sexta-feira, 29 de abril de 2011

SINDROME DO X FRÁGIL

A Síndrome do X Frágil (SXF) é uma anomalia que ocorre no processo de divisão celular. Os pólos atraem os cromossomos para o centro da célula e os puxam para que ela se divida ao meio. Nesse momento, uma parte do cromossomo X pode ficar torcido ou perder um pedaço. (ver filme na postagem “CAUSAS PRÉ-NATAIS DA DEFICIENCIA INTELECTUAL”, do dia 19/3/2011)


Biologicamente, a composição dos genes femininos apresenta XX ,enquanto os masculinos apresentam XY. Esse erro atinge justamente o único X existente, razão pela qual o sexo masculino é mais afetado do que nas pessoas do sexo feminino. Justifica-se, dessa forma, o nome da síndrome.

Embora o X-Frágil não se manifeste em mulheres, elas são as portadoras do erro genético e as transmissoras aos descendentes. Por isso, a Medicina considera como um erro herdado e de crescente incidência (1 a cada 2.000 nascimentos) e por estar presente em todos os grupos étnicos.

Embora seja bastante freqüente, não se têm dados estatísticos brasileiros. A razão é a pouca divulgação  da Sindrome. Com isto, vem o desconhecimento e os diagnósticos tardios.

O erro no X dos genes provoca a ausência de uma proteína, a FMRP, que é essencial para o desenvolvimento do Sistema Nervoso Central. Sua ausência atrapalha todo o funcionamento dos processos cerebrais

A síndrome do X-Frágil é uma síndrome que traz estigma (manifestações visíveis) no físico, alterações no comportamento dos indivíduos, além de causar a deficiência intelectual.

As características físicas são:
Os recém-nascidos tem a aparência de uma criança normal, o que impede uma suspeita antecipada. Semelhante a outros casos clínicos, o bebê apresenta macrocefalia (perímetro aumentado do crânio) e hipotonia (falta de força) até para realizar as mamadas.

Nas crianças maiores, pode-se perceber um atraso nas atividades psicomotoras (como girar o corpo na cama, manter a cabeça ereta, demora para sentar, engatinhar e andar), além de apresentarem uma coordenação motora grosseira e fina dificultosa, incluindo os movimentos utilizados na fala dificultando a motricidade oral. Otites do ouvido médio são freqüentes, o que pode produzir alterações nas percepções dos sons produzindo, ao falar, sons incompreensíveis ou trocas dos sons das letras. Possuem o céu da boca (palato ogival) muito alto, dentes tortos e encavalados ou muito separados, problemas visuais (como o estrabismo, miopia), alterações nas estruturas e funções cerebrais,  convulsões e epilepsia, alterações no esqueleto (hiperextensibilidade dos dedos, principalmente das mãos), escolioses, pés planos ou "chatos", peito escavado, problemas cardiovasculares e pele fina e suave nas mãos.

Jovens e adultos podem apresentar rosto alongado e estreito com leve projeção da mandíbula para  frente,  orelhas proeminentes (de abano) ou de tamanho maior que o normal, situada mais abaixo que o normal, dando a impressão de estar fora do lugar, aumento do tamanho dos testículos por transtornos endocrinológicos (macroorquidismo) após a puberdade.

Com relação à fala, a maioria das crianças não consegue elaborar pequenas frases antes de dois ou três anos. quando falam são muito rápidos, com volume muito alto e com ritmo bastante desordenado.
Distúrbios de atenção e de compreensão são observados durante as aprendizagens escolares. A falta de atenção é mais observada nos meninos, enquanto a  timidez  é mais observada nas meninas. Encontram dificuldade para manter-se concentrado num único assunto ou tema. São lentos em tudo o que fazem e se mostram “estabanados” porque não controlam os movimentos. A letra é, geralmente, grande e irregular e ocupa várias linhas no início da aprendizagem porque não conseguem mantê-las no devido espaço. São capazes de imitar os sons ouvidos e os repetem automaticamente, o que pode ser entendido como desafios ao professor ou como “gracinhas”, por terem senso de humor. Pode aparecer também a fala repetitiva (ecolalia), as imitações gestuais e maneirismos de mãos. Qualquer aprendizagem deve ser feita por meio da estimulação visual (com imagens grandes e coloridas), com trabalhos psicomotores (os artísticos ajudam muito) e todos os recursos da pedagogia com materiais concretos.

