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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Conversa 13 (3) – MEDO e FOBIA: diferença

Em qualquer idade, sentir medo é normal e saudável por ser a forma encontrada pelo nosso organismo de nos preservar dos perigos. O medo, real ou fantasioso, produzem duas reações importantes: as reações bioquímicas e as reações emocionais as quais podem ser observadas através do comportamento.



Os medos variam de acordo com nosso desenvolvimento.

E na medida em que convivemos com nossos medos e aprendemos a lidar com eles, podemos superá-los. Porém, quando não conseguimos superá-los, passam a interferir em nossa vida. 

Muitos medos são reforçados ou valorizados pelos adultos que educam seja pela obediência ou pela ignorância. Com essa valorização, os medos ficam cada vez mais fortes e se enraízam silenciosamente. Com o tempo, transformam-se em “FOBIAS”.

As fobias são medos exagerados de fundo emocional, com pensamentos pessimistas e angustiantes que paralisam o sujeito em suas realizações no cotidiano. 

As fobias são conhecidas como “medos patológicos”, ou seja, doenças emocionais que precisam ser tratadas por profissionais adequados como psicólogos e psiquiatras. O tratamento é longo e lento.

Crianças ou adultos com algum tipo de fobia manifestam reações comportamentais observáveis por qualquer leigo. Esses comportamentos são considerados “sintomas das fobias” e vejam quais são:

a) a pessoa fica impedida de comer, dormir ou realizar tarefas comuns que costumava fazer. Isto porque as fobias são muito invasivas.

b) a pessoa vive assustada de forma desmedida com coisas que parecem comuns a outras pessoas.

c) a pessoa está sempre inquieta, não consegue relaxar, distrair-se ou tranquilizar-se, por estar sempre em estado de alerta.

d) a pessoa pode se queixar de tremores, dificuldades respiratórias ou tonturas diante de alguma coisa.

e) a pessoa fica sempre muito nervosa e irritadiça.

f) a pessoa a ter comportamentos regressivos, ou seja, voltar a ter comportamentos da infância, como chupar o dedo ou chupeta, urinar na roupa ou na cama, etc.

g) a pessoa pode vir a ter comportamentos obsessivos.

Hoje, a vida está tão corrida que, muitas vezes, não temos tempo para pararmos e observarmos o que está ao nosso redor. Mas é preciso dar uma parada e observar, mesmo que seja por alguns instantes. E se perceber os primeiros sintomas aqui descritos em seu filho, marido ou esposa, não perca tempo e procure um profissional o mais rápido possível. Não deixe chegar nos últimos onde tudo é muito mais difícil.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Conversa 13 (2) – FASES DO MEDO INFANTIL

Os medos infantis passam por fases ao longo do desenvolvimento da criança.



 FASE 1: DE 0 A 6 MESES – O embrião é formado no útero e se desenvolve no útero até o nascimento ouvindo o ruído causado pelas batidas do coração e pela circulação sanguínea do corpo materno. Um ruído constante e sempre no mesmo “volume”. Ele se sente seguro porque se acostumou a ouvi-lo.

Após o nascimento, os sons lhe parecem estranhos, incompreensíveis, diferentes e mudando constantemente. Outra diferença é a variação do volume: uns são altos, outros estridentes, baixos demais. Os bebês estranham, choram e se acostumam. São, porém, os ruídos ou sons inesperados que os faz estremecer, é que lhes são apavorantes. Esses sons ou ruídos fortes que assustam, que aumentam os batimentos cardíacos e que lhes trazem a sensação de insegurança.


FASE 2: DE 7 a 11 MESES – nesta idade a criança já está bem acostumada com os sons e ruídos do ambiente, incluindo aqueles inesperados. É nesta fase que os bebês começam a reconhecer os rostos familiares. Mãe, pai e irmãos são os primeiros a serem reconhecidos devido a convivência. Avós e tios vem a seguir, mas não sem uma estranheza inicial, mas que logo é superada. No entanto, pessoas estranhas podem assustá-las e podem chegar a ter medo delas, caso os pais ou a própria pessoa insista em tocá-la ou querer segurá-la no colo.

Aquela brincadeira que os pais geralmente fazem com as crianças da primeira infância, é a de jogá-las para cima ou de erguê-las acima da cabeça do adulto, pode ser um dos motivos do medo de altura em algumas pessoas, por dar a sensação de insegurança.



FASE 3: 1 ano – Muitas pessoas acreditam que a criança de um ano não percebe ainda a ausência dos pais e, principalmente, das mães. Ledo engano. Esquecem que a criança está deixando (ou deixou a pouco) de mamar no seio materno. E sentem falta ainda, mesmo que façam o uso da mamadeira. Essa ausência, curta ou prolongada, gera o modo de que eles desapareçam. E essa sensação se intensifica até os 4 anos de idade.   

OBS- A continuidade dos fatos que levaram a criança ficar abalada (som inesperado, sensação de insegurança, não querer se relacionar com pessoas estranhas) não termina ao mudar de fase. Todas essas sensações ficam impregnando seu inconsciente, de forma que cada vez que o fato se repete, há um acúmulo crescente delas. E quando há um número suficiente desses fatos, dizemos que a criança “está com medo”, pois aparecem sinais observáveis no corpo ou nas atitudes.


FASE 4: 2 anos – As crianças desta idade começam a prestar atenção na “relação de causa e efeito”, ao mesmo tempo em percebe sua falta de controle sobre o mundo a sua volta por meio de suas próprias experiências. Por exemplo, ao querer pegar um copo, ela o derruba e ele quebra, ou puxar um pano de louça sem tirar o que está em cima e derramar seu conteúdo.

Mas, ela também percebe essa mesma relação com o que acontece na natureza: nuvens escuras é sinal de chuva, trovões e relâmpagos são sinais de chuva forte. Sol, sinal de brincadeira no quintal. Calor, hora de brincar com água. No entanto, mas coisas que ainda não compreendem, lhes causam medo, como por exemplo, o som do trovão, do ruído dos trens ou do liquidificador e/ou aspirador. Temem ainda: objetos muito grandes, criaturas imaginárias e ... médicos.


FASE 5: 3 a 4 anos – Esta é a fase do desenvolvimento da imaginação. Por isso, possuem uma imaginação muito fértil. Ficam apavoradas com máscaras (qualquer uma), rostos cobertos (por panos, cobertores, lençóis) e de pessoas fantasiadas (palhaços e personagens infantis), além do escuro, de insetos e de ficarem sozinhas.


FASE 6: 5 anos – nesta fase iniciam-se os medos reais, porque esta idade traz uma compreensão maior da realidade.  Aqui, os medos maiores são: de se machucarem, de um cachorro escapar e mordê-las, de perderem os pais (seja em caso de separação ou morte). No entanto, os medos anteriores ainda continuam exercendo sua influência e o som alto do trovão é um exemplo observável.


FASE 7: 6 a 7 anos – Já com uma visão e compreensão maiores da realidade, o medo maior e o de que algum de ruim venha a acontecer com os pais e tempestades. Ainda com uma imaginação muito fértil, mas com fantasias mais criativas, as crianças desta idade temem: dormirem sozinhas e no escuro por causa das bruxas e fantasmas.

A partir dos 8 aos 10 anos, a maioria das crianças tendem a superar os medos a partir da compreensão cada vez maior da realidade. Mas outros podem aparecer, como por exemplo: o medo de não tirar boas notas na escola, de não fazer amigos, etc.

Imagens - Google

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Conversa 13 (1) – QUAL A ORIGEM DO MEDO INFANTIL ?



