quinta-feira, 16 de julho de 2020

Conversa de adulto (14.8) OS PAIS E A ANSIEDADE INFANTIL

A pergunta mais comum feita pelos pais, nesta etapa é: “Como posso meu filho”? Sim, vocês podem ajudar muito. Basta seguir as etapas:


1- Repare nas suas atitudes para com esse filho. Seja justa com ele e honesto com você mesmo. Não tente camuflar ou justificar atitudes. Isso não adianta. Faça também um tratamento.

2- Procurem um profissional de psicologia, caso perceba que essa ansiedade está atrapalhando a rotina de atividades do seu filho. Lembrando sempre que, ficar ansioso vez ou outra é normal.


3- Assim que sair o diagnóstico, procure a escola, a professora do seu filho e comunique o caso para que seu filho possa ser cuidado na escola também.

4- Não falte aos trabalhos psicólogos, pois todo trabalho psicológico depende dos dois atores: do psicólogo e do paciente. E para que esse trabalho dê certo, é preciso que o paciente queira ficar bom e ajudar no tratamento, porque o psicólogo precisa encontrar onde está o problema que está causando a ansiedade.
POR QUE A PESSOA MELHORA?
Depois de encontrada a causa do problema, objetivo do profissional é mostrar ao paciente as formas de lidar e proceder com aquilo que o está incomodando, e ele será capaz de prever o que vai deixá-lo ansioso.  O profissional ainda lhe fornecerá uma série de ferramentas para que ele possa usar.
Relembrando: quando a ansiedade atrapalha a vida (de casa ou da escola de seu filho ou quando ele depende de você para coisas que ele deveria e poderia fazer sozinho) é hora de procurar um profissional.
A ansiedade pode e deve ser tratada. E quanto mais cedo, melhor e mais fácil será a cura.

domingo, 5 de julho de 2020

Conversa de adulto (14.7) De onde vem a ANSIEDADE?


A ansiedade infantil provém de duas causas diferentes: por hereditariedade ou por aprendizagem.



Por HEREDITARIEDADE, quando os membros de uma família são ansiosos por gerações, o embrião recebe a carga de material genético que é transmitida através das gerações.


Porém, a causa mais comum é a da APRENDIZAGEM. Neste caso, a criança não possui a carga de material genético, mas se torna ansiosa através da observação e da imitação verbais e gestuais dos comportamentos e/ou das reações emocionais dos pais e parentes com quem convive. Um exemplo bem simples: A mãe tem medo de barata e grita cada vez que vê uma. O filho observa a atitude da mãe e vai repetir os mesmos gestos, gritos, expressões faciais todas as vezes que se deparar com uma barata. Ao observar o pânico que a mãe sente diante do inseto, ele entende que todas as vezes que vir um semelhante, deve proceder daquela maneira. E isto vale para tudo, incluindo os medos e as preocupações, porque é uma espécie de condicionamento comportamental.

Normalmente, as mães é quem mais ensinam os filhos a serem ansiosos. Mas também pode ser a babá, a ou quem ficar mais tempo com a criança. E quem pensa que a criança pequena não observa e não entende nada, está redondamente enganado.

As mães (avó, tia, babá, irmão ou irmã) que mais ensinam seus pequenos a serem ansiosos são:


1-  SIMBIÓSES – ou seja, são aquelas pessoas que acreditam que o filho é extensão delas. São pessoas que não conseguiram cortar o cordão umbelical emocional ou psicológico. Assim, acreditam que o que é bom (ou ruim) para ela, também é para o filho. o que ela sente ou pensa, o filho deve sentir ou pensar. São aquelas que fazem tudo por, para e no lugar do filho. Conheci uma criança que falava poucas palavras e ficava irritada quando eu pedia para que ela explicasse alguma coisa, porque pai e mãe falavam por e no lugar dela. 

Assista ao vídeo



2- SUPERPROTEÇÃO – o excesso de proteção é comum. E as pessoas que agem dessa maneira, veem perigo em tudo. Agem por meio de uma preocupação excessiva que a faz proteger o outro a qualquer custo para que, inconscientemente, ela se sinta bem. Está frio? Bota a blusa para não ficar doente (e já vai colocando). Viu nuvem escura no céu, sinal de chover? E lá vai ela correndo para a escola para levar o guarda-chuva. Nestes casos, as crianças ficam sempre tão protegidas que nem sentem vontade de tomar uma atitude para sair desse enredo de proteção.