Quanto ao comportamento, são resistentes ao toque, a mudanças na rotina, são sensíveis a gritos e não sustentam o olhar. Podem apresentar hiperatividade, agitação, ansiedade e comportamento obsessivo. Na puberdade, os meninos isolam-se e tornam-se mais agressivos. Nas meninas, a timidez se agrava e podendo chegar à depressão. A capacidade cognitiva também diminui


Fonte:

  • http://www.xfragil.com.br
  • texto de Ingrid Tremel Barbato  e-mail    neurogene@floripa.com.br  ou   xfragil@floripa.com.br  encontrado no blog http://criancasfelizesdemais.blogspot.com/
  • KANDEL, Eric (org); SCHWARTZ, James H e JESSEL, Thomas M, Fundamentos da Neurociência e do Comportamento”. Trad de ESBÉRARD, Charles A e ENGELHARDT, Mira de C. Rio de Janeiro; ed Prentice-Hall do Brasil Ltda, 1995
  • PURVES, Dale et al. Neurociência. Trad de Carla Dalmaz et al, 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CUIDANDO DO AMBIENTE

É tempo de reciclar. Aproveitar o que se vai jogar fora é mais do que importante. É sensatez e responsabilidade social. E o planeta, agradece.E em assim pensando, nada mais correto do que aproveitar coisas e objetos que iriam  ser jogados fora ou que ficam tomando espaço e acumulando poeira em algum canto da escola ou de casa. No entanto, com um pouco de criatividade e imaginação, saem coisas muito bonitas do que costumamos chamar de "lixo".


Que tal ensinarmos para nossos alunos ou filhos a importância desse ato e dessa consciência social?


Depois de uma festa de aniversário ou de um almoço em família, lavar pratos e pratinhos é muito incômodo. Por isso, optamos pelos descartáveis. Não, não falo dos de papelão. Falo dos pratos e pratinhos de acrílico, que são transparentes, leves e bonitos.  .

Depois da comemoração, guarde alguns pratinhos. Lave e deixe secar bem. Recorte flores de jornal, de fotos de revista ou faça flores de papel crepom. Cole com pedacinhos de dupla face. Darão bonitos enfeites de decoração para um canto que está sem vida.
Vejam como ficam bonitos.
Pintado com tinta acrílica....
 
Colado com flores de jornal e revista...
Decorado com flores de papel crepom...

Em forma de guirlanda com flores de papel 
camurça e folhas de color set.

Seja qual for o modelo escolhido ou criado por você, tenho certeza de que ficará uma graça.Ensinando para as crianças você estará desenvolvendo toda a parte motora, a preensão, a criatividade e a imaginação delas, além de desenvolver habilidades no recortar, colar, utilizar o espaço e a capacidade de "saber fazer".

Bom trabalho!
E, se depois de pronto, se você quiser enviar uma foto, eu publico. 
O contato está no início da página.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

RESOLVENDO A DÚVIDA DE UMA LEITORA

Dentre as pesquisas feitas no Google e que apareceram neste blog, uma chamou minha atenção.  A pergunta feita foi a seguinte: A CARIMBAGEM COM AS MÃOS DESENVOLVE O QUE?




Com certeza, posso responder.a esta questão.Tudo o que se faz com o corpo desenvolve algum lugar do próprio corpo. A carimbagem com as mãos ou com os pés desenvolve o sensorial, ou seja, a  sensibilidade. 

