sexta-feira, 20 de julho de 2018

OS DONOS DE UM MUNDO INVISÍVEL

A humanidade passou muitos milênios de sua história sem saber que havia uma forma de vida microscópica. Uma vida de seres tão pequeninos, que chegam a ser menores que a ponta de um fio de cabelo. Por isso, não são vistos por nós. E para os homens das épocas mais antigas, o que não era visto não existia.

Porém, com a invenção dos primeiros microscópios no século XIX, esses pequenos seres vivos foram descobertos. Eram chamados de micróbios (vida pequena) ou germes, segundo o vocabulário da época. Não diferenciavam as diferentes espécies porque a tecnologia era bastante rudimentar. Ainda hoje, essas palavras ainda fazem parte do vocabulário de muita gente.

Eles existem sim, e estão por todos os cantos: no ar, no solo, na água e dentro do nosso corpo. E são trilhões deles. Entram e saem dos corpos dos humanos e dos animais constantemente e sem que sejam percebidos. Uns são benéficos e importantes em algumas funções do nosso corpo. Outros são maléficos porque causam as doenças. E as doenças podem ser leves, moderadas ou graves. Tão graves que podem matar pessoas e animais. Vamos conhecê-los?


OS VÍRUS

Com certeza, você já ouviu falar deles. Lembra quando você levou seu filho ao médico e ele te disse que era uma virose? O termo “virose” deriva do termo “vírus”. Esse pequeno serzinho é tão minúsculo que chega a ser dez mil vezes menor que uma bactéria. Veja o vírus “influenzae”, que causa a gripe.

Vírus “influenzae”, que causa a gripe .

Os vírus não passam de materiais genéticos cobertos por uma capa de proteína. Como não possuem metabolismo próprio, usam as células dos organismos que invadem para se reproduzirem. E se reproduzem muito rápido. Basta um ou dois para se transformarem em milhares dentro do corpo dos humanos ou dos animais. Algumas espécies de vírus preferem o verão e outras o inverno. E se encontram um organismo desprotegido, certamente farão “uma farra” dentro do nosso corpo dominando-o completamente.

Para se ter uma ideia de sua periculosidade, em 20 anos o vírus HIV (que transmite a AIDs) matou 25 milhões de pessoas no mundo todo, enquanto o vírus da gripe espanhola, em 2 anos, matou a mesma quantidade. Além disso, há vírus extremamente difíceis de controlar porque estão em constante mutação, como por exemplo, o vírus “influnzae” da gripe do tipo A.


AS BACTÉRIAS

“Neisserias gonorrhoeae” bactéria que causa a gonorreia.

As bactérias são seres de uma só célula (unicelulares) e seu núcleo não tem uma membrana que o separe do restante. As bactérias são seres muito simples e medem cinco milésimos de milímetro. Tem o corpo esférico e são chamadas de “coco”
As bactérias foram as primeiras formas de vida a surgir em nosso planeta há cerca de três milhões de anos. Por terem tantos anos de vida, se tornaram muito mais resistentes aos medicamentos. Um exemplo, são as temíveis “Neisserias gonorrhoeae”, que causa a gonorreia, e que é transmitida sexualmente.

Também estão presentes nas infecções e o que podemos ver dos seus efeitos é uma secreção fétido que chamamos de “pus”. Estão presentes nos hospitais e que causam a morte de inúmeros pacientes por infecções generalizadas.

Por outro lado, algumas espécies são benéficas por serem as grandes faxineiras do planeta, pois estão presentes na decomposição de plantas e animais.

OS BACILOS

Os bacilos são bactérias que tem um corpo alongado, parecendo um bastão.

Bacillus antracis, que causa o antraz

Os bacilos ficaram conhecidos por causarem a tuberculose. O “Mycobacterium tuberculosis” ou “Bacilo de Koch” como ficou conhecido, é o agente transmissor dessa doença altamente contagiosa.

Há poucos anos atrás, os terroristas usaram como arma bacteriana, o “Bacillus anthracis” que causa o antraz, uma infecção letal. Todos os bacilos são nocivos à nossa saúde.

 Bacillus
Nesse mundo microscópico, ainda existem outros seres que nos incomodam bastante. Como por exemplo:

OS FUNGOS

A variedade de fungos é muito grande e formam o Reino Fungi, um reino bastante específico do que os já conhecidos. Alguns fungos são seres vivos macroscópicos e pluricelulares (possuem muitas células) como os cogumelos e outros são seres microscópicos e unicelulares (composto de uma única célula) como os que formam o “mofo e os bolores”. Gostam de uma variedade de ambientes onde se desenvolvem, como o solo, a água, os vegetais, animais, humanos e os detritos em geral. O vento é o grande responsável pela proliferação dos fungos.

