DESCULPEM-ME, MAS NÃO RESISTI.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
TRABALHANDO EM CADERNOS
Após o trabalho com as letras sensoriais, com a caixa de areia e no papel é chegada a hora de enfrentar o caderno. Embora sejam capazes de traçar corretamente as letras, a coordenação motora de cada uma ainda é bastante irregular. Ora ficam grandes demais, ora pequenas ou, até mesmo, num tamanho bom. Alguns deficientes apresentam ainda a dificuldade de seguir as linhas dos cadernos comuns. Por isso, começo por um caderno de linhas verdes. Esse caderno se assemelha ao caderno de caligrafia, porém o espaço onde se escreve é bem maior e regular.
Nesse caderno escreve-se dentro das linhas verdes que servem para regular as letras. Crianças com letras muito grandes passam a fazê-las em tamanho menor. As que possuem letras muito pequenas, aumentam o tamanho pois não podem passar dos limites do verde. Não se preocupem se no início as crianças não conseguem chegar a esses limites ou os ultrapassam. É a regularidade e a constância quem faz esse trabalho.
Para os números, uso o caderno quadriculado de 1 cm. O quadriculado pequeno não serve por exigir um esforço maior da criança. Este caderno também facilita a contagem para exercícios de cálculos, de rastreamento, numeração etc.
Por último, quando a criança já se sentir segura e, aos poucos, vá apresentando o caderno comum. Um pouco de cada vez e pulando linha.
domingo, 17 de junho de 2012
FESTAS JUNINAS
Junho é um mês diferente dos demais. Tem cheiro de pipoca, quentão, batata doce assada na fogueira. Tem sabores diferentes também. como o do pinhão, doce de leite, curau, pamonha e pé-de-moleque.
O frio da estação contrasta com o calorzinho vindo da fogueira ou da agitação das danças juninas: quadrilhas, forrós, baião e tantos outros ritmos que fazem a gente se aquecer.
E as quermesses então? Um beijo por uma prenda na barraquinha montada em torno da igreja, na praça principal de uma cidadezinha do interior ou nas escolas. O chapéu de palha, a saia rodada, pintura exagerada no rosto, as tranças postiças... tudo para festejar estas festas que fazem parte de nossa tradição cultural e, portanto, do nosso jeito caipira de ser.
Mas, assim como tantas outras festas, pouco a pouco, esta também vai sendo modificada por outras influências. Os country e os Tchu-tcha-tcha substituem hoje em dia os nossos ritmos tradicionais. Coisas da modernidade? Será?
Boas Festas Juninas a todos.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
ADORNOS PARA FESTAS.
AS FESTAS JUNINAS ESTÃO CHEGANDO !!!
E com elas, a preocupação do que fazer para decorar pátios, salas, barracas. Eis aqui um adorno fácil, rápido, diferente e muito bonito. Assista ao vídeo e aprenda a fazê-lo.
E com elas, a preocupação do que fazer para decorar pátios, salas, barracas. Eis aqui um adorno fácil, rápido, diferente e muito bonito. Assista ao vídeo e aprenda a fazê-lo.
E uma boa festa Junina para todos.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
PREPARANDO O DEFICIENTE PARA A ESCRITA
Em primeiro
lugar, é preciso esclarecer que alfabetizar um deficiente intelectual é uma
questão de paciência. E, portanto, pressa e deficiência não combinam. Tudo deve
ser muito bem trabalhado de forma variada tendo em mente a necessidade da repetição do que esta ensinando. Não se incomode em voltar atrás e repetir o
que acreditamos que eles sabem. Eles precisam fixar na memória o que sabem, pois encontram uma dificuldade neste item.
PREPARANDO A ESCRITA
Após mostrar
a letra e o som e, enquanto trabalho os exercícios sobre isso, incluo devagar
exercícios que vão prepará-las para a escrita. São exercícios sensoriais e com
dificuldades progressivas e trabalhadas passo a passo.
O primeiro passo é fazê-los entrar em contato com as letras sensoriais. E consigo
isto com um alfabeto móvel que pode ser de
madeira ou plástico (encontrados no comércio) ou com EVA (de espessura mediana
ou grossa) ou de papelão,papel cartão ou de collor set duplo, que você mesma
pode fazer. O objetivo é reconhecer a letra trabalhada no meio das outras e a
manipulação dela para perceber a forma.
O segundo passo, também sensorial, são os exercícios táteis dos movimentos que serão utilizados
na escrita da letra, por ex: linhas retas, oblíquas e curvas. Esse material
pode ser feito com lixa d’água media, barbante ou areia colado sobre um papel
cartão ou papelão. O trabalho consiste em fazer a criança passar o dedo
indicador do lado de sua preferência lateral sobre essa linha várias vezes.
Mas, um movimento de cada vez. Depois de um tempo, apresente este material na
sequência do movimento.
... entre outros e os específicos para a escrita, como os de areia colada em papel.
Depois, é só ir novamente para as folhas...
O terceiro passo, a letra
sensorial que da mesma forma pode ser feita com lixa, barbante ou areia.
Gosto das letras de barbante porque a criança sente quando tem que voltar sobre
a linha já traçada. As outras, ela deve intuir isso. Da mesma forma, ela deve
passar o dedo indicador sobre a linha. Aos poucos, introduza o som da letra.