Sentir o geladinho da tinta molhada nas mãos ou pés aguça a sensibilidade existente na pele.. Quando a tinta seca, a sensação ou sensibilidade é outra, bem diferente. Sentimos  a tinta repuxar a pele. Se a primeira é uma sensação estranha, mas agradável; a segunda, ao contrário, é mais estranha e desagradável. Cada uma das sensações experimentandas são assimiladas pelas terminações nervosas existentes na camada inferior da pele e encaminhada para as áreas cerebrais táteis e lá, são transformadas em experiências e, posteriormente, em vivências. Estas, são encaminhadas  para a zona da memória tátil. E será utilizada quando for necessária.

Muitas crianças nunca tiveram a oportunidade de mexer com lama, com terra, ou de  ficar com as mãozinhas sujas.. Para as crianças, todas as sensações são importantes, não só para a faixa etária em que a criança se encontra, mas para toda a vida. É o mesmo processo da pintura a dedo.

Quem quiser explorar ainda mais estas sensibilidades, podem fazer "papas" mais ralas ou mais grossas com legumes e cereais (cenoura, beterraba, arroz, feijão cozidos e amassados sem tempero) e deixar as crianças mexerem à vontade. Apertar, espremer e sentir essas papas por entre os dedos são experiências que as crianças jamais esquecem. mas, se não quiserem ter trabalho, o comèrcio tem prontas. São as famosas "Melecas", vendidas em pequenos potes  plásticos. São coloridas e interessantes. O único cuidado é que as crianças pequenas não podem colocá-las na boca,  porque não.são feitas com  produtos naturais.
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Foto encontrada no site "O Mundo encantado da Lili", https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin0GX_QfoXVr-xBO65byFbmEnZF694bAOjRkpJ7IFjfvtevHnWcZ7Q6VA1EJmUS6hrsRsRizfILc-tuN1A9FnhFUl3lG0ya9kOt-odvKbM2udslfmSpmjcM0MzyrONU02y9RT1LCg454M/s104/DSC01280+com+as+m%25C3%25A3os.JPG, a quem agradeço.

sábado, 23 de abril de 2011

Didática para Deficientes Intelectuais na Sala de Aula

Os métodos que existem precisam de cursos e treinamentos como o Montessori, o TEACCH, o CURRICULO FUNCIONAL, o ABA dentre outros. Ou são extritamente reservados e de competência de outros profissionais como o BOBATH, por exemplo.
Portanto, para vocês, pais que querem auxiliar seus filhos na aprendizagem escolar, e para vocês, professores que se deparam com alunos com deficiência intelectual e que não é um especialista em outra área, é preciso saber que não existem receitas prontas. 

Cada deficiente tem um problema que deve ser considerado, uma personalidade e um jeito próprio de ser, de sentir, de agir e de reagir, agravado ou não pelas complicações provenientes de alguma síndrome.

O que posso passar para vocês, professores, é a minha experiência pessoal. Do que aprendi nos cursos que fiz, no que tenho lido e pesquisado e no trato com pessoas deficientes.

A primeira coisa a fazer é observar o que você sente por aquela pessoa. Nojo? Medo? Indiferença? Repulsa? Estes sentimentos são de certa forma normais devido aos nossos preconceitos. Se sentir isto, passe a criança para outra turma, porque não dará conta do recado. Trabalhe de forma a perder esses preconceitos antes de trabalhar com ela ou com outro (s).  Posso afirmar que é muito gratificante.

Em segundo lugar, conheça alguns mitos sobre as deficiências:
  • Todos aprendem da mesma maneira -  isto é  mito e serve para todos, com ou sem deficiência. Cada um tem uma facilidade mais acentuada para aprender melhor e mais rápido, que pode ser a visão, a audição, realizando alguma coisa, ou duas ou tres dessas facilidades juntas. Os deficientes não são diferentes nesta questão.
  • Todos tem que raciocinar da mesma forma - observando-se crianças sem deficiência resolvendo um problema prático, podemos perceber que nem todas pensam do mesmo jeito e nem seguem a mesma sequência de ação, embora cheguem a um resultado semelhante. Com os deficientes é a mesma coisa. Uns mais lentos que outros, Uns vão por um caminho, outros,vão por caminhos diferentes. mas todos encontram uma solução, viável ou não.
  • Deficiente não aprende - É mito. Dependendo da gravidade da deficiência, uns podem se alfabetizar, outros, não. Para isto, precisamos mudar o conceito que temos de "aprender". Nós, professores, costumamos relacionar "aprender" com as disciplinas escolares. Mas, aprender é muito mais que isso. Uma criança não come sozinha e passa a comer, não senta e passa a sentar, ela não aprendeu? Pode ser que a criança deficiente não aprenda as lições que a escola ou você querem, mas se ela aprender a se relacionar com os amigos, já é uma vitória. com os deficientes, cada pequena conquista é um grande feito, um passo gigantesco.