Na última postagem esta pergunta ficou no ar. E a resposta a essa indagação aqui está. Embora nossa espécie transmite geneticamente o sistema de alarme, ninguém nasce medroso. Os medos negativos que temos são aprendidos no convívio social. Vejam só:



a) O ACALANTO (canções de ninar ou canções de berço) é um tipo de música tranquila usada para relaxar as crianças e facilitar a chegada do sono. Sua origem é desconhecida, mas é usada internacionalmente. No Brasil, os acalantos foram trazidos pelos colonizadores portugueses e passaram a fazer parte do cancioneiro folclórico. 

Os acalantos podem ter ou não letras. Os acalantos brasileiros apresentam letras que falam de figuras do nosso folclore. Quem não conhece e/ou não nunca fez uso dos acalantos que falam do “Boi da cara preta”, do “ bicho Papão”, da “Cuca” na letra do Nana Nenê entre tantas outras espalhadas pelo nosso país?

Ao chegarem ao Brasil, os colonos se depararam com uma extensa área de floresta. Uma floresta desconhecida e com perigos reais que davam medo até nos adultos. E os pais, preocupados com as crianças pequenas e indefesas, passaram a usar os acalantos com letras cujos personagens lendários como a Cuca, o boi, bicho Papão, etc. O intuito de usar tais personagens era o de incutir o medo para que as crianças obedecessem e não fossem se aventurar na floresta. 

Esses acalantos repetidos inúmeras vezes impregnaram o inconsciente das crianças que, depois de adultas, passaram a repeti-los aos seus descendentes até chegaram até os dias. 


b) FRASES AMEAÇADORAS – Quem nunca ouviu pais ou responsáveis proferirem frases como: “Cuidado, que o homem do saco te pega”. Este tipo de frase é muito comum e serve para causar medo, intimidar a criança e levá-la a obedecer ao adulto, semelhante aos acalantos, porém num formato diferente.


c) CONTOS INFANTIS – A maioria dos contos infantis tradicionais estão repletos de figuras feias e malvadas como poderes mágicos como as bruxas. E em cada uma delas trata de um arquétipo importante que é a “luta entre o bem e o mal”, e na qual “o bem sempre vence”, o que é o mais importante. No entanto, não são as figuras por si mesmas que causam medo nas crianças, mas a ênfase que o adulto dá.


d) CONTOS DE TERROR – não são recomendados antes dos 10 anos de idade.


e) O PRÓPRIO IMAGINÁRIO INFANTIL – Além dos personagens inseridos pelos que os adultos no inconsciente infantil, a criança tem a capacidade de imaginá-las da forma que bem desejar e sem que os adultos possam impedir de alguma forma. Por outro lado, a criança tem a capacidade de imaginar outras, tendo as primeiras como base.

Fonte de imagens: Google.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Conversa 13 – O MEDO INFANTIL

Muitos pais ficam sem saber o que fazer ao perceberem que seus filhos sentem medo de alguma coisa. E a primeira coisa a fazer é entender um pouco sobre ele. 


Imagine que você tenha comprado um carro zero do modelo mais novo que existe. Para que você não tenha seu carro roubado você coloca um alarme que toca alto se alguém tocar nele de propósito ou casualmente. Os medos atuam como o sistema de alarme dos carros. É um alarme natural do corpo que nos avisa de perigos iminentes. Portanto, sentir medo é sinal de boa saúde. Assim, os medos nada mais são do que a emoção mais primitiva que existe nos seres humanos. E devemos a eles a garantia da sobrevivência da nossa espécie.
reação comportamental

Ao pressentir um perigo, o medo provoca duas reações muito importantes: “reações bioquímicas” (comuns em todos os seres humanos, independendo da idade, sexo, raça ou nacionalidade) e “reações emocionais” (que varia de pessoa para pessoa). 

reação bioquímica 

As reações bioquímicas são imediatas, involuntárias, automáticas, concomitantes e observáveis como: o aumento da frequência cardíaca, aumento do nível de adrenalina, o suor nas mãos, palidez facial etc. Já a vontade de sair correndo ou se deixar dominar pelo medo faz parte das reações emocionais e, portanto, são mais lentas, conscientes e voluntariosas. 

Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga
ao falar em  público?

Muitas pessoas se gabam e propagam aos quatro ventos que "não sentem medo de nada". Neste caso, essas pessoas sentem medos, mas foram encorajadas a terem e manterem uma atitude destemida, foram valorizadas por conseguirem  e, desenvolveram estratégias que disfarçam as reações bioquímicas no seu comportamento. Esta atitude é vista como "normal" porque é preciso sim, superar nossos medos para que não se tornem obstáculos. 

O ponto a ser abordado neste momento é a "ausência total do medo". 


A ausência  ou o mal funcionamento do alarme natural é uma doença emocional, silenciosa e progressiva que pode colocar em risco a vida dessa pessoa. São pessoas que se arriscam sem se dar conta do perigo que correm, porque a falta de aviso não as prepara ao enfrentamento da situação perigosa. Uma doença que precisa ser tratada por profissionais especializados (psicólogos e/ou psiquiatras).  E o pior é que muitas pessoas acreditam que essa atitude seja gabolice, a valorizam e incentivam com o reforço da aprovação. Estas pessoas confundem a gabolice com coragem ou destemor. 

TIPOS DE MEDO

medo real

Os medos podem ser “reais” ou “fantasiosos”. São medos reais: o medo de assalto, medo da morte, de envelhecer, medo de baratas, escorpiões, aranhas, cobras etc, medo de dirigir, de perder privilégios, medo de não passar no vestibular, medo da reação de alguém etc. 

medos fantasiosos ou imaginários

Os medos fantasiosos são frutos da nossa imaginação: medo de fantasmas, gnomos, fadas e bruxas, de extraterrestres, medo expressar opinião e ser ridicularizado, medo das coisas não saírem do jeito que foi planejado, entre outros. Inúmeros, variados e inusitados, os medos podem ser declarados (conscientes) ou ocultos (inconscientes). E de onde eles surgem? Este é o assunto de nossa próxima postagem

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Conversa de adultos 1- EDUCAÇÃO FAMILIAR


A educação da criança na primeira infância (0 a 6 anos) é essencial para sua vida futura e deve ter início desde os primeiros dias de vida. É um tipo de educação que não exige dia, hora ou momento específico para acontecer, mas que deve ser constante e perseverante.

Este tipo educativo é da responsabilidade de pai e de mãe. É função dos pais atuar sobre sua prole nos seguintes itens: 1- função adaptativa; 2- psicomotricidade; 3- consciência fonológica e 4- interação social.

a) FUNÇÃO ADAPTATIVA

O termo “função adaptativa” é usado em duas vertentes distintas: a primeira numa vertente neurológica e a segunda em relação ao ambiente em que vivemos.


A função adaptativa neurológica fala do desenvolvimento do CÉREBRO, órgão que controla tudo, e que tem como função é coordenar e regular todas as atividades do nosso corpo para que venhamos a ter uma vida ampla e saudável.  SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC), principal auxiliar do cérebro, tem como função captar informações do ambiente e levar até o cérebro e deste, levar respostas motoras a todas as partes e órgãos do organismo. Exemplo disso, é quando encostamos a mão em um objeto quente e a retiramos imediatamente. Todo este processo é muito rápido (cerca de 300 a 400 gramas. E vai aumentando até chegar ao normal à medida que vai crescendo.

Só para se ter uma ideia, o cérebro do bebê ao nascer tem cerca de um quanto do tamanho e peso do cérebro de seus pais ou de qualquer outro adulto. Embora o cérebro tenha uma predisposição genética para se desenvolver, é preciso que os pais colaborem para que o bebê se desenvolva a contento.