Feito isso, passo para
uma nova etapa: a caixa de areia. Essa areia
é aquela que se coloca em vasos, colorida e bem baratinha. Coloco numa forma
plástica e média, de forma a cobrir o fundo. E aí trabalha-se a escrita das
letras. É nesse momento que se corrige qualquer falha no traçado. Para apagar,
basta chacoalhar a forma, o que para as crianças é muito divertido.
Quando o traçado estiver perfeito, passamos para outra etapa: a folha de papel. Nesta outra fase do trabalho, as crianças fazem o que chamamos de “rastreamento”. O material necessário é uma folha de
sulfite com a letra grande e larga tendo em seu centro um pontilhado, e um lápis
comum. A criança deverá unir os pontos varias vezes. A variação do rastreamento
pode ser feita com lápis de cor ou caneta “hidrocor”.
Comece com 5 vezes, pedindo que ela escolha 5 lápis ou “canetinhas” de cores diferentes e que una os pontos com cada cor. Aos poucos, peça 4, 3,2 vezes e, por fim, 1 vez. Se a dificuldade for grande, permaneça por mais tempo em cada etapa.
A Johanna, que é terapeuta ocupacional e seguidora deste blog, mostra também que os rastreamentos não precisam ser, necessariamente, feitos com lápis. Para ficar mais divertido podem ser utilizados outros brinquedos, como carrinhos, bonecos, motos, bicicletinhas e tudo o que a nossa imaginação permitir.
foto da Johanna
foto da Johanna
A nova etapa é o traçado da letra no papel. Material: folha de sulfite e lápis
comum. A folha pode conter o desenho pequeno da letra (para que ela possa se
lembrar). E deixe-a tentar sozinha. Corrija eventuais esquecimentos, falhas ou
erros de traçado que sobreviverem. Para variar, deixe-as escolher uma ou várias cores para
realizar o trabalho.
Se estiver tudo correto,
verificamos memorização da forma da letra. Primeiro, por meio da imitação. Você de
frente para a criança, traça no ar, com o dedo indicador a letra no sentido contrário,
de forma que a criança veja de modo correto. Repita algumas vezes com ela
acompanhando o seu dedo e, depois, ela continua sozinha. Se conseguir, uma nova etapa será
iniciada.
Os mesmos passos e a mesma sequència é feita com os números.
domingo, 3 de junho de 2012
PINTURA COM GUACHE
OLÁ PESSOAL!
Para as crianças que já se liberaram da timidez ou do medo de pintar com tinta, podemos deixar que a criatividade flua normalmente. Deficientes ou não precisam de momentos como este.
Pinturas figurativas mostram as habilidades que a criança possui, acalma ou tranquiliza, dá oportunidade para que expressem sentimentos através das cores e das próprias figuras.
A tinta é guache e pode ser usada pura ou misturada com um pouco de água, formando uma "aguada".
Vejam algumas realizadas com tinta pura:
O tema destas pinturas foi o " sentimento de amor".
Destas , com aguadas, o respeito à natureza;
terça-feira, 29 de maio de 2012
ENSINANDO O SOM DAS LETRAS
2ª aula
Depois de trabalhar
bastante e realizado uma porção de atividades de reconhecimento da forma da letra ensinada, vou para o som da
letra. Para isso, utilizo o método fonovisuoarticulatório ou “método das
boquinhas”.
Este método consiste em se
valer de estratégias fônicas (fonemas / sons), visuais (grafema / letra) e
articulatórias (articulema /boquinhas) desenvolvidas por
fonoaudiólogos com parceria de pedagogos. É indicado para alfabetizar qualquer
criança, além de reabilitar os distúrbios da leitura e da escrita.
A justificativa é a seguinte: para que se possa ler é
necessário que se faça uma descodificação, isto é, que as palavras façam
sentido. Mas, para isso, é preciso que a criança reconheça a relação
existente entre os sons da língua falada e as letras que são suas
representantes.
Por outro lado, as
crianças ouvem as palavras como um todo. E para que façam a relação entre o que
ouvem e as letras do código alfabético é preciso que desenvolvam habilidades
de consciência fonológica. Pois bem, este método permite que se forme essa
consciência através da percepção da posição da língua, lábios e abertura da
boca.
Como se faz isso? A
criança observa a boca de quem fala. Ouve o som e tenta imitar. Repete-se algumas
vezes e ela imita. Depois, mostra-se um espelho e pede-se que ela repita o movimento observando-se no espelho.
Algumas crianças acham graça. Riem e se divertem. E é aí que este
momento se torna importante, pois brincando, a criança realiza a analise do som
de cada letra, observando em si mesma a posição da língua, dos lábios e boca.
ATIVIDADES
1- Pode-se iniciar com a observação da localização de palavras com "A" inicial em jornais e revistas. Circular, colorir ou recortar a letra ou a palavra.
2- Completar palavras com a letra estudada, com letras em cartões, alternando ora de imprensa, ora cursiva..
3- Dizer palavras que conhecem que comecem com "A" (ou outra letra qualquer)
4- Colorir os "A" que aparecem no final ou meio das palavras escritas no caderno, folha ou lousa.
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