  • Qualquer coisa que a mantenha ocupada está bom - Mito. Nem mesmo as crianças sem deficiência admitem isso. Por que os deficientes têm que se sujeitar? Quando percebem que estão sendo tratados dessa maneira eles reagem e com razão. O essencial é planejar, estabelecer objetivos e metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazo de acordo com as possibilidades de cada um.
Para planejar uma atividade, levantar objetivos e metas é preciso observar a criança deficiente e saber do que ela é capaz. Muitos professores colocam os deficientes longe de si. Faça o contrário, coloque-o perto de você, Assim, será mais fácil observar. 

Nessa observação, verifique o que ele pode ou não pode fazer. Ex. Se ele não mexe um braço, estimule o outro. Se ele não consegue segurar o lápis porque é fino demais, engrosse-o com EVA ou com outro material maleável. Se ele não enxerga por ter baixa visão, estimule a audição. Se ele não escreve mais fala, trabalhe a oralidade. E assim por diante, aproveitando o que ele sabe fazer melhor.

Todo deficiente intelectual necessita de muita repetição até que consiga fazer sozinho. Mas, essa repetição não pode cair na mesmice, porque ele não sente que está progredindo. Varie de tempos em tempos. Ex; o treino de traçado do "A" de forma. Se você der a ela 500 folhas de A sempre da mesma forma, ela se cansará e desistirá. Escrever o A em tracinhos, quadradinhos, florzinhas, bichinhos, em palavras, etc, acrescidos de um desafio como "Vamos agora para um mais difícil" fará com que perceba que pode progredir.

Se a criança memorizou o som da letra A (por ex) mas, não sabe ou não consegue  escrever, pode apontar, pintar, recortar, colar, separar. Atividades não faltam. desse jeito, podem trabalhar até mesmo a gramática, pondo juntas ou separadas figuras masculinas e femininas, o pequeno e o grande, o singular e o plural.

Os deficientes intelectuais ou os que tem outros problemas cognitivos possuem dificuldade de compreensão. Portanto, use um vocabulário simplificado com eles. Use materiais concretos o mais que puder. O mesmo se dá com Matemática, História, Geografia, Ciências. Com relação a estas disciplinas, não adianta dar muitas explicações. Eles se confundem e não compreendem. Mostre concretamente o que quer, seja ao vivo (quando é possível) ou por meio de figuras. Ex: partes da planta. Trabalhe só isso. Ajude no início. Aos poucos, vá soltando, até que ela consiga realizar a tarefa sozinho. Passe, então, para outro assunto. 

Numa classe lotada e com um ou mais deficientes, atenda-os primeiro. Levarão mais tempo para realizar as tarefas. enquanto isso, você cuidará dos outros. E quando tiver um tempinho, ajude-o ou mude de tarefa.

Testar e tentar são as palavras chave. Nunca espere perfeição e tenha muita paciência. Muitas vezes, depois de tanto trabalho, de tudo parecer que não dá certo,  e aí, vem uma hora em que você vê os progressos surgindo.

Quem lida com deficientes jamais pode perder 3 coisas: a paciência, a perseverança e a crença de que um dia seu trabalho aparecerá.

Muitas pessoas me perguntam qual o método de ensino que uso. E respondo: Todos e nenhum. Isto porque depende de como a criança aprende, daquale que ela consegue aprender mais rápido e melhor. Essa questão de decidir entre este e aquele, deixo para a escola e para os professores.

