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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Conversa de adulto (14.8) OS PAIS E A ANSIEDADE INFANTIL

A pergunta mais comum feita pelos pais, nesta etapa é: “Como posso meu filho”? Sim, vocês podem ajudar muito. Basta seguir as etapas:


1- Repare nas suas atitudes para com esse filho. Seja justa com ele e honesto com você mesmo. Não tente camuflar ou justificar atitudes. Isso não adianta. Faça também um tratamento.

2- Procurem um profissional de psicologia, caso perceba que essa ansiedade está atrapalhando a rotina de atividades do seu filho. Lembrando sempre que, ficar ansioso vez ou outra é normal.


3- Assim que sair o diagnóstico, procure a escola, a professora do seu filho e comunique o caso para que seu filho possa ser cuidado na escola também.

4- Não falte aos trabalhos psicólogos, pois todo trabalho psicológico depende dos dois atores: do psicólogo e do paciente. E para que esse trabalho dê certo, é preciso que o paciente queira ficar bom e ajudar no tratamento, porque o psicólogo precisa encontrar onde está o problema que está causando a ansiedade.
POR QUE A PESSOA MELHORA?
Depois de encontrada a causa do problema, objetivo do profissional é mostrar ao paciente as formas de lidar e proceder com aquilo que o está incomodando, e ele será capaz de prever o que vai deixá-lo ansioso.  O profissional ainda lhe fornecerá uma série de ferramentas para que ele possa usar.
Relembrando: quando a ansiedade atrapalha a vida (de casa ou da escola de seu filho ou quando ele depende de você para coisas que ele deveria e poderia fazer sozinho) é hora de procurar um profissional.
A ansiedade pode e deve ser tratada. E quanto mais cedo, melhor e mais fácil será a cura.

sábado, 25 de maio de 2019

CONVERSA DE ADULTOS

Não é segredo para ninguém que “amo” falar de Educação. Afinal, vivi a minha vida inteira em torno dela, estudando ou trabalhando com ela.



O termo Educação vêm de longa data. Esse termo surgiu de uma língua que há muito tempo não existe mais: o latim. Mas o termo não se formou assim prontinho, mas houve a justaposição do prefixo “ex” com o termo “ducare”. “Ex significava “ fora” e o significado literal de “ducare” é “conduzir, levar ou direcionar”. Juntando os dois termos fica: “exducare ou educere” que significa “conduzir a criança (os seres humanos) para fora dela mesmo”. E este significado é muito bonito na medida que a criança vai aprendendo ao mesmo tempo que o mundo se amplia para ela. Sem educação o mundo da criança fica muito limitado. Hoje em dia, o termo EDUCAR, apresenta vários significados.


A primeira infância (de 0 a 6 anos) é uma fase importante da vida. Não só pelo desenvolvimento físico que podemos observar, mas principalmente por uma parte invisível aos nossos olhos, mas que marca sua vida e o influencia na vida adulta: o desenvolvimento neurológico.


Nessa fase, a atitude dos pais é fundamental para que “a criança saia de um estado de estagnação e dependência, para um estado de conhecimentos adquiridos pela experiência e pela vivência pessoal que lhe permita dominar o mundo e garanta sua autonomia”.

O desenvolvimento físico já está programado pelo DNA de cada criança. Ele atua sozinho e independente da vontade dos pais. O que os pais precisam, é estar de olho para que os ganhos aconteçam na época correta ou procurar ajuda profissional, caso atrase muito. O que os pais devem fazer nesta fase é, justamente, dar oportunidade para que o desenvolvimento neurológico da criança ocorra de forma sadia.



Porém, muito mais importante é o desenvolvimento neurológico.  As ações dos pais, no tocante aos ensinamentos, influeciam decisivamente nas funções neurológicas, porque agem diretamente nas conexões entre as células cerebrais: os neurônios. E estas é impossível de ver, porém observável através das atitudes e reações das crianças. estas conexões não são visíveis a olho nú porque ocorrem dentro do cérebro, porém são observáveis através das atitudes e reações das crianças. 

