terça-feira, 27 de maio de 2014

TRANSTORNOS MOTORES

INTRODUÇÃO

Para falarmos dos transtornos motores precisamos compreender, pelo menos um pouco, o que é o sistema locomotor.


Ao ouvirmos esse termo “locomotor” logo imaginamos que se trate da movimentação nos diversos ambientes. Mas, esta é somente uma pequena parte das tarefas deste sistema. Outras partes, igualmente importantes, são os movimentos que repetimos constantemente como chorar, sorrir, olhar, falar, ler, escrever, recortar, pintar, vestir, cozinhar, comer, beber e tudo mais que conseguimos fazer. Por esta razão, os movimentos são preciosidades.


O sistema locomotor é formado pelas ramificações nervosas, nervos, tendões, músculos, ossos e articulações. As ramificações nervosas ficam sob a pele e sua função é captar os estímulos vindos do ambiente e transmiti-los aos nervos. Os nervos têm a função de transformar os estímulos em impulsos elétricos e encaminhá-las ao tronco central (feixe de nervos próximo ao cérebro) que, por sua vez, os encaminha para o cérebro. Os ossos não se movimentam sozinhos. Precisam dos músculos que, presos a eles por meio dos tendões, os puxam para a realização dos movimentos. Portanto, o sistema locomotor se liga diretamente ao SISTEMA NERVOSO CENTRAL e que é comandado pelo cérebro.


Os movimentos são tão essenciais aos seres humanos que o cérebro estabeleