sexta-feira, 11 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
COLAGEM COM ALGODÃO
Olá, pessoal!
Na última Páscoa. uma atividade sensorial foi muito bem aceita pela meninada. A atividade constituía em colar algodão colorido em um desenho de coelho, como atividade comemorativa da data. É uma técnica que requer uma certa habilidade. Por isso, ela é bastante rica. Trabalha a coordenação motora, a textura, a ideia de repartir igualmente e de proporção, senão o resultado não fica bom. É uma técnica que pode ser aplicada a qualquer idade e com deficientes também.
Na última Páscoa. uma atividade sensorial foi muito bem aceita pela meninada. A atividade constituía em colar algodão colorido em um desenho de coelho, como atividade comemorativa da data. É uma técnica que requer uma certa habilidade. Por isso, ela é bastante rica. Trabalha a coordenação motora, a textura, a ideia de repartir igualmente e de proporção, senão o resultado não fica bom. É uma técnica que pode ser aplicada a qualquer idade e com deficientes também.
As crianças gostaram muito! Mas, esta atividade não precisa ser apenas com coelhos e outros bichos. Podem também preencher flores de um tamanho razoável ou outro desenho qualquer que combine com esta atividade. Para facilitar desta vez, utilizei o mesmo motivo para todos. Vamos ver como ficaram?
Usei o algodão de bolinhas e cada criança escolheu uma entre as cores disponíveis.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
ENSINANDO CONCEITOS BÁSICOS
TRABALHANDO COM DEFICIENTES INTELECTUAIS SEVEROS e
COM PROBLEMAS MOTORES
Outras alternativas são: pneus velhos e os bamboles, com os quais pode-se inventar mil e uma brincadeiras. Colocados no chão ou em pé são ótima opção. Quem tiver “parquinho” na escola pode aproveitar os brinquedos para entrar e sair.
Depois de explorar bem esta parte concreta, pode-se ir para o papel. Jogos de colocar ou colar dentro ou fora (exs anteriores) servem para fixar as noções e iniciar a criança nas questões escolares.
COM PROBLEMAS MOTORES
O
trabalho é mais lento, mas tem seus efeitos. Mesmo sem poderem movimentar-se,
podem sentir sensações. E a água é uma
rica fonte delas.
Colocar
os pés ou as mãos na água é um dos exemplos. Neste caso, podemos variar a
temperatura da água (do gelado ao quente, com cuidado para não queimar) trazendo a
essas crianças um pouco do conhecimento da vida e dos conceitos de quente e frio.
Trabalha-se
um conceito de cada vez. Depois, uma mão ou pé no quente e outro no frio para
perceberem a diferença.
Não esqueçam de nomear cada conceito, todas as vezes que
eles forem trabalhados. A criança pode não saber ou não conseguir repetir o
conceito, mas aprenderá a identificar pela sonoridade das palavras.
Estes exercícios servem para todos os alunos com e sem
deficiência, principalmente, os da Educação Infantil.
TRABALHANDO OS CONCEITOS DE DENTRO E FORA
a) MODERADOS E COM MELHORES
CONDIÇÕES MOTORAS
Com pareamentos, jogos de separar e juntar podemos ir
trabalhando outros conceitos básicos. Conceitos importantes para a
alfabetização são os conceitos de dentro e fora.
Para começar, arranjem uma cesta ou caixa com uma
porção de objetos dentro. Tirar e colocar esses objetos ensinará concretamente
essas noções. Variar os brinquedos a cada atividade.
Para variar, e dependendo das condições da criança, podemos criar uma série de jogos feitos com papel. como estes, por exemplo
Para variar, e dependendo das condições da criança, podemos criar uma série de jogos feitos com papel. como estes, por exemplo
E também com materiais alternativos, como:
colocar moedas no cofre introduzir palitos em
um balde furado
Além dos conceitos citados, trabalham-se também a coordenação motora fina, a preensão e a coordenação viso-motora, pois para realizarem estas tarefas é preciso olhar o que estão fazendo.