O que os pais devem fazer nesta fase é criar oportunidades para que o desenvolvimento neurológico da criança ocorra de forma sadia. Como fazer isso? Será assunto de nossa próxima postagem.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAUSAS DO SAVANTISMO

Desde a descoberta da Síndrome de Savant, os avanços das técnicas de imagem cerebral contribuíram para que os pesquisadores tivessem uma visão mais detalhada dessa condição. As razões que levam ao savantismo não é determinada por exames de imagem, nem mesmo com o mais moderno deles, a ressonância magnética. Diante disso, muitos estudiosos têm dedicado grande parte do seu tempo em pesquisas na tentativa de encontrar alguma explicação plausível para esse acontecimento.

funcionamento normal

Dentre esses estudiosos está Mirian Revers que acredita na existência de uma disfunção cerebral em determinadas regiões desse órgão. Segundo ela, essa disfunção pode provocar uma hiperativação de algumas áreas cerebrais. Essa hiperativação poderia ter a capacidade de estimular outras áreas cerebrais, no sentido de facilitar a aprendizagem sobre um determinado setor do conhecimento humano. Essa hiperativação foi chamada de “Facilitação Funcional Paradoxal” por Kapur, em 1996.

hiperativação - manchas brancas


Para Kapur, um dano cerebral no hemisfério esquerdo e em determinada região, o dano ativa e reconfigura os neurônios fazendo aparecer capacidades latentes e as desinibe em forma de habilidades previamente armazenadas e reorganizada pelo processo de ativação.



Em estudos realizados por Bernard Rimland, em 1978, no Autism Research Institute (Instituto de Pesquisa do Autismo), Califórnia, USA, encontra-se a citação: “as habilidades presentes estão associadas ás funções do hemisfério direito (que incluem aptidões relativas a música, arte, matemática, cálculos, etc) enquanto no hemisfério esquerdo se relacionam e incluem habilidades mais sofisticadas como as linguagens e as especializações da fala, razão pela qual são mais deficientes”.

Assim, as principais capacidades (genialidades) em artes, música, cálculo de calendário, matemática, habilidades mecânicas/ visuo-espaciais são mais frequentes do que as de linguagem (poliglotia), discriminação sensorial, atletismo, conhecimento em áreas específicas, como neurofisiologia, estatística, programação de computadores.


Mirian Revers revela que essas capacidades (vistas como sintomas da Síndrome de Savants) podem variar, podendo ser pequenas e restritas como as habilidades de memorização ou cálculo. No entanto, em outros indivíduos podem ser de grandes habilidades e mais gerais, como se fossem verdadeiros prodígios.


Imagens Google

Fontes:
Mirian Revers Biasão, psiquiatra da infância e adolescência, coordenadora clínica do PROTEA, programa de estudos do TEA da FMUSP

domingo, 16 de dezembro de 2018

ESMIUÇANDO OS GRAUS DO AUTISMO

Em primeiro lugar, é preciso informar que o autismo não tem cura. Ou seja, uma vez autista, continuará sendo pelo resto da vida. Geralmente, os autistas são observados pelas famílias, familiares e professores, possibilitando serem diagnosticados entre os 3 a 5 anos. No entanto, esta não é uma regra fixa, pois muitos outros são diagnosticados bem mais tarde como na puberdade, adolescência ou na idade adulta, já que esse transtorno está em todas as fases da vida. O que ocorre é que, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será a qualidade de vida desse sujeito.

Os sujeitos diagnosticados como autistas possuem características comuns a todos os graus e níveis pelos quais o diagnóstico é realizado. As principais características do autismo são: dificuldades na interação social, na comunicação e no comportamento. Mas como saber isso para observar?
1) DIFICULDADES NA INTERAÇÃO SOCIAL



Entende-se por interação social todas as formas como as pessoas se relacionam umas com as outras e como elas agem entre si. Lembrando sempre que é uma condição do espectro e não como um ato voluntário, os autistas encontram dificuldades nesse relacionamento e na interação. Uns encontram mais dificuldades que outros e não se encontra dois autistas que ajam da mesma maneira. Portanto, afirmar que cada autista é único em sua forma de ser e agir, é verdadeiro.