Quem tiver dúvidas, problemas com alunos deficientes e quiser ajuda, basta me mandar um e-mail para o contato no cabeçalho do blog, informar a idade, o sexo e a série ou ano que está cursando e que ajudarei com todo o prazer.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

COM SUA LICENÇA ...

Desviando um pouco da linha de assuntos, mas que no fundo, tem muito a ver com educação, peço a permissão e a compreensão de todos para inserir um assunto que considero ser de fundamental importância,

Completam-se hoje, 511 anos do descobrimento do Brasil. Sou brasileira e com muito orgulho. E é, por conta desse orgulho verde-amarelo, que não posso ficar calada. Me permito, com vossa licença, colocar um ponto para reflexão, já que a ideia fundamental deste blog é a de fazer pensar.

Há dias atrás, houve nas escolas, a comemoração do “Dia do Índio”. Uma comemoração justa dada a colaboração dessa gente para a formação do povo brasileiro.
Porém. o que é que se faz... Dá-se para a criança pintar desenhos de índios em frente a tendas (e não ocas) dos nativos da América do Norte. Enfeitamos as crianças com listas coloridas no rosto, como se estivessem em pé de guerra. Colocamos cocares em suas cabeças, como se vivessem em festa.. Cantamos músicas sobre os índios nas matas, sobre a caça e a pesca como se fizessem só isso. 
Quando falamos sobre eles com nossas crianças, falamos de um povo com uma cultura distante e desvinculada da realidade, passando a elas a imagem de um povo que merece nossa compaixão e não o nosso respeito.

Será que é disso que os índios precisam? 


Por que não dizemos que apenas uma pequena parte (0,2% da população brasileira) dos índios vive na mata e que a grande maioria dos 650.000 índios brasileiros vivem nos grandes centros, estudando e trabalhando para terem uma vida melhor? 


Por que não dizemos que eles, assim como nós, buscam um espaço de merecido respeito? Por que esquecemos de falar sobre sua maravilhosa cultura que encanta o mundo? Por que esquecemos de falar sobre seu artesanato que é valorizado e reconhecido internacionalmente? 

Por que não falamos da beleza singela de sua gente? 
Por que não dizemos às nossas crianças, que o trabalho dos índios nas matas equivale ao trabalho dos nossos operários rurais?

Por que não dizemos que as crianças e jovens índios que vivem nas matas, tambem estudam em escolas e que aprendem,  a Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências, no dialeto de sua tribo? 

Por que insistimos em passar uma imagem de gente preguiçosa e ociosa como se fez no passado?
Por que insistimos em alimentar um preconceito que só resulta em matanças e invasões das poucas terras que lhes restou ?

Estamos em 2011 e está mais do que na hora de revermos os nossos conceitos.


AGRADECIMENTOS:

ao site Cola da Web, pelas informações e foto  

ao blog Engenheiro, pelas  fotos  

terça-feira, 19 de abril de 2011

OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS E AS APRENDIZAGENS

O cérebro é o maior órgão de encéfalo. É também o grande dirigente e controlador de todas as funções corporais. Dependemos dele para tudo o que fazemos, principalmente para aprender a ler e a escrever. Vamos conhecer um pouco esse órgão.

O cérebro é a maior estrutura do encéfalo. Por ser grande demais e compartilhar espaço com o cerebelo, o bulbo e o tronco encefálico, ele se aloja na caixa craniana de forma enrugada. Algumas dessas rugas são profundas e são chamadas de fissuras ou sulcos. Outras, são mais rasas e são chamadas de girus. As fissuras ou sulcos delimitam as áreas cerebrais e suas funções: área motora, cognitiva, sensorial etc.

O cérebro está dividido em duas metades chamadas hemisférios. O hemisfério direito, comanda o lado esquerdo do corpo, enquanto o hemisfério esquerdo, mais racional, comanda o lado direito.

Saber sobre esses hemisférios é importante porque as aprendizagens dependem de seu funcionamento. O hemisfério direito está mais ligado com o sensorial, com os sentidos. É através desse hemisfério que as crianças começam suas aprendizagens. Brincar, por exemplo, atua nesse lado do cérebro.