(Sugestões da Johanna Melo Franco, terapeuta Ocupacional do blog Terapia Educacional Infantil e que adaptei à minha realidade).
b) LEVES E MODERADOS COM
MOBILIDADE
Uma boa pedida é mexer com o corpo em brincadeiras como
entrar dentro de caixas de papelão ou de plástico. Com duas ou 3 dessas caixas unidas pode-se
fazer um túnel.
Para variar, esses túneis podem ser feitos com cadeiras
virando-as de costas uma para outra e deixando um espaço que será coberto por
um lençol.
Outra variação, é colocar algumas cadeiras (uma ao lado da outra) e a criança passa por baixo.
Outra variação, é colocar algumas cadeiras (uma ao lado da outra) e a criança passa por baixo.
Outras alternativas são: pneus velhos e os bamboles, com os quais pode-se inventar mil e uma brincadeiras. Colocados no chão ou em pé são ótima opção. Quem tiver “parquinho” na escola pode aproveitar os brinquedos para entrar e sair.
Com
um cobertor ou lençol pode-se fazer uma “caverna” ou uma “toca”. Contar uma
história e fazer a criança entrar, experimentar sensações e sair.
Depois de explorar bem esta parte concreta, pode-se ir para o papel. Jogos de colocar ou colar dentro ou fora (exs anteriores) servem para fixar as noções e iniciar a criança nas questões escolares.
O interessante, nestas atividades, é que todos os alunos podem participar. Mesmo não tendo uma deficiência, muitas
crianças não tiveram oportunidade de trabalhar esses conceitos na vida real. E
elas fazem falta. Você perceberá isto durante a brincadeira e resolverá, não só o
problema de um ou dois alunos, mas de muitos. Unindo a todos numa brincadeira que, com
certeza será muito prazerosa, você estará praticando a inclusão.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
ENSINANDO O DIFERENTE EM UMA IGUALDADE
TRABALHANDO COM DEFICIENTES INTELECTUAIS
Muitos professores da Educação Infantil ensinam que, o diferente em um conjunto é aquele elemento totalmente contrário ao grupo. Nestes casos, os diferentes são tão flagrantes que todos o descobrem.
É um bom exercício inicial, mas, não pode ficar somente nisto. Observar as diferenças entre os objetos requer uma habilidade de percepção mais apurada. Habilidade de perceber detalhes, como os de forma, de cor, de tamanho, direção e posição. Habilidade que é importante adquirir tanto para os deficientes, como para os não deficientes.
No caso de crianças com deficiência intelectual é necessário que esta habilidade seja muito bem trabalhada, uma a uma, até que as dominem com segurança, pois uma das grande faltas está justamente na capacidade de perceber os detalhes. Percepção esta que é fundamental para a alfabetização e sem a qual não conseguem notar os sutis detalhes de letras e números.
Vão aqui algumas sugestões e algumas dicas:
1- Comece com os detalhes de forma, como as figuras acima. Eles podem circular,marcar um X ou apontar dependendo das condições de cada criança.
2- Em seguida, os de cor. Elementos iguais podem ter cores diferentes.
3- Depois, pode inserir a ideía de direção: para cima, para baixo, inclinado, use figuras grandes e bem coloridas para chamar a atenção deles e poderem se concentrar mais facilmente.
Trabalha-se aqui as posições e direções
Aqui inclui tudo: cor, forma, posição, direção e detalhes internos (ir acrescentando à medida que respondem coerentemente).
LEMBREM-SE:
REPETIR UM CONCEITO NÃO PRECISA SER SEMPRE DO MESMO JEITO. CRIE E RECRIE VELHAS FORMAS E INVENTE OUTRAS NOVAS.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
COMO FAZER UM LÁPIS EM ORIGAMI
OLÁ, MINHA GENTE!