As características mais gerais são:

a) mostram-se indiferentes às pessoas, mesmo estando em meio a elas. É como se ignorassem a presença das pessoas ao seu redor. Os autistas, na maioria das vezes, parecem não perceber que existem pessoas à sua volta. Obs: os de grau leve são mais sociáveis, se relacionam e interagem com os outros de forma mais adequada.

b) parecem não perceber ou não se incomodar com os sentimentos das pessoas, como por exemplo: se estão tristes, alegres, bravos, doentes etc.

c) evitam o contato visual com as pessoas, porque quando as pessoas forçam este tipo de olhar, os autistas se sentem ameaçados e invadidos. 

d) passam muito tempo sozinhos (isolamento) como se estivessem absorvidos por algum pensamento. Ou se afastam quando estão em um grupo. Um bom jeito de contornar esta situação é olhar para a ponta do nariz deles.

e) brincam sós e sempre com as mesmas coisas, sejam elas brinquedos ou um objeto qualquer (coisas que giram, espelhos, animais etc). E com eles passam muitas horas (hiperfoco). Um fato interessante é que, quando um objeto sai do seu campo visual, os autistas não os procuram. É como se deixassem de existir.


2) DIFICULDADES NO COMPORTAMENTO

Além do isolamento que também é um tipo de comportamento, os autistas podem:

a) se batem ou esbarram em alguém acidentalmente, não pedem desculpas, porque não conseguem perceber as regras sociais.

b) rirem ou repetem palavras e frases inadequadas e/ou improprias em momentos inoportunos, como por exemplo, gargalhar num velório ou xingar e/ou ofender pessoas desconhecidas.

c) demonstram não sentir dor, nem sentir frio, fome/sede e saciedade, por não saber identificá-los. Por isso, tiram a roupa e andam descalços, mesmo em dias muito frios. Ex: fazem isso em qualquer lugar e em público.

d) demonstram não terem medo de situações perigosas. Como exemplos, pulam de escadas altas, sobem e descem com agilidade em lugares altos, enfrentam animais perigosos e peçonhentos. Em contrapartida, a maioria teme coisas que são inofensivas, como folhas de uma planta, de um bibelô que enfeita sua casa ou um objeto de uma determinada cor.

e) apesar do “hiperfoco” (capacidade de se manter concentrado por longos períodos de tempo), os autistas encontram dificuldade em manter a concentração em tarefas simples. E, em geral, essas tarefas não são terminadas.

f) agem como surdos quando chamados pelo nome.

g) na maioria dos casos são calmos, mas teimosos. Porém, diante de algumas situações (sensibilidade a ruídos, luzes fortes e a mudanças inesperadas na sua rotina) podem ter acessos de raiva e se tornarem agressivos.

h) a maioria dos autistas apresentam movimentos motores estereotipados (estranhos). Esses movimentos são reflexos, inconscientes, involuntários e repetidos com uma certa frequência. Portanto, impossível de ser controlado. Estes movimentos diferem de um autista para o outro e não importa o grau.

São movimentos que nada tem a ver com expressões de alegria, tristeza, raiva ou outro sentimento qualquer, mas que chamam a atenção de qualquer observador.


3) DIFICULDADES NA COMUNICAÇÂO



a) Os de grau severo não falam, embora ouçam. Os de grau médio falam com dificuldade, geralmente com uma palavra e frase com duas ou três palavras. Os de grau leve falam com certa fluência, fazem uso de frases inteiras e com sentido. Mas todos encontram grande dificuldade em expressarem seus sentimentos por gestos ou pela própria fala. Pouco falam de si mesmos.




imagens - Google

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

OS GRAUS DO AUTISMO


Os graus do autismo ainda estão cercados de muitas dúvidas. Uma dessas dúvidas é a da existência ou não desses graus e como eles são avaliados.

Muitas dessas dúvidas decorrem das muitas mudanças que foram apresentadas nas várias publicações do DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais) e são realizadas pela Associação Psiquiátrica Americana. O objetivo desse manual aponta uma série de critérios que devem ser observados pelos médicos quando precisam diagnosticar as doenças mentais apresentadas de seus pacientes.

Quais são essas dúvidas? – você deve estar se perguntando. Já vimos em postagens anteriores a História do Autismo. Lendo essa História, você dever ter percebido na quantidade de nomes que o autismo já teve, não é mesmo? Só para lembrar: Transtorno Autista, Transtorno de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância.