3- ESTILO DE EDUCAÇÃO PARENTAL – são pais exigentes e intransigentes que focam apenas nos erros e falhas que os filhos cometem por não terem a mesma experiência que eles. São aqueles criticam mais do que elogiam. Essa pressão e exigências excessivas são contraproducentes o filho fará tudo com medo das reprimendas, contribuindo para a instalação da ansiedade.



4- SITUAÇÕES DE VIDA – considera-se situação de vida os acontecimentos traumáticos e os episódios estressantes da vida e os episódios familiares. 

a) São acontecimentos traumáticos estão os maus tratos físicos e emocionais, todos os tipos de acidentes (de carro, arma, fogo, quedas,...), catástrofes naturais, guerras, assaltos, dentre outros. 



b) Por episódios estressantes entende-se que a vida nos impõe como separações ou divórcio dos pais, doença ou falecimentos de familiares próximos, mudanças de escola ou de casa. etc. 


c) Os episódios familiares são aqueles em que, quando o filho precisa, os pais estão indisponíveis como: por viajarem frequentemente (a passeio ou a serviço), por rejeitarem os amigos do(s) filho(s), o nascimento de um irmão, alteração de situação financeira, pais emocional ou fisicamente indisponíveis.



A causa está na criança quando:

1- A criança tende a interpretar os desafios das situações de forma pessimista. Ela receia o enfrentamento e, por isso, não experimentam novas saídas. Os pais simbióticos, protetores em excesso, exigentes ao máximo ou os que acham que essa é uma atitude normal porque são pequenos, estão reforçando a sensação de que seus filhos são INCAPAZES E NÃO SABEM LIDAR com a ansiedade, o medo e a angústia que sentem.


2- Quanto mais FREQUENTES forem as EXPERIÊNCIAS NEGATIVAS da criança durante o seu crescimento, mais probabilidade ela terá de vir a desenvolver a ansiedade a curto, médio ou longo prazo.

FONTE:

apontamentos dos cursos que fiz

terça-feira, 23 de junho de 2020

Conversa de adulto (14.6) AS CRIANÇAS E AS FOBIAS


Fobias são medos desproporcionais, irracionais e incontroláveis em adultos e crianças. Em crianças, a resposta mais comum a estes medos é a “evitação”. Por exemplo, se tem fobia de animais, as crianças os evitam, independendo da idade ou do seu momento evolutivo, o que interfere negativamente em sua vida.

Ter medo é comum na infância e ao longo do seu desenvolvimento, mas a maioria os vencem sem grandes problemas. Para essa maioria de crianças aprenderam que algumas coisas que lhe causam medo, realmente, são perigosas e tiveram que aprender a se defender desses perigos. 


Mas que outras coisas que receavam, não eram tão perigosos como pareciam e aprenderam a relaxar. No entanto, para um grupo menor que decidiram ver o perigo de perto, constataram que realmente eram perigosos, mas não aprenderam a se defender deles e a relaxar quando não eram tão perigosos. Elas cresceram incomodadas por esses medos. Não conseguem se divertir, não conseguem sair na rua sozinhos, fazer uma compra etc, simplesmente porque não conseguem controlar o medo. As pessoas podem ter fobia a qualquer coisa: alturas, trovoadas, animais, seringas, outras pessoas, avião, ônibus e trens lotados, etc.

Como saber se o medo que seu filho sente é uma fobia? Observe-o, anote o que ele deixa de fazer que seria normal para outra criança da idade dele. Observe suas reações e atitudes: se ele grita, arregala os olhos, empalidece, se aparece a presença de tremores, bate pés e mãos, expressão facial de horror... pois são algumas das reações que as crianças podem apresentar. O medo é grande demais para ela ficar impassível.