Este é o fungo “Candida Albicans”

Estudiosos deste reino afirmam que existem 1,5 milhões de espécies de fungos em nosso planeta, como os cogumelos, as leveduras, os bolores, mofos. Muitos são usados na culinária, na medicina e outros produtos domésticos. O fungo “Penicillium roquefort” é muito usado na fabricação do queijo roquefort. E o “Penicillium notatum” é o principal ingrediente da penicilina, um poderoso antibiótico que salva muitas vidas.

É preciso dizer que nem todos os cogumelos são comestíveis. Há cogumelos muito venenosos. Por outro lado, uma boa parte dos fungos são parasitas e transmitem doenças aos humanos, animais e plantas. Nos humanos o fungo “Candida albicans” responsáveis pelas micoses. Outros, causam as frieiras, o pano branco e a candidíase.

PROTOZOÁRIOS

Os protozoários, assim como as bactérias, são seres vivos compostos de uma única célula, processam seu alimento e geram energia porque possuem organelas, que funcionam como minúsculos pulmões, estômago e outros órgãos. Alguns protozoários podem atingir 2 milímetros, portanto são visíveis. Outros são mil vezes menores que os anteriores. 

Plamodium falciparum, que causa a malária.

O protozoário mais temido é o “Plasmodium falciparum”, que causa a malária e que mata 2 milhões de pessoas por ano.


imagens Google

quarta-feira, 11 de julho de 2018

VACINAS QUE SEUS FILHOS PRECISAM TOMAR

Como prometi, aqui está a tabela de vacinação que seus filhos precisam tomar:

IDADE
VACINAS
DOSES
COMBATE
Ao nascer
BCG
Dose única
Formas graves de tuber-culose

1 mês
Hepatite B
2 doses
Hepatite B

2 meses
Vacina tetravalente
(DTP + Hib)




VOP (vacina oral)


VORH (vacina oral)
1ª dose





1ª dose


1ªdose
Difteria, tétano, coquelu-che, meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus Influenzae tipo B.

Poliomielite (paralisia infantil)

Diarreia por rotavírus humano

3 meses
Vacina tetravalente
(DTP + Hib)

2ª dose
Difteria, tétano, coque-luche, meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus Influenzae tipo B.

4 meses
VOP (vacina oral)


VORH (vacina oral)
2ª dose


2ª dose
Poliomielite (paralisia infantil)

Diarreia por rotavírus humano

6 meses
Vacina tetravalente
(DTP + Hib)




VOP (vacina oral)


Hepatite B
3ª dose





3ª dose


3ª dose
Difteria, tétano, coque-luche, meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus Influenzae tipo B.

Poliomielite (paralisia infantil)

Hepatite B

9 meses
Vacina contra febre amarela 

Dose inicial
Febre amarela
12 meses
SRC tríplice viral

Dose única
Sarampo, rubéola e caxumba

15 meses
VOP (vacina oral contra a pólio)


DTP (tríplice bacte-riana)

Reforço



1º reforço
Poliomielite (paralisia infantil)


Difteria, tétano, coqueluche

4 a 6 anos
DTP (tríplice bacteriana)

SRC tríplice viral

2º reforço


2º reforço
Difteria, tétano, coqueluche

Sarampo, rubéola e caxumba
10 anos
Vacina contra febre amarela

2ª dose
Febre amarela


Fonte: Ministério da Saúde

Saiba que:

A primeira dose da vacina contra a hepatite B e a primeira dose da BCG são administradas na maternidade, nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido.

Os postos de saúde oferecem também a vacina gratuitas do HPV a meninas e meninos dos 9 aos 12 anos que combate o câncer  de colo de útero. Por que também para os meninos? Porque eles são os transmissores.do vírus.

DEUS TE DEU A OPORTUNIDADE DE TER UM FILHO PARA QUE VOCÊ CUIDASSE, EDUCASSE E PROTEGESSE. 

E A PROTEÇÃO DOS FILHOS TAMBÉM PASSA PELA VACINAÇÃO DAS CRIANÇAS PARA TENHAM UMA VIDA SAUDÁVEL.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

VACINAÇÃO INFANTIL: um alerta importante



Peço licença aos leitores deste blog para interromper o assunto que vínhamos tratando para tratar de outro de suma importância: a vacinação das crianças. Garanto a todos que não tenho nada a ver com governo ou ligação com qualquer emissora televisiva. O que me move neste sentido é minha sensibilidade de mãe e de educadora.


Todo pai e mãe quer o melhor para seus filhos. Por isso, se preocupa com uma possível abordagem de meliantes, pederastas, amigos indesejáveis etc. Procuram sempre dar o que os filhos necessitam como: uma boa alimentação, uma boa educação escolar, estar com a tecnologia atualizada sempre que possível, criam oportunidades de lazer e desejam que os filhos estejam sempre saudáveis.

Cumprem assim, a tarefa de educar, dar segurança e proteção. E nessa proteção. Muitos até exageram nessa proteção quando impedem ou não ensinam os filhos a agirem com autonomia. Mais tem um quesito dentro dessa proteção que não está sendo cumprido, seja por falta de tempo, desconhecimento ou por descaso. Trata-se da vacinação dos filhos.


Vivemos numa cidade gigantesca (a 3ª maior e mais populosa do mundo) chamada São Paulo. Além de ser uma bela cidade, temos alguns problemas por conta do seu gigantismo. Um deles é a qualidade do ar que respiramos. E não é somente pelo ar. Eles estão por todos os cantos ao nosso redor. Nossas mãos são fortes introdutores desses seres invisíveis.


Nas últimas décadas, a poluição tem sido muito maior que o desejado. E, em meio a essa poluição, inúmeros vírus, bactérias e bacilos circulam constantemente pelo ar. Ao respirarmos inalando um ar contaminado por gases tóxicos e por uma série de vírus, bacilos e bactérias que causam doenças sérias e que podem levar à morte.

São doenças bastante conhecidas, mas que já não ouvíamos falar delas há mais de 50 ou 60 anos. Antes da década de 1950, acreditava-se que eram doenças infantis benéficas pelas quais todas as crianças deveriam passar. Os casos mais graves dessas doenças e as mortes que ocorriam por conta delas eram ou pouco divulgados ou nem eram para não alarmar a população.


A partir de 1950, o governo brasileiro entendeu que era melhor imunizar a população com o auxílio de vacinas do custear o tratamento das complicações que essas doenças produziam. Assim, a partir dos anos de 1950, a população foi sendo vacinada em massa até que essas doenças não atingissem mais ninguém.
Por isso, o desconhecimento por parte da população de pais mais jovem que foram imunizados e que acham que não precisam fazer o mesmo com seus filhos. Mas, hoje em dia essas doenças estão voltando e são noticiadas por todas as mídias.

CONHECENDO AS VACINAS

As vacinas foram descobertas por cientistas do século XVIII. Foram aliadas da Medicina tanto para prevenir certas doenças ou para amenizar a gravidade das complicações das doenças.


Com o avanço tecnológico, os estudos mais apurados das doenças por pesquisadores que não medem esforços nesses estudos e a ajuda da população pode-se erradicar algumas doenças.

Erradicar significa que os vírus, bacilos ou bactérias podem entrar no corpo de uma pessoa sem que isso lhe cause a doença, porque seu corpo está alerta e criando constantemente anticorpos presentes no sangue para combatê-los assim que são percebidos. Em outras palavras para melhor entendimento, os vírus continuam habitando e proliferando no ar, mas as pessoas não ficam doentes. É o caso da varíola, da poliomielite, rubéola, do sarampo, da catapora, da caxumba, entre outras.


Por esse mesmo princípio, outras estavam na mira da erradicação: o tétano que causa a amputação de membros, o HPV que causa o câncer de útero, a febre amarela, a gripe, o rota-vírus e outras mais. Mas para que as doenças sejam erradicadas é preciso que a população colabore tomando essas vacinas.

Mas, as pessoas acreditam no que as pessoas comentam nas redes sociais. São pessoas descrentes, mau-informadas ou mal-intencionadas que comentam contra as vacinas. “Não se pode acreditar em tudo o que se lê nas redes sociais”.

Uma das coisas que são publicadas, citam a “reação das vacinas”. Em primeiro lugar é preciso dizer que nem todo mundo apresentam reações após tomar uma vacina. Segundo, as reações são bem fraquinhas, como por exemplo, uma pequena febre que dura um ou dois dias no máximo. Agora pensemos no que mais vantajoso: um ou dias de febre baixa ou a vida inteira sofrendo os efeitos da doença ou a morte de seu filho?