Todas essas mudanças na nomenclatura trazem uma insegurança em relação ao assunto, principalmente, para os pais de crianças autistas. É como se, apesar dos estudos realizados até hoje, parece que ninguém chegou a uma conclusão definitiva. Mas o assunto é difícil e complexo mesmo, que demanda tempo, muita observação e exames clínicos biológicos, psiquiátricos e neuropsicológicos.

A segunda mudança, é que o DSM-V quer enquadrar todos os tipos ou graus do autismo num único grupo. A primeira tentativa foi colocar tudo num grupo chamado Transtornos Globais do Desenvolvimento. Recentemente, essa nomenclatura foi modificada passando a ser chamado de TEA, ou seja, sigla do Transtorno do Espectro Autista.

A terceira mudança é que os médicos que se valem do DSM-V em seus diagnósticos, ficam em dúvida quanto aos vários subtipos que o autismo assume dependendo dos graus de severidade do transtorno. Sem contar que, em cada grau também há variações.

Devido a todas essas dúvidas, o grupo TEA (Transtorno do Espectro Autista) lança como critério de classificação: grau leve ou nível 1; grau moderado ou nível 2 e grau severo ou nível 3.


Segundo esse critério, o DSM-V pretende apoiar as necessidades de cada um, levando em conta: as dificuldades na comunicação, nos interesses restritos e comportamentos repetitivos. Em outras palavras, o que o manual pretende é considerar e atender as variações de dificuldades dos autistas compreendendo que cada autista é um ser único dentro do espectro do autismo. Para isso, os níveis falam da necessidade de apoio que os autistas devem receber.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

HISTÓRICO DO AUTISMO – parte 2



Nos anos posteriores a guerra, novos trabalhos sobre o autismo surgiram e analisavam vários aspectos da vida e do comportamento das pessoas autistas. Outros, estudaram o autismo à luz da biologia ou da genética.

Na década de 1950 a 1960, o estudo do autismo criou muita confusão. Todos os estudiosos afirmavam suas causas e consequências que iam desde a irresponsabilidade dos pais por amá-los demais até a famosa tese da hipótese da “mãe-geladeira”, que não ligava para o filho, fazendo com que os traumas por essa atitude o transformassem num autista. Outra hipótese era o trabalho das mães fora de casa e que não tinham tempo para cuidar do filho. As hipóteses eram tão absurdas que fez com que Leo Kanner saísse em defesa das mães. Alegou ter sido mal interpretado e termina escrevendo sobre isso num livro.

Mesmo percebendo que todas essas ideias eram infundadas, o estrago já havia sido feito, com as mães se culpando por um ou por outro motivo. Mas foram abandonadas a partir de 1960.

Ainda na mesma década, mais precisamente em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria inclui o autismo na primeira edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-I). O DSM é manual que fornece a nomenclatura e critérios padrão para o diagnóstico dos transtornos mentais. Nesse manual, o autismo aparece como uma forma de esquizofrenia infantil.





No início da década de 1960, o psicanalista Bruno Bettelheim popularizou o nome do AUTISMO. Este é um termo alemão e deriva de “Autimus” que significa “aquele que se retira (ou se recolhe) em seu mundo próprio”. Na década de 1960, já havia um bom acervo de pesquisas, evidências e trabalhos científicos sobre o autismo e sobre o impacto que o autismo trazia para a vida das pessoas autistas e de seus cuidadores. Lembremos que o autismo ainda era considerado como esquizofrenia (loucura em alto grau) infantil.


Em 1965, um caso de autismo passou a chamar a atenção da comunidade científica. Temple Grandin, uma jovem autista norte-americana com Síndrome de Asperger, criou um dispositivo chamado “Máquina do Abraço”. Tratava-se de um aparelho que, quando pressionado, parecia abraçar como fazem as pessoas. E esta máquina a acalmava quando estava ansiosa ou nervosa. 


Assista ao filme sobre a história de Temple Grandin.

Ao terminar este video, existem 13 outros sobre autismo. 
Quem quiser, poderá assistí-los aqui mesmo.

Gradim se transformou numa profissional de sucesso, usando sua máquina no abate de animais na fazenda de sua família e, posteriormente, nas fazendas pelo mundo afora. Além da técnica, revolucionou os projetos de instalação, de manejo e cuidado de animais também usados no mundo todo. Grandin passou a fazer consultorias para indústrias pecuárias e palestras pelo mundo afora, além de explicar e reafirmar a importância dos autistas desenvolverem suas potencialidades.