Tem muita gente por aí dizendo que não saber fazer origami. Vejam como é fácil!
Aproveite a ideia e explore bastante esta atividade que é muito rica.
sábado, 14 de abril de 2012
AMINOACIDOPATIAS
A palavra amonoácidopatia é a junção de “aminoácido”
(uma molécula existente nos alimentos) com “patia” (que significa doença). Dessa
maneira, as aminoacidopatias são doenças que dizem respeito aos aminoácidos.
Falar e entender sobre os aminoácidos não é uma
tarefa fácil porque exige um bom conhecimento de bioquímica. Mas, vou tentar facilitar as coisas para que todos possam
entender o assunto.
Nosso corpo é formado de células. E há bilhões delas. Mas, para sobreviverem, elas precisam de proteínas. Algumas células produzem suas próprias proteínas.
Porém, outras não as produzem. Neste caso, as proteínas precisam vir do exterior do corpo,
mais exatamente, dos alimentos que ingerimos. Ocorre que essas proteínas são grandes
demais para entrarem nas células. Por causa disso, precisam ser quebradas, liberando
substâncias contidas em seu interior. E, para isso, precisam dos aminoácidos.
Os aminoácidos são moléculas formadas, basicamente, por quatro elementos-chaves: o carbono (C), o hidrogênio (H), o nitrogênio (N) e o oxigênio (O). Estes elementos se
juntam formando uma estrutura denominada “cadeia aminoácida”.
A esta cadeia podem-se juntar outras moléculas.
Frente a uma proteína, essa cadeia ataca e a quebra provocando, como reação, a liberação de substâncias importantes. As cadeias aminoácidas possuem estruturas variáveis, o que concorre para inúmeras possibilidades de combinações.
Mas, durante a divisão celular no início da formação do embrião, um erro pode
acontecer. Pode enfraquecer as proteínas fazendo com que sua quebra seja
facilitada quando não devia, ou torna-las tão fortes e resistentes, que fica impossível
de serem quebradas pelos aminoácidos. Quando há esse erro metabólico, os aminoácidos
produzem um efeito tóxico cuja conseqüência principal é um déficit funcional. isto significa que pode haver um acúmulo ou falta das proteínas necessárias.
O sistema nervoso é o primeiro a receber os
efeitos dessa toxidade e a sofrer com ela. Fato que pode provocar encefalopatias
leves, moderadas e graves. Outras vezes, essa toxidade é progressiva,
manifestando seus efeitos bem mais tarde, meses ou anos depois do nascimento.
Vamos conhecer alguns desses distúrbios:
A TIROSINEMIA é um erro genético do metabolismo que afeta a tirosina, responsável pela fabricação da uréia, uma substância tóxica para o organismo. A uréia é filtrada pelos rins, compõe a urina e é expelida por ela. Quando a tirosina não libera a uréia, ela fica concentrada, degenerando os rins e o fígado onde é produzida.
A tirosinemia tem três tipos:
A TIROSINEMIA tipo I
A tirosinemia é a mais comuns. Seu erro metabólico ocorre no cromossomo 15q23-25 e mais de 34 mutações diferentes
puderam ser detectadas e mapeadas. Sua incidência é de 22 casos a cada 1846
nascimentos e as famílias franco-canadenses
e seus descendentes são os mais atingidos.
Ela é causada por uma
mutação genética e hereditária que faz com que haja uma deficiência de
fumarilacetoacetato hidrolase (FAH) na
parte final da quebra da tirosina. A ausência dessa substãncia faz com que outra substância, a maleilacetoacetato, se acumule no organismo provocando
um grande efeito tóxico que atinge o fígado.
O diagnóstico pode ser
realizado ainda no período pré- natal, através do exame do líquido amniótico. Mas, quando esse diagnóstico
não se realiza nessa época, nos primeiros meses após o nascimento, o bebê
apresenta vômitos, icterícia, problemas no fígado, hipoglicemia,
ascite, sangramento, anorexia e irritabilidade. Quanto mais tarde o diagnóstico é realizado, mais
complicam-se os efeitos comprometendo o fígado de tal modo que há necessidade
de transplante. As alterações neurológicas são definitivas e observáveis.