Ao nascer o bebê apresenta apenas as condições de funcionamento cerebral, mas ainda não se formaram as estruturas que desenvolverão sua inteligência. A medida que olha, ouve, sente, pega, segura, atira, etc vão se formando as estruturas que se desenvolverá e se transformará em inteligência.

Eu comparo essas estruturas a um cordão de contas, semelhante a um colar. Cada conta representa uma aprendizagem. Com a repetição dos estímulos e dos movimentos que a criança faz essas contas são completadas com novas informações ou, se for um estímulo novo, uma outra conta é criada e acrescentada ao cordão. Mais tarde, este lado cerebral fica mais sensível e se liga às artes, aos esportes e ás emoções.

Com o início da fala, que exige funções mais sofisticadas, o hemisfério esquerdo assume o comando. Nesse lado cerebral existem zonas específicas da linguagem e da compreensão do que é dito, e mais tarde, ao que é lido e escrito. Isto não significa que o outro lado não se desenvolve, ao contrário, ele se especializa num outro setor e troca informações com o hemisfério esquerdo o tempo todo.

Os hemisférios também são determinantes na questão do lado dominante do corpo, ou seja, determina que lado do corpo os movimentos serão mais precisos e adequados. é o que chamamos de lateralidade. Se utilizar mais o lado direito será destro, se for o esquerdo, será canhoto. È por ser uma questão de determinação cerebral que não se pode obrigar que um canhoto utilize a mão direita. Obrigar, contraria essa determinação e cria problemas físicos e psicológicos na criança.

 Ser canhoto não é mau. E descobrir a lateralidade de alguém é muito facil. Ofereça algum objeto para que ela segure e observe qual mão ela usa primeiro: a esquerda (se for canhot0) ou a direita (se for destro).

A lateralidade deve estar definida até os 3 anos de idade, com uma margem de tolerância de 6 meses. Até lá, a criança utiliza as duas mãos indiscriminadamente e com a mesma habilidade. Após os três anos e meio, se a criança não definiu sua lateralidade é preciso consultar um especialista para verificar o que está acontecendo.

Aguardem. Tem mais.

domingo, 17 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

Ler é de grande importância para a vida de qualquer pessoa.Através da leitura, as pessoas entram em contato com o padrão culto da linguagem e ampliam o vocabulário, melhoram a maneira de se expressarem, se informam a respeito de fatos do cotidiano e do mundo científico e com isto, ampliam seus saberes. É, portanto, por meio da leitura que as pessoas modificam suas vidas, num sentido bem mais amplo que o vocábulo encerra, pois por ela, os indivíduos podem conhecer e praticar seus direitos e deveres de cidadão. A leitura permite, ainda, exercitar as fantasias, a imaginação, a reflexão, a discussão e a troca de idéias.

A leitura é essencial para a escrita. Bons leitores produzem textos melhores, mais criativos, mais coesos, com mais assuntos para discorrer. Bons leitores criam e recriam maneiras novas de expressar seus pensamentos.

Antigamente, a leitura era um meio de tomar conhecimento de uma mensagem. Nos dias de hoje, é uma necessidade. Pesquisas revelam sua contribuição para o desenvolvimento intelectual, pois envolve intensa comunicação entre os hemisférios cerebrais e as zonas cerebrais envolvidas. As pesquisas ainda falam de processos e um deles é o de transformar símbolos gráficos em conceitos e significados, o que contribui para o desenvolvimento intelectual que envolve dois processos simultâneos: o processo cognitivo e o processo de linguagem.

É a repetição que gera a automatização, como um treinamento cognitivo que confronta lembranças e percepções anteriores e antecipa resultados tendo por base a compreensão do texto lido anteriormente. É por meio de um esforço intelectual e da vontade que a leitura fica cada vez melhor e mais fluente. Uma boa leitura é resultado da capacidade de apreender o todo, indo além das partes.Apreender o todo é perceber o contexto.