A partir do estudo do caso de Grandin, Novas pesquisas sobre o autismo foram realizadas e muitas novas hipóteses foram levantadas. Numa delas, verificou-se que esse que o autismo está presente desde a infância (verificável entre 2 e 3 anos) e pode ser encontrado em todos os países do mundo e em qualquer grupo socioeconômico e étnico-racial. E uma nova edição do Manual Doenças Mentais (DSM-II, em 1968) e publicado considerando o autismo, como um “transtorno mental não especificado” em que predominam as psicodinâmicas psiquiátricas. Ou seja, o manual afirmava que o autismo passava a chamar de “não especificado”, por não ter causas claras e definidas.


Apesar de melhorar as condições do autismo, a mudança de patamar de categoria ainda mostrava que o autismo era visto como uma grande desorganização mental que gerava grande conflito como uma nos reflexos, como uma reação mal adaptada aos problemas da vida como acontece com as neuroses e psicoses. Novos estudos acontecem, uns querendo provar que o autismo estava ligado à esquizofrenia e outros, que queriam provar o contrário.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

CAUSAS DO AUTISMO

Muito se tem estudado o autismo com o objetivo de determinar suas causas. No entanto, ainda pouco se sabe. O que se suspeita é que vários fatores podem influenciar com maior ou menor força para que o autismo aconteça.

DNA

O FATOR GENÉTICO é um dos prováveis. O fator genético, hereditário ou não, pode causar algumas anomalias como a deficiência intelectual e a anormalidade cognitiva. Observa-se que, os autistas apresentam cérebros maiores e mais pesados fazendo com que as conexões nervosas entre as células cerebrais funcionem de forma irregular ou deficiente.


O FATOR AMBIENTAL é outro fator bastante estudado. Acredita-se que certos vírus, contraídos pelas mães durante a gestação, principalmente na primeira quinzena quando o cérebro do bebê está se formando ou a ingestão de alimentos contaminados por algumas substâncias tóxicas (como o chumbo e o mercúrio) possam ter efeito no desenvolvimento do autismo. Tanto os vírus como as substâncias tóxicas podem criar anormalidades cromossômicas como o desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16. Podem ser considerados como fatores ambientais: o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou no momento do parto.

Outro fator que vem sendo estudado são as ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS do organismo, caracterizado pelo excesso de serotonina no sangue dos autistas. Neste fator ainda inclui algumas vacinas e o excesso de ácido fólico tomado para reposição do organismo materno, durante a gravidez. No entanto ainda não existem conclusões definitivas e mais pesquisas estão em andamento para comprovar ou eliminar esta hipótese.

COMO RECONHECER UM AUTISTA?

Reconhecer um autista depende em primeiro lugar da OBSERVAÇÃO dos pais ou de parentes próximos. É importante observar porque a criança para de fazer o vinha fazendo e adota uma postura de indiferença.

 
                                             antes                      e                   depois

São as COMPARAÇÕES ENTRE O ANTES E O DEPOIS que determina se há ou não alguma irregularidade. Se antes ela sorria e depois deixa de sorrir sem um motivo aparente; se ela desvia o olhar quando antes era comum ela manter o olhar; se ela evita estar junto com as pessoas e agora ela se afasta sem que nada ou ninguém tenha provocado esse isolamento; se antes era notório que ela ficava alegre com a chegada de alguém e agora ela fica impassível; se antes ela brincava de fazer caretas e agora não faz mais; e por fim, se aparecem movimentos estranhos, repetitivos, desconexos com a realidade dela e se antes não tinha, provavelmente há algo errado com ela.


