças. Ela tem a forma quadrada. E peço que ele a monte. Em quanto isso,
pergunto se quando ele era bem pequeno, bebê ainda, se ele tinha o tamanho que
tem hoje?
Ele
riu e disse que não, que ele era pequeno. Insisto e pergunto: E por que você está
do tamanho que tem hoje? Ele ri novamente e responde: - porque eu cresci.
Estava aí, a palavra que eu queria ouvir.
Retomo
então a questão: Então, começamos pequenos e terminamos grandes. E peço que
arrume sobre a mesa, começando do pequeno para o grande.
Depois
de pronta, digo: quando colocamos os objetos numa ordem que vai do pequeno para
o grande, como você fez aqui, dizemos que essa arrumação está em “ORDEM CRESCENTE”, porque cada peça fica
um pouco maior do que a que vem antes dela. Então, vai do pequeno para o
grande.Como segundo passo, colar peças na ordem crescente.
O
resultado final foi este:
Feito
isso, mostro alguns numerais, todos fora de ordem e digo a ele que se podemos
colocar objetos na ordem crescente, também podemos colocar os numerais. E peço
que ele cole os numerais também na ordem crescente. E vejam como ele fez
direitinho.
Aguardem novas postagens sobre o assunto.
domingo, 4 de dezembro de 2016
PARALISIA CEREBRAL E A APRENDIZAGEM MATEMÁTICA
Olá pessoal, mais uma vez venho trazer sugestões no ensino e registro da aprendizagem das noções matemáticas. O garoto em questão tem Paralisia Cerebral de moderada a grave, é cadeirante, tem como comorbidades a deficiência intelectual, baixa visão e problemas motores espásticos, onde apenas a mão direita é ativa e mesmo assim, apresenta dificuldades nos movimentos.
Para fixar a numeração, a sugestão é um desenho com alguma dificuldade, como este por exemplo:
A dificuldade maior está na no ziguezague dos pelos do gato. Minha intensão ao escolher este desenho é verificar se ele consegue cobrir o pontilhado. o resultado foi o seguinte: o ziguezague na parte inicial ele foi muito bem, porém, o do alto da cabeça ele seguiu reto e não fez o ziguezague porque teve um espasmo bem nesse momento.
Na postagem anterior, terminei mostrando a série de 10 a 15. Como completava a série que ele afirmava não saber e para verificar se houve memorização da forma e da nomenclatura, é por ela que começo, com a leitura da série já aprendida. E antes de ensinar o restante, verifico o "antes" de alguns números dados.
No alto da página, a sequência trabalhada que serve para a leitura dos números e fonte de pesquisa durante os exercícios.
No alto da página, a sequência trabalhada que serve para a leitura dos números e fonte de pesquisa durante os exercícios.
Em seguida, o "depois" de outros números da série ou família numérica do 10.
A resposta possível, neste momento, ainda é a colagem. Por causa dos espasmos que aparecem sempre que se esforça um pouco. Em seus registros os números ficam irreconhecíveis. mas estamos trabalhando a coordenação motora fina, mas suas melhoras serão mais lentas. O mesmo exercício e com o mesmo procedimento foi feito com o restante da série (15 a 19)
Procurando novas oportunidades de contagem e de registros, decidi
ensiná-lo a contar os dedos ao realizar as adições.
Mas, não deu certo. Ele não conseguia manter os dedos indicados em pé, por causa do problema motor e dos espasmos. Mas, como é muito esperto, ele arranjou uma estratégia: contar os dedinhos do desenho. Mas, fica a dica para os que conseguem.
NOÇÃO DE VINTE
Terminado este exercício, lembrei-o das 10 tampinhas que contara e
colocara no saquinho semanas atrás.
Perguntei quantas tampinhas havia no saquinho e sem titubear respondeu serem 10. Coloco então o numeral correspondente. A partir de então, coloco uma a uma as tampinhas até completar 9. E a cada tampinha colocada eu perguntava: 10 mais 1 fica? E ele respondia acertadamente. E seguida, coloco mais uma (formando
10 unidades) e ele novamente as pôs num
outro saquinho.
Apresento o novo número (20) e digo a ele que começará uma nova serie, agora com o 2 na frente, porque ele representa os 2 saquinhos com 10 tampinhas cada um.
Terminado e entendido, voltamos ao caderno. Lá, retomo a explicação e apresento a série.
E fazemos a leitura desses numerais. E para finalizar, um Liga-Pontos com a nova série.
Vejam como ele ia ligando os pontinhos corretamente.
A curvatura no percurso é devido a um espasmo que
ele não consegue controlar.
Os leitores que me acompanham desde o início do blog, sabem que gosto de trabalhar com o Material Dourado. No entanto, devem estar se perguntando por que estou usando tampinhas? Nesta etapa e com este garoto, estou usando as tampinhas porque os cubinhos são muito pequenos e devido aos espasmos ele os derruba e também porque não é tão fácil de manejá-los, devido a baixa visão. Com as tampinhas, por serem maiores, fica melhor.
Espero que estas sugestões sejam do seu agrado.
Continuamos com mais dicas
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