OUTRAS FOBIAS:


1- ANSIEDADE SOCIAL – é aquela sentida em situações sociais, ou seja, com a criança interagindo com outras pessoas e a observação de suas reações durante essa interação. É a chamada ansiedade social ou interpessoal que difere bastante da ansiedade comum. Talvez um exemplo ajude na compreensão dessa diferença. Por exemplo, a criança é convidada para uma festa de aniversário. Se antes da festa ela se empolga, conta os dias que faltam, quer arranjar logo um presente para o aniversariante e quanto mais se aproxima a data do evento, mais expectativas ela vai apresentando. (Esta é a ansiedade comum). Suponhamos que essa mesma criança vá à festa de aniversário e ao chegar lá, ela começa a se sentir incomodada, fica de canto, evita chegar perto do aniversariante e até de lhe entregar o presente, não brinca com as demais crianças, se esconde em algum canto, se recusa a comer lanches ou doces da festa, tomar suco ou refrigerante, e quando é questionada ou observada mostrar que essas coisas a amedrontam, é fobia social.


2- PÂNICO - o pânico é um medo “paralisante”. Quando uma pessoa sente um ataque de pânico, a ansiedade toma seu corpo por inteiro de tão forte que esse medo é. Literalmente, o pânico paralisa: dificultando a respiração, altera os batimentos cardíacos, dificulta a compreensão do que está correndo naquele momento. A boca seca, os movimentos ficam pesados e dificultosos (como se seus músculos não lhe obedecessem). Os olhos arregalam e a visão fica meio turva. Embora estas sensações não durem mais que alguns minutos são, simplesmente, aterrorizantes. É um medo que a pessoa não sabe de onde vem, porque vem e tem a certeza de não poder fazer coisa alguma, sentindo-se presa ao chão.

Continua

domingo, 31 de maio de 2020

Conversa de adulto (14. 5) AS CRIANÇAS E A ANSIEDADE GENERALIZADA


Existem múltiplos fatores que parecem estar na origem das perturbações de ansiedade em crianças e adolescentes, envolvendo uma complexa relação entre fatores biológicos, ambientais e individuais. Os fatores genéticos e o temperamento são fatores de predisposição que aumentam a vulnerabilidade. O papel dos fatores ambientais assenta nos fatores familiares, nas experiências de vida e aprendizagens, bem como em fatores cognitivos.


Sempre que ouvimos o termo “ansiedade generalizada”, ele nos causa uma preocupação constante e duradoura. Mas é preciso saber que a maioria das crianças, mesmo tendo preocupações no seu cotidiano, lidam bem com essa situação. Percebem que algo não está bem, mas não ficam aborrecidas com isso, principalmente, enquanto brincam com seus amiguinhos.

No entanto, há um grupo de crianças que ficam nervosas, preocupadas, tristes, desanimadas, pensativas e parecem desatentas. Muitas deixam de se alimentar como antes, dormem mal e brincam menos. E aí não dá para que os pais ignorem estes sintomas.

Assim como nos adultos com ansiedade generalizada, as crianças veem o nascer de um novo dia como uma nova batalha, assustadora e terrível, que deve ser enfrentada.
Nas crianças com ansiedade generalizada as preocupações são bem diferentes das preocupações dos adultos:

1- ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO



As crianças brigam entre si. Às vezes, reatam a amizade e outras vezes, não. Portanto, elas sabem o que ocorre quando os pais, em casa, brigam ou discutem acima do tom. E quando isto acontece corriqueiramente ela deduz o que pode acontecer.

a) A criança teme a “separação” dos pais.

Dependendo da idade e do desenvolvimento da criança e do grau de ansiedade que ela desenvolveu, pode se preocupar mais ou menos com o fato em questão.

b) A criança teme “perder” um dos pais ou pessoa próxima a ela. 

Ao saber que uma pessoa (pais, avós, tios) a quem a criança ansiosa tem uma afinidade muito grande e essa pessoa comenta ou passa por uma situação de saúde e como não consegue avaliar a gravidade da situação, pode sentir e se preocupar com a “perda definitiva” dessa pessoa. Isto é muito comum porque sabemos que fatos reais ou imaginários intervém na ansiedade podendo agravá-la ou não.

c) A criança teme ficar distante do seu adulto de referência. 

Toda criança tem uma pessoa em que ela se espelha como modelo para seu comportamento (pais, avós, tios, pessoa amiga ou professor etc). Para crianças ansiosas ficar distante dessas pessoas significa “perder o chão” pois ela fica sem saber como agir. Ficam nervosas e com medo, conjecturam na imaginação mil justificativas e sempre se culpa por algo que possivelmente teria feito para que essa separação acontecesse.

As separações ou falecimento de pessoas próximas, imaginárias ou reais, sempre causam prejuízos para as crianças de um modo geral e, mais ainda para as ansiosas, seja nas atividades comuns do dia a dia e para o seu desenvolvimento.

2- MUTISMO SELETIVO


 

Este é um fenômeno ainda pouco estudado no Brasil, mas que faz com que a criança fique muito ansiosa, inibida e sem conseguir pronunciar uma só palavra (fica muda) num ambiente em que, normalmente, deveria se sentir confortável e segura. Um exemplo desse ambiente é a escola.

Gente, é diferente da criança que vai a um lugar (casa de um parente, por exemplo) que ela nunca tinha ido ou visto antes. É natural que fique por um tempo, acanhada, se esfregando ou se escondendo nas pessoas que conhece. Mas basta um agrado, a chegada de uma outra criança ou um adulto que desperte nela alguma simpatia para toda aquela inibição se desfaça.

É interessante como esse mutismo ocorre. A criança sai de casa falando normalmente. Porém, a medida em que se aproxima da escola vai se fechando, se calando até emudecer de vez. Já trabalhei durante um ano e meio com um garoto a quem isto acontecia. Foi um trabalho difícil, pois como defesa, usava da agressividade, o que fez com que os demais alunos revidassem também. Mas era uma criança inteligente e aprendia com facilidade.  Quando foi para o Fundamental II, os professores não o aguentaram e, mais uma vez, foi expulso da escola.

Por que isso acontece? Ainda não se sabe ao certo. Como já disse, faltam estudos mais aprofundados. Mas pode envolver contextos e/ou circunstâncias que fazem essas crianças agirem dessa maneira.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Conversa de adulto (14.4) ANSIEDADE INFANTIL


As crianças também ficam ansiosas, inclusive as mais novinhas. Ficam agitadas, choram ou ficam manhosas. Já as maiorzinhas, que já entendem se comportam com agitação quando sabe de sua festa de aniversário, se arrumam muito rápido diante da possibilidade de um passeio, acordam antes da hora quando sabem de uma viagem etc. Nas com idade escolar, sempre se agitam diante do primeiro dia de aula. 



A ansiedade infantil, assim como na ansiedade dos adultos, tem a ver com a percepção do futuro, com os medos fantasiosos e o quanto querem (ou não) que algo que esperam chegue. 

Uma grande parte das crianças consegue lidar com as preocupações do dia a dia sem se sentir particularmente aborrecida. Conseguem colocar de lado suas preocupações enquanto brincam com os amigos. Outras se sentem nervosas e preocupadas de forma muito e difícil de ignorar. 

Para uma criança com ansiedade generalizada, a própria ideia de ter pela frente um novo dia pode ser assustadora. Muitas crianças deixam de comer ou apresentar dificuldades para dormir. E isto acontece porque não sabem como lidar com isso. 

Normalmente, as crianças com ansiedades prolongadas,  experimentam uma série de sintomas como por exemplo: 


a) preocupação excessiva com o desempenho escolar, mesmo quando não há sinais de qualquer problema com isso. 

b) expectativas irracionais do pior resultado em semanas de provas ou na entrega de trabalhos pedidos. 

c) incapacidade de relaxar 

d) irritabilidade 

e) insônia 

f) cansaço 




g) dores de cabeça 

h) tensão muscular – músculos muito contraídos (endurecidos) 

i) dificuldade de deglutir 

j) mãos trêmulas 

k) micção frequente, inclusive, urinar na cama 

Observando qualquer um ou mais destes sintomas, é preciso procurar um psicólogo infantil.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Conversa de adulto (14.3) CONTROLE DA ANSIEDADE

Ansiedade

Será que não dá para eu me controlar sozinho na minha casa, sem ter que procurar um psicólogo? 