Os autistas logo de início apresentam DIFICULDADES DE INTERAÇÃO com as pessoas (independe da idade e do sexo dessas pessoas). Quando se fala de interação, fala-se dos gestos, dos contatos visuais, da expressão facial, da dificuldade em fazer amigos.
Os autistas apresentam PREJUÍZO NAS COMUNICAÇÕES. Suponha que a criança estava começando a falar, a pedir coisas, a reclamar com choro por algo que lhe aconteceu de fato e de repente, não faz mais. Olha, olha e não diz nada ou não lembra como deve dizer, Se conversa e não mantém a conversação de modo coerente, ou se repete tudo o que você diz a ela e isso passa a ser uma ação corriqueira, é DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO. Se ela se machuca e costumava chorar, e agora fica impassível diante do mesmo fato, ou se ficava brava quando lhe tiravam seu brinquedo favorito e agora fica indiferente, é DIFICULDADE DE EXPRESSAR SENTIMENTOS.

Os autistas, na maioria deles, assume alterações de comportamento. Por exemplo: se ela gostava de brincar com um carrinho vermelho, e de repente e sem motivo, não brinca mais. Se brincava de faz de conta e agora não sabe brincar, se estava brincando com o tal carrinho sobre um móvel e o carrinho cai no chão e ele não o procura para continuar a brincadeira; se aparecem manias como: chacoalhar as mãos; ficar olhando para objetos com movimentos rotatórios com grande interesse por horas; se fica muito irritado e incomodado com luz forte ou com um som alto e forte; ou outros de forma que causem estranheza e chamam a atenção, configuram-se como ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO.

Se um ou mais destes sintomas permanecerem por mais de dois ou três meses, procure um médico. Com certeza, há algo de errado com essa criança. Nenhum destes sintomas aparecem todos de um dia para outro. Portanto, quando se observa o comportamento de uma criança, é preciso anotar o dia e o resumo do fato e dizê-los ao médico ao consultá-lo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

RUBÉOLA


A rubéola, também conhecida como “sarampo alemão”, é uma virose contagiosa, causada pelo vírus “rubella”, da família dos rubivírus. Esses vírus entram em nosso corpo pelas vias respiratórias, ou seja, pelo nariz e boca e o contágio se dá pela tosse, espirros ou gotículas de saliva ao falar, beijo e uso de objetos pessoais (talheres, copos, escovas de dente etc), ou do próprio ar contaminado por esse vírus.
 vírus rubella

O único hospedeiro desse vírus é o ser humano, assim como os vírus do sarampo, varicela, eritema infeccioso e a roséola. A rubéola ocorre geralmente na infância, entre os 5 e 9 anos. Mas pode aparecer em adultos não vacinados ou naqueles que nunca tiveram essa doença.

 os rashs

A rubéola ocorre uma única vez na vida e costuma ser benigna. Porém, se ocorrer em mulheres grávidas. A rubéola pode apresentar riscos, principalmente, se a mulher estiver nos três primeiros meses de gravidez, época em que o bebê está em formação. Os perigos vão do aborto espontâneo a deformações fetais.  Uma dessas deformações é a cegueira devido a complicações chamadas de “Síndrome da Rubéola Congênita”. Portanto, as mulheres que tiverem dúvidas quanto a sua imunidade e querem engravidar devem conversar com seus médicos para que ele recomende a vacinação. No caso da rubéola congênita, a transmissão é feita pela mãe ao feto. Após o nascimento, o bebê poderá transmitir o vírus até da idade de 1 ano.


A rubéola se propaga rapidamente dentro do corpo humano. Atinge a faringe, os órgãos linfáticos e se espalha pelo corpo todo pela corrente sanguínea. Sua incubação dura de 12 a 23 dias aproximadamente, quando começam a aparecer os primeiros sintomas. O perigo mais forte de contágio são os primeiros sete dias, ou seja, antes que os sintomas apareçam. Desta forma, um ser humano infecta outro sem sabem que também está contaminado.


Febre de 38º e erupções vermelhas na pele do rosto e atrás das orelhas (o rash) aparecem antes que se espalhem por todo o corpo.  Nesta fase, muitas vezes, as pessoas confundem a rubéola com o sarampo. O rash dura cerca de 3 dias na pele e, depois disso, não há mais perigo de contágio. Outros sintomas: conjuntivite, tosse, espirros, secreção nasal, dores musculares e articulares, dor de cabeça, pele seca, aumento dos gânglios linfáticos, dificuldade (ou dor) ao engolir e dor de garganta, nódulos na nuca e atrás das orelhas e mal estar geral.

As dores articulares são menos duradouras em crianças e mais duradouras em adultos.


QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA?

·         Sempre que houver alguns dos sintomas citados.
·         Se estiver querendo engravidar
·         Se souber que não foi vacinado ou a tenha tomado há muito tempo.

FATORES DE RISCO

·         Não tomar a vacina (principalmente em mulheres que querem engravidar)
·         Estar em contato com pessoas infectadas ou com seus pertences pessoais.

DIAGNÓSTICO

A princípio a rubéola pode ser confundida com outras doenças (o sarampo, por exemplo). Um exame de sangue pode definir o diagnóstico porque 4 dias após a infectação já há a presença de anticorpos lgG e lgM no sangue.
Os anticorpos lgM são os que atacam a doença e o lgG indica se a pessoa está ou não está protegida contra essa doença.
Em caso das mulheres que estão ou querem engravidar o exame de sangue é importantíssimo.

DIAGNÓSTICO EM GESTANTES


Mulheres que estão grávidas (até o 3º mês) que apresentam os sintomas da rubéola ou que ficaram em contato com pessoas estavam infectadas e não sabiam, sendo confirmado posteriormente, devem procurar um médico com URGÊNCIA.  Isto porque, embora a rubéola não traga grandes problemas para a mãe, pode afetar o bebê seriamente.

Para saber se o bebê está sendo (ou foi) afetado, é preciso fazer uma minuciosa checagem dos tecidos e órgãos do feto. Além dos costumeiros exames de sangue, devem ser feitos: o ultrassom morfológico (realizado ente as 18 e 22 semanas de gestação) e que avalia se há malformações no feto. Infelizmente, algumas malformações só poderão ser observadas após o nascimento, como é o caso da malformação cerebelar, ou de lesões cerebrais que causam a deficiência intelectual.

Outras complicações que pode atingir os bebês:

Audição: otites (dores de ouvido) crônicas, surdez

Visão: cegueira, catarata, gaucoma.

Cérebro: encefalite viral, microcefalia, meningoencefalite, lesões do sistema nervoso, danos no funcionamento, cerebrais, dificuldades intelectuais, autismo.

Corpo: baixo peso ao nascer, problemas no crescimento, danos no fígado e baço, diabetes, problemas hormonais, problemas cardíacos, anemia hemolítica, mal funcionamento de órgãos, malformações em geral, erupções cutâneas no nascimento, inflamação dos pulmões, púrpura (doença que dá manchas ou placas roxas (tipo batidas) na pele, órgãos e membranas mucosas (dentro da boca).

RUBÉOLA TEM CURA?

Sim, tem cura. Todas as doenças infantis têm um ciclo. Passado esse ciclo, a vida segue normalmente. E não há um tratamento específico, já que todas as doenças infantis imunizam a pessoa para o resto de suas vidas. O que se pode fazer é amenizar os sintomas, como tomar um analgésico para diminuir as dores e um antitérmico para baixar a febre (receitados por um médico) e repouso.

OBS: Só não há cura se a rubéola atingir o feto em seu período de formação (nos 3 primeiros meses de gestação).

REMÉDIOS CASEIROS RESOLVEM?

Alguns médicos costumam indicar a ingestão de líquidos para aclamar a tosse e hidratar o corpo. Segundo a sabedoria popular, alguns chás podem ajudar: como os chás de acerola, camomila, hamamélis e cístus incanus. Estas duas últimas são encontradas em casas de ervas e de produtos naturais.

 citus incanus

                                                                     hamamélis
           
                   OBS- NÃO SAIA PEGANDO PLANTAS SEM CONHECÊ-LAS DE VERDADE.

Para bebês menores de 1 ano, os médicos recomendam mel e gotas de limão com água, ambas em temperatura morna.

ATENÇÃO:

·         Os casos de rubéola pararam de ocorrer em 2009. Porém, se nossas crianças não forem vacinadas, NOVOS CASOS DA DOENÇA poderão voltar a ocorrer, como é o caso do sarampo.

A vacina que livra as crianças do sarampo, da caxumba e da rubéola é a TRÍPLICE VIRAL.


“A PREVENÇÃO É SEMPRE O MELHOR CAMINHO”

“VACINAR O FILHO É UM ATO DE AMOR”.

FONTE:
Ministério da Saúde. org.br