Nos primeiros 3 meses de vida, todas as ações do bebê são reflexas. Isto significa que os movimentos de mãos e pés, o ato de sugar durante as mamadas, defecar, urinar, chorar, acordar e dormir são atos que não dependem da vontade do pequeno ser. Aliás, ele nem sabe que pode fazer isso e muito mais.


A função adaptativa em relação ao ambiente tem a ver com o que ocorre com o bebê após a saída da maternidade. Mãe e bebê devem se adaptar a nova situação: a rotina da casa.

Desde a gestação, o bebê vive num ambiente aquoso e com uma temperatura adequada e constante. A medida que foi se desenvolvendo dentro do útero, seu espaço ficou cada vez mais apertado, cheiro de ruídos provenientes do organismo da mãe e num ambiente completamente escuro. Porém, ao nascer o bebê encontra um mundo bastante diferente: espaço ilimitado, uma temperatura inconstante, muita claridade e ruídos muito abaixo do que estava acostumado a ouvir. E precisa se adaptar a tudo isto.

COMO OS PAIS PODEM AJUDAR?

Saiba que quando os pais atuam na adaptação do ambiente, automaticamente estão atuando na adaptação neurológica. Suprir as necessidades de alimentação, higiene e outros cuidados com o recém-nascido faz parte dessa adaptação.

Mas em relação ao ambiente, os pais podem ajudar e muito para que essa transição aconteça. Vejamos alguns pontos importantes, segundo o pediatra Harry Zehnwirth, dos EUA que afirma que: se nos primeiros meses “recriarmos a situação em que ele vivia, os pais vão ajudá-lo nessa transição e acalmá-lo” a adaptação ao ambiente será facilitada.

ADAPTAÇÃO DOS RECÉM-NASCIDOS


1- TATO: O útero é um espaço muito limitado e a pele do bebê estava em constante contato com as paredes desse órgão. Dessa forma:
a) Os pais devem manter o bebê “embrulhadinho” (como faziam nossas avós e bisavós).
b) Aproveitar os horários das mamadas para acariciá-lo e a hora do banho para massageá-lo por 10 minutos diários. Isto fará com que experimente novas sensações. O pai também pode fazê-lo.


2- OLFATO – O útero tem um cheiro característico (perfume natural) que o bebê identifica como sendo o da mãe. Por mais que possa parecer incrível, os recém-nascidos apresentam um olfato apurado e a reconhece pelo cheiro logo após o nascimento.
a) Coloque uma peça de roupa de uso da mãe ou uma fraldinha com seu “cheirinho” próximo a ele. Se a roupa ou a fralda estiver lavada, passe-a na região dos seios antes colocar junto a ele. Isto o acalmará. A partir do segundo mês, o pai poderá fazer o mesmo. Mas não coloque muito perto, dando um distanciamento de um palmo para evitar o risco de asfixia.
b) Não use perfumes e colônias compradas nas perfumarias porque as químicas utilizadas em sua fabricação poderão agredir o olfato do recém-nascido. Já o perfume natural é mais facilmente reconhecido, não prejudica o bebê e é um calmante natural.
c) Na limpeza do quarto do bebê ou dos locais onde costuma ficar evite produtos de limpeza a base de amoníaco. Ocorre o mesmo como os perfumes não naturais.


3- AUDIÇÃO – O primeiro sentido que um embrião desenvolve é a audição a partir da 9ª semana. Ao ir para casa, muitos país evitam fazer barulho ou evitam que os outros filhos brinquem ou falem alto. Mas saibam que o silêncio extremo é muito estranho para o recém-nascido, pois o útero é um órgão muito barulhento e equivale ao de um aspirador de pó.
a) O silêncio exagerado incomoda os recém-nascidos e não os acalma como muita gente pensa.
b) Haja naturalmente e faça o barulho que for necessário.
c) Converse com seu bebê em tom natural. Leia ou conte histórias para ele porque ele ouviu sua voz durante toda a gravidez.
d) Músicas também são agradáveis aos ouvidos do bebê. E não precisam ser somente aquelas suaves, clássicas. Pode colocar aquelas que você costuma ouvir, sim.