Algumas pessoas tentam. Procuram tomar chás calmantes e medicamentos que julgam serem naturais e, outras vezes, se automedicam por recomendação de alguém. Mas não conseguem atingir o objetivo com efetividade. Pode, em certos casos ter um certo alívio, mas pouco tempo depois tudo volta. É preciso lembrar que a medicação sugerida “por um médico” a alguém é especificamente para esse alguém e não serve para outra pessoa, pois há um histórico médico que é pessoal e intransferível. E até pode lhe causar um mal pior porque esses “medicamentos inofensivos” mascaram as causas e os sintomas. 
Chás medicinais

Em muitos casos, os chamados “calmantes naturais” também podem dar uma acalmada se for uma ansiedade normal. Mas não resolve em casos de ansiedade graves como as generalizadas e de fobias. Para detectar se são ansiedades generalizadas e/ou fobias precisa da avaliação do profissional (psicólogo). E, se por acaso, a ansiedade se mostre fugir de sua alçada, certamente encaminhará para um psiquiatra. Poderá ainda ser encaminhado ao psiquiatra, caso o grau de ansiedade seja severo e necessite a tomada de medicamentos. 

O PONTO CENTRAL  

Imagine que você está com dor de ouvido e vai ao médico competente. E fala para ele o que está sentindo. Ele examina e medica, ou manda fazer algum exame antes de medicar. Ele foi ao ponto central do problema de pronto ou, o  no máximo, esperou o resultado do exame sair e te chamou de novo.

"Estou com dor de ouvido."

Se você chegar a um psicológo e disser que está com ansiedade, o profissional terá que descobrir o ponto central, ou seja, a "CAUSA", ou seja, o “primeiro gatilho” que disparou a ansiedade. E não é fácil, nem tão rápido como na dor de ouvido.

Para descobrir onde tudo começou (a causa), o psicólogo depende única e exclusivamente de você, ou seja, da sua confiança no trabalho dele, na sua sinceridade, da sua memória, da sua abertura em contar coisas da sua vida pessoal entre outras coisas. E se você vai pela primeira vez, o profissional terá que construir toda esta relação antes de iniciar o tratamento.

Voltando à causa da ansiedade, ela pode ser antiga ou recente. Chamamos de “antiga” quando surgiram na infância, no início da adolescência, da juventude ou da vida adulta ou no decorrer dela. Mas tudo depende da sua idade cronológica de quem a apresenta. As “recentes”, há alguns meses ou alguns anos atrás, quando antes, se você não tinha esse comportamento. É a “causa” quem provoca os “sintomas” diante de uma situação que inspira medo ou receio. Já o controle medicamentoso da ansiedade perpassa também pelo tipo de ansiedade”. E também para a escolha o tratamento adequado. ´

Atendimento psicológico

Como se vê, não é uma situação tão simples. Depende ainda do tipo de ansiedade que se instalou e de como esse tipo de ansiedade que se apresenta, se relaciona e se conecta emocionalmente com seus medos ou felicidades, de angústias e estresses para que seja diagnosticado e tratado. 

IMPORTA SABER: 

É importante ter em mente que, seja qual for o tipo, “A PESSOA ANSIOSA PRECISA SER TRATADA”, independente da idade cronológica. 

Aliado ao tratamento profissional, a pessoa ansiosa pode usar algumas atitudes alternativas, que ajudarão no controle da ansiedade aliado ao tratamento profissional, como: 

a) controle dos pensamentos negativos – sempre que se pegar pensando negativamente sobre determinada situação, descubra 3 “circunstâncias positivas” para ela.

Yoga

b) praticar yoga e meditação – que ajudam no controle dos pensamentos (principalmente dos negativos) e são ótimos para reequilibrar a mente, 

c) pequenas mudanças nos hábitos diários como: a diminuição da carga de trabalho ou trocar de emprego, alimentar-se melhor e de modo mais saudável, passar mais tempo com a família e com amigos. 

Geralmente, estes procedimentos dão bons resultados juntamente com o tratamento. São favoráveis para se criar o habito de pensar positivamente. 

As pessoas que só dizem NÃO.