Uma outra coisa que se diz nas redes sociais é que “as vacinas têm vírus, bacilos e bactérias vivos”. Sim, é verdade. Estão vivos para que nossos anticorpos possam reconhecê-los e combatê-los. Mas, embora estejam vivos, passaram por um sério e longo processo de descontaminação de qualquer doença que poderiam transmitir. E eles não causam nenhum mal.

Por isso, vacine seu filho sem medo. As vacinas são benéficas. Além do mais, o governo gasta milhões de reais na compra das vacinas. Um dinheiro que é meu, é seu e de toda a população. Mesmo que você ouça dizer que as vacinas são de graça, que você não pagará nada por elas, fique certa de já pagamos antecipadamente por cada uma delas, quando nos cobram os impostos mais caros do mundo. Você jogaria no lixo esses milhões de reais? 

Eu não faria isso e acredito que você também não jogaria. Então, vamos tomá-las sem medo, pois nos deixarão fortes e saudáveis. Saiba quais vacinas seu filho deve tomar na próxima postagem.


TOMAR AS VACINAS OU FAZER SEUS FILHOS TOMÁ-LAS É UM DIREITO SEU E UMA OBRIGAÇÃO DO ESTADO.  

VOCÊ NÃO ESTÁ FAZENDO FAVOR ALGUM AO GOVERNO.  AO CONTRÁRIO, ELES DEVEM ISSO A VOCÊ.


Fontes:
Ministério da Saúde

segunda-feira, 25 de junho de 2018

DOWN E A COORDENAÇÃO MOTORA FINA (II)

Como prometi na postagem passada, trouxe mais alguns exercícios de coordenação motora fina que podem ser usados não só por Down, mas com outras síndromes também, inclusive por autistas.


O primeiro exercício é a Caixa de Areia. Muito útil, porque serve para a criança
fazer exercícios de coordenação, como também para treinar o traçado das letras e números. Podem usar o dedinho, o lado contrário de um lápis ou caneta, bolinhas de gude, palitos, enfim, uma variedade enorme de objetos. Com a areia podemos trabalhar ainda as texturas e fazer atividades artísticas. 
È um material barato e que pode ser acondicionado em caixas de papelão ou em potes plásticos desde que seja grande.

Em segundo, um material alternativo que pode ser feito com um ou mais rolos de papel higiênico. É só forrar e fazer furos em dois lados de forma que um palito passe por eles. Este exercício obriga a criança a olhar para o que está fazendo. Vi um semelhante feito com garrafa pet. Para os palitos, aqueles de churrasco, pintados em cores vibrantes.
Este outro, sugestão encontrada nos livros de pano, faz com que as crianças usem a mão auxiliar para abrir as alças por onde passam um fio (de barbante no comprimento do caminho), fita larga ou corda. Além de trabalhar a coordenação motora, trabalha a textura do feltro, obriga a criança olhar para o que está fazendo e ensina a traçar no meio de duas linhas (como nos costumeiros exercícios de levar, como por exemplo, o patinho até a Dona Pata, ou a abelhinha até a flor etc.
Este outro, é feito de papelão coberto com feltro, também inspirado nos livros de pano. São tampinhas (de refrigerante, de leite ou do que quiser) coladas sobre a base com cola quente. Se a criança tiver muita dificuldade motora, as tampinhas devem ser mais altas e pode-se usar até copos plásticos mais resistentes. Num dos cantos fica preso um fio de barbante (ou outro de sua preferência) de uns 2 ou 2,5 metros, mais ou menos para que possam dar muitas voltas. 
O exercício consiste em passar o fio todo por entre os espaços ou enrolar o fio nos obstáculos. Trabalha-se o uso das duas mãos, ensina a criança a olhar para o que faz, ensina habilidades em ambas as mãos, a textura do fio, a preensão, ensina a trabalhar com fios longos e a noção de comprido e curto ao final, a seguir caminhos e desenvolve a criatividade, pois ela pode descobrir um outro jeito de passar o fio.

Este outro, é formado por uma pista retangular (tirada da internet) colada sobre a base de feltro com cola branca comum. As casinhas são de papelão não muito grosso e coladas com cola quente. Mas podem ser prédios, árvores ou outra coisa que desejar. Você irá precisar também de um carrinho. 
O exercício consiste em fazer o carrinho andar pela pista. Para quem conhece semáforo, podemos pedir que pare no vermelho e passe no verde. Mas como o Gael não conhece isso, ele passa direto. Mas não tem importância, porque o que quero trabalhar está mantido, que é olhar para o que esta fazendo, erguer o braço quando o carrinho passa atrás das casas que estão à sua frente, a textura do carrinho, a  criar saídas para não desmanchar as casas entre outras coisas, como criar uma história.

Quem tiver bonecos pequenos (de plastico, feitos com tecidos ou colados em papelão também podem usá-los como sendo pessoas que devem atravessar a pista para chegar em casa, por exemplo. Tudo o que vocês colocarem é bem-vindo e ajuda a criança a tomar decisões. Eu vou trabalhar mais um pouco assim como está e aos poucos vou colocando outros detalhes. Desta forma, a criança manterá o interesse por esta atividade. Estou preparando outros exercícios, e logo mostro a vocês.

Esta outra atividade que Gael adora fazer. Você só precisa de um pedaço de isopor e palitos de dente. O exercício é de preensão, de atenção e força, coisa que os Down tem pouca. O exercício é fincar os palitos no isopor mantendo-os em pé. Este exercício também trabalha a organização. Se Gael colocar todos os palitos nas da laterais do isopor e o meio ficar livre, quando ele colocar os palitos ali, com certeza os palitos espetarão a mão ou o braço. Com o tempo, vai aprendendo a começar de trás para a frente.

 Leva tempo para que perceba isto? Quem sabe? Tudo depende das vivências e experiências que a criança teve na infância. Se essas experiências forem frequentes e boas, com certeza logo descobrirá. Se não teve, terá que aprender aos poucos. Mas não importa o tempo que demore, sei que um dia, ele entenderá.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

DOWN E A COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Os Downs precisam trabalhar constantemente a coordenação motora fina devido a hipotonia, ou seja, um enfraquecimento dos músculos. Mas Gael se recusa a fazê-los e quando insisto, faz mal feito e com uma rapidez incrível. São os muitos exercícios do mesmo tipo no caderno que faz desde que entrou na escola. Agora, é preciso fazer diferente.

1- Prender um pregador de plástico na borda de um pote é novidade para ele. Por isso, ele faz com vontade. Com o abrir e fechar dos pregadores se trabalha a musculatura dos dedos, mãos e do antebraço.
.


2-  CAIXA DE AREIA E BOLINHAS DE GUDE - Trabalha-se a preensão polegar -indicador e a textura.  E com as bolinhas de gude, Gael se diverte formando caminhos, traçando letras e números. É um material sensorial dos mais eficientes.


3- LEGO - Ao montar o trenzinho trabalha-se os encaixes e a preensão que ajudam a ter uma coordenação motora melhor. O legal deste brinquedo é desfrutar da imaginação e brincar com ele sobre a mesa.


4- COFRE E MOEDAS - Gael ficou encantado em colocar as moedas no cofrinho. Trabalha-se a preensão polegar - indicador e a habilidade de apanhar as moedas que estão espalhadas sobre a mesa. Além disso, precisa olhar para a abertura por onde as moedas entram, no que ele tem bastante dificuldade.



5- ISOPOR E PALITOS DE DENTE - Com um pedacinho de isopor e alguns palitos de dente, Gael faz a festa, sem saber que está fazendo um importante exercício de coordenação motora, trabalhando a preensão, força muscular e a precisão ao espetar os palitos e deixá-los em pé e sem falar que precisa olhar para o que faz. 


6- Outro exercício que deixou o Gael encantado foi este: O RATINHO CURIOSO. Inspirado nos livros de pano, este exercício faz com que ele tenha que utilizar as duas mãos para passar o ratinho por entre os furos do queijo. O fio é longo exatamente para dar muitas voltas e fazê-lo esticar os braços para puxar o fio e para que o ratinho tenha espaço para se esconder sob o queijo se ficar assustado com algum barulho.


7- ENROLANDO O FIO - Basta um cone e um pedaço comprido de barbante. o objetivo é trabalhar os movimentos circulares e a habilidade de enrolar. Como se vê pela foto, ainda deve trabalhar bastante este exercício porque ele embolou o fio mais do que enrolá-lo.

8- Ainda na atividade de ENROLAR O FIO (2 ) - também inspirada nos livros de pano, este exercício trabalha a os movimentos circulares (para o fio dar a volta nas tampinhas), a coordenação motora (estabelecer os movimentos do fio), habilidade manual, uso da mão auxiliar (que ele não usa) e da criatividade porque pode criar diversos movimentos.


Em breve, mostro outros exercícios. Fica aqui as dicas.