4- VISÃO - A visão começa a se desenvolver por volta de 26 semanas de gravidez. O útero é um órgão escuro, portanto, iluminação excessiva pode irritar o recém-nascido. O contato com a luminosidade dever se realizado aos poucos. Saiba que a visão do recém-nascido ainda não é uma imagem perfeita, mas apenas um vulto. Ainda assim, em poucos dias, ele reconhece a imagem da mãe e a de um estranho. A visão do bebê fica completa após o 3º mês de vida. Em quanto isso:
a) Durante o dia, abra apenas uma fresta na janela. A cada semana abra um pouco mais a cada 15 dias.
b) durante a noite, acenda um abajur com uma luz azul. O abajur deve ficar longe do berço.
c) Por volta do 2º mês, aproxime o abajur (mais ou menos na metade da distância) O tom da lâmpada pode ser verde, que é mais clara que a anterior.
d) No 3º mês, aproxime outra metade da distância restante e a luz pode ser amarela.
e) Após o 4º mês o abajur já pode estar na cabeceira e com luz branca.
f) Quem usar o abajur ajustável, basta ir regulando conforme o tempo for passando.


5- GUSTAÇÃO - Para esta fase, o melhor alimento é o leite materno e água (pura ou em forma de chá). Mas não esqueça que dentro do útero, o bebê consumia os mesmos alimentos que a mãe por meio do líquido amniótico (água da bolsa). Depois de nascido, o bebê recém-nascido continua se alimentando do que a mãe come através do leite materno. Diante disso:
a) Evite alimentos muito gordurosos, picantes e apimentados pois podem causar estranhamento para o bebê.
b) Enquanto amamentar, mantenha uma alimentação saudável e se possível, a mesma que adotou durante a gravidez.

OUTROS:


a) DORMIR - No útero, não havia dia ou noite. Tudo era uma coisa só. Por isso, se ele acordar durante a madrugada não fique brava com ele. Apenas compreenda. Controlar o sono nesta fase não é recomendável.


b) CHUPETA – O recém-nascido já nasce sabendo sugar pelo reflexo da sucção. Porém, como costumava chupar o dedinho, ele sente falta. A chupeta substitui o dedinho e o acalma. Porém, segundo especialistas, este hábito deve ser retirado por volta dos 6 meses, quando começa a introdução das papinhas.


d) AS FAMOSAS CÓLICAS – É difícil vermos nosso pequenininho chorando de dor. É um choro irritante e contínuo. Nos dá uma sensação de impotência diante desse choro, da recusa de mamar, da chupeta ou de outra atitude que se venha a tomar.  Coloque-o no colo de barriga para baixo ou ofereça um chá e, se não acalmar, procure um médico. MAS NÃO DÊ REMÉDIO POR CONTA PRÓPRIA ou POR RECOMENDAÇÃO DE ALGUÉM.

Continua com outras idades na próxima postagem.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

AUTISTAS E SAVANTS PODEM TER RELACIONAMENTO AMOROSO?


Há algum tempo atrás, não víamos tantas pessoas com autismo como vemos na atualidade. Os motivos disso eram: a) a falta de uma classificação clara do distúrbio; b) pelo preconceito que era muito maior do que é hoje (que ainda é grande), muitas vezes, os pais se “envergonhavam” de ter um filho com problemas e os escondiam dentro de casa; c) a falta de saber onde procurar ajuda profissional especializada e d) pela falta de conhecimento sobre esta Síndrome.

Embora o autismo e savantismo não tenha cura, o diagnóstico não é uma sentença condenatória para os possuidores desta síndrome. Muitos vivem uma vida muito próxima do que chamamos de “vida normal”. Com os avanços da neurociência já entendemos que, quanto mais cedo estimularmos os autistas e savants, mais próximos da “vida normal” eles se estarão. Não há impedimentos para sua vida futura de estudar e chegar à universidade, de trabalhar, namorar e constituir família, dizem os estudiosos do assunto.