Ainda assim, muitas pessoas não conseguem colocar estas medidas prática por várias razões: 

a) não procuram o profissional ou não conseguem cumprir o tratamento rigorosamente, 

b) não deram tempo para que o tratamento comece a fazer efeito, 

c) agem sem orientação, 

d) não agem com perseverança.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Conversa de adulto (14.1) - TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Chama-se transtorno quando a ansiedade se torna um incômodo para o indivíduo, fazendo com que deixe de fazer aquelas tarefas rotineiras ou de se concentrar ao realizá-las. Isto porque esse “deixar de fazer ou de se concentrar” assume um comportamento que o prejudica totalmente. Um pequeno e simples exemplo, é quando a pessoa fica sem dormir por vários dias seguidos por estar preocupada com alguma coisa no seu trabalho. Outro exemplo, quando um adolescente deixa de se alimentar por ter que fazer uma prova de uma matéria, julgando que irá mal nessa prova. 


E em termos de transtornos, podemos distinguir a ansiedade em dois grandes grupos: o da “ansiedade generalizada” e o das “fobias”. 



1- TRANSTORNO DA ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) – é aquela em que a preocupação é constante e duradoura. É um estado de ansiedade excessiva onde são afetadas as principais áreas de ação, como as do trabalho e família. Perceba: 



Tudo, absolutamente tudo, é motivo para impulsionar a ansiedade. Se o filho está para chegar e demora cinco minutos a mais, se o bebê cai ao dar os primeiros passos, se o um filho tem uma febrícula, se o marido se demora para sair para o trabalho, se sabe que alguém está doente... Dessa forma a pessoa fica em estresse o dia inteiro, com preocupações e pensamentos negativos. 

Evidentemente, os transtornos causam sintomas físicos como por exemplo: dores de cabeça, enxaquecas e disfunções de órgãos (como a taquicardia, dores estomacais e problemas digestivos). 

2- FOBIAS - 

As fobias são as mais comuns. O início pode ser repentino, como um descontrole dos sentimentos de terror e de extrema ansiedade. Muitas são as fobias e dentre todas, destaco: 

a) A FOBIA SOCIAL – esta é uma fobia específica que se manifesta sobre o contato direto com pessoas. Mas também existem outras menos comuns como o contato com estados climáticos, ambientes fechados, procedimentos, médicos e dentistas, cirurgias, altura, falta de luz etc... etc 


b) O PERFECCIONISMO – que faz parte do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Nesta fobia, as pessoas que estão sempre se julgando, se avaliando, com medo de errar e sofrendo com este problema. O incômodo e a angustia de terem tudo da maneira exata que planejaram, e, ao terminar, podem não estar satisfeitas e começam a busca pela perfeição novamente. 


c) ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO – é uma fobia que costuma ocorrer após a pessoa vivenciar uma experiência traumática (uma cirurgia, um acidente, uma doença grave, um assalto etc). Os principais sintomas são: a dificuldade para dormir, a sensação de insegurança e inquietude, isto porque não conseguem dominar as lembranças (imagens mentais ou flashbacks) do ocorrido e permanece continuamente em estado de alerta. 


d) O TRANTORNO OBSSESSIVO COMPULSIVO (TOC) - é aquela em a pessoa age com ações repetidas ou compulsivas, como lavar as mãos a todo momento, verificar constantemente se a porta está fechada, arrumar as coisas sempre no mesmo lugar e se vê algo milimetricamente fora do lugar, já se sentem incomodados, etc. O TOC é um transtorno comum e, no caso da ansiedade se caracteriza pela presença de pensamentos indesejáveis que não consegue controlar e que geram desconforto,  depressão e medo. 


e) CRISES DE PÂNICO ou AGORAFOBIA – a fobia do pânico ocorre quando, sem um motivo real a pessoa sente calor, tontura, vômito, pressão alta e/ou falta de ar causado por um medo de alguma coisa que passa por sua mente e a invade a pessoa sem que possa saber explicar o motivo. Geralmente a pessoa tem dificuldade, por exemplo, em sair de casa, falar em público ou desempenhar uma função que lhe foi determinada. 

E estes transtornos, meus amigos, já dão muito o que fazer. Porém, se você perceber ou se identificar com algum destes transtornos, procure um profissional (psicólogo) da sua confiança, o mais rápido que puder para que a situação não se agrave.