TIROSINEMIA do tipo II
Ao contrário da tirosinemia
do tipo I, as funções do fígado, dos rins e as concentrações de outros aminoácidos
são normais. Porém, ao longo do crescimento vão aparecendo lesões nas córneas e
na pele. Muitas dessas lesões podem ser cancerígenas.
TIROSINEMIA do tipo III
Este tipo foi descoberto
recentemente e, por enquanto, poucas pessoas foram diagnosticadas com este
tipo. Relatos afirmam que os pacientes
não apresentaram sintomas. Fígado e rins apresentam funções normais. Porém, disfunções
neurológicas foram detectadas e relatados, tais como: atrasos do desenvolvimento, convulsões, ataxia
intermitente e comportamentos autodestrutivos.
Uma dieta alimentar pobre em tirosina, fenilalanina e metionina é
recomendada como tratamento em todos os tipos de tirosinemia. Esse tratamento e a dieta duram a vida toda. Embora não cure, amenizam os efeitos e o retardo
mental pode ser evitado.
fontes:
NORA JJ, Fraser FC. GENÉTICA MÉDICA. 3ª edição. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.
NUSSBAUM RL, MCINNES RR, Willard HF. THOMPSOM e THOMPSOM: GENÉTICA MÉDICA. 6ª edição. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2002.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
POR QUE EVITAMOS OS CONTOS DE FADAS?
Nas últimas décadas, os
pais e os professores têm evitado falar, ler e contar os Contos de Fadas. As
emissoras televisivas também deixaram de apresentar desenhos e flimes que falam
sobre eles. Alguns autores infantis têm tentado mostrar o lado inverso desses
contos e os novos autores desse tipo de literatura têm tratado de temas do
cotidiano e dos problemas sociais. E há uma razão para isso.
Vivemos
num mundo complexo. O corre-corre diário para ganhar o sustento da família, na
conquista das novas tecnologias e a mídia, mais consumista que nunca, nos
ínsita ao consumos dos novos produtos anunciados. É, portanto, em meio a esse complexo contexto de preocupações reais
que desejamos que nossas crianças estejam, cada vez mais, envolvidas com a
realidade. E esse desejo nos faz temer que, fascinadas pelas fantasias, não
sejam capazes de compreender e lidar com o mundo real. Por isto, deixamos de
contar os antigos Contos de Fadas.
O
temor dos adultos acentua quando a criança pergunta se o conto é verdade ou se
acontece realmente. Pais e professores vêem nessa pergunta um sinal de que a
criança está preocupada em saber se os Contos de Fadas são verdadeiros ou
falsos.
Segundo
Bethelheim, não é essa a verdadeira preocupação infantil. Mas, a de saber se os
contos podem ajudá-las a resolver suas dúvidas e anseios. Mas, tomados de
surpresa, os adultos ficam em dúvida sobre como devem responder a essa questão. E tomam a decisão: o
melhor é evitar falar sobre eles.
É
preciso saber que os Contos que começam com “Era uma vez”, “Há muito tempo
atrás”, “Numa terra muito distante”, “Na Terra da Fantasia” e muitas outras,
deixam claro, para a criança, que a história não trata de assuntos atuais.
Quanto
ao medo de que possam se tornar pessoas fantasiosas, é preciso estar consciente de que á medida que crescem e amadurecem, deixam de lado as fantasias e se preocupam com a realidade de uma forma mais saudável. Agora me respondam: como é possível impedir que uma
criança fantasie se isso faz parte da vida e do desenvolvimento infantil?
Fonte:
BETHELHEIM,
Bruno. A psicanálise dos Contos de Fadas. Ed. Paz e Terra
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