Casar e constituir família? De que maneira, se os autistas e savants apresentam problemas de relacionamento? Como poderão compreender as obrigações que isso implica? O assunto “sexualidade” é discutível, desafiante e estimulante entre as pessoas comuns, mas é ainda mais instigante em se tratando de deficientes intelectuais, autistas e savants.

Sabemos que deficientes intelectuais, savants e autistas estão classificados como moderados graves e severos e com limitações físicas ou intelectuais devido ás chamadas “comorbidades”, isto não é possível. Eles apresentam um grande isolamento, ausência de contato com as pessoas do ambiente em que vive, apatia, falta de interesse a estímulos externos e sem qualquer interação social.

Muitos nem conseguem se comunicar verbalmente e, muito menos, da forma não verbal. Não são capazes de expressar afetividade e de receber carinho. Muitos não reconhecem os próprios pais. São comuns crises de agressividade contra si mesmos e para com os outros, acessos de fúria, raiva e gritos. Detestam mudanças de rotina e perdem o controle quando isso acontece. Necessitam de auxílio constante para iniciar e manter as atividades básicas do cotidiano como: alimentação, vestuário, banhar-se entre outras necessitando de uma pessoa que cuide disso. É comum a presença de padrões repetitivos de comportamentos inadequados e até bizarros, como cheirar e levar à boca objetos não digeríveis e não comestíveis. E com todos estes sintomas fica evidente que o assunto não se destina a essas pessoas. São pessoas que precisam de cuidados constantes e permanentes.


No entanto, as pessoas com graus mais leves (leves e moderados leves e sem outras complicações), quando bem estimulados precocemente e embora precisem de alguns cuidados, podem ter uma qualidade de vida bem próxima da realidade, pois encontram menos dificuldades que os mais graves.

Nos autistas e savants de todos os graus, os processos físicos da puberdade entram em ação como nas pessoas comuns. As glândulas sexuais entram em desenvolvimento e produzem seus hormônios, o corpo se modifica e a sexualidade desperta. A diferença é que os mais graves não percebem estas mudanças porque são demasiadamente introspectivos, o que não ocorre com os de graus mais leves. Estes percebem e acabam se interessando amorosamente por alguém.

OS RELACIONAMENTOS

Pessoas com autismo leve podem ter um relacionamento amoroso, se casar, ter uma família com pessoas comuns ou com outro autista.

Os relacionamentos comuns nem sempre é fácil devido as rotinas, maneirismos, crises e movimentos involuntários que possuem. Por isso, os responsáveis devem estar sempre vigilantes para as crises possam ser mediadas para que os déficits, quando presentes, não cheguem a comprometer a vida do casal.

Vale lembrar que pais e familiares também precisam de suporte e orientação adequados desde a fase da paquera porque vivem num mundo diferente do nosso. É preciso ensinar o que fazer, o que pode ou não pode dizer, amparar quando não dá certo. O mesmo acontece durante o namoro e posteriormente, durante o casamento, como acontece com os deficientes intelectuais.

terça-feira, 19 de março de 2019

SÍNDROME DE SAVANT X TEA






Muitos Savant podem ser confundidos com Aspergers. Mas há muitas razões que podem resolver esta confusão. Aspergers fazem parte dos TEA por compartilharem da mesma fisiopatologia. Por isso, o termo Asperger está caindo em desuso.

Uma pessoa pode ter TEA e ser diagnosticado com SAVANT. Mas nâo é uma regra geral, pois cerca de 50% de Savant são associados ao TEA e outros 50% associados a outros transtornos. Porém, apenas 10% dos indivíduos com TEA manifestam a Síndrome de Savant.




Indivíduos com TEA apresentam interesses restritos, ou seja, a um determinado assunto por focarem sua atenção nesse assunto. Podem estudar sobre ele e, devido a isso, acabam por dominá-lo.


Já os Savant não precisam estudar o assunto. Eles simplesmente sabem a fundo desde muito pequenos. Ex: uma criança Savant, aos 4 anos, ouve atentamente um músico tocar uma música de Mozart ao piano. Assim que ela avista um piano, ela senta-se e toca exatamente como o músico tocou sem nunca ter estudado. o esmo acontecem com os Savant pintores. eles não precisam de cursos de desenho ou pintura. Basta ver uma obra e eles fazem, usando as mais variadas técnicas.

quinta-feira, 14 de março de 2019

A SÍNDROME DE SAVANTS


Vocês já ouviram falar desta síndrome? 

Savant é um termo francês que significa “sábio”. Logo, é a “Síndrome do Sábio”. 


A Síndrome de Savants é um distúrbio psiquiátrico, uma variação rara de ocorrência, em que a pessoa apresenta altíssima funcionalidade. Isto é, a pessoa apresenta uma “incrível genialidade” sobre um determinado setor do conhecimento humano, por terem uma extraordinária atividade intelectual. 

Quem acompanha o seriado “Good Doctor” pode entender melhor o que está sendo dito aqui.


Na série "Good Doctor", o rapaz da na foto é um médico neurologista que, depois de levantadas todas as opções dentro de uma cirurgia  feitas por médicos cirurgiões comuns e de sempre haver empecilhos, o rapaz tem uma ideia genial e tudo ocorre com êxito.

Apesar dessas pessoas apresentarem uma memória com um funcionamento acima da média. A maioria dos Savants, nem sempre compreendem o que estão executando e de onde vem essa sua genialidade.

Stephen Wiltshire é autista e savants de Nova York.
É um gênio na arte de desenhar.

A Síndrome de Savants é algo muito raro. Tem a prevalência de 1 para 10 pessoas inclusas ou não dentro do Espectro Autista (o que já não é bastante difícil de ocorrer). Ter essa altíssima habilidade é mais raro ainda, podendo estar presentes em outras deficiências do desenvolvimento também. É preciso afirmar e deixar claro que alguns Aspergers podem ser Savants, mas nem todo Savant é autista.

Daniel Tammet - incríveis habilidades matemáticas 
e fala, fluentemente, 11 línguas diferentes.

A Síndrome de Savants é mais facilmente diagnosticada em crianças. No entanto, pode ser diagnosticado na idade adulta após alguns traumas cerebrais, como por exemplo: meningite, ataques epiléticos ou derrames cerebrais. Essa síndrome  ocorre mais em homens do que nas mulheres.


HISTÓRICO

Por ser rara, a Síndrome de Savant é pouco conhecida, embora tenha sido citada nas literaturas científicas desde a metade do XVIII, quando o psiquiatra Benjamim Rush descreveu  que Thomas Fuller tinha uma incrível habilidade para lidar com números.

Thomas Fuller

Em 1887, o médico John Langdon Down, o mesmo que identificou a Síndrome de Down, descobriu 10 pessoas com a Sindrome de Savant enquanto fazia seus estudos. Nesse grupo havia um menino que conseguia recitar o livro “O Declínio e a Queda Do Império Romano” de trás para a frente. John Down manteve contato com os garotos desse grupo por 30 anos.


John Down usou o termo “idiot savant” num primeiro momento, significando “idiota-prodígio”. Naquele tempo, “idiota” era um termo científico muito usado para denominar pessoas com QI abaixo de 25. No entanto, o caráter pejorativo do termo o derrubou, passando a ser usada uma nova nomenclatura: Síndrome de Savant. 



Atualmente, são encontradas pessoas com Síndrome com QI entre 40 e 70, mas também podem ser encontradas pessoas com QI de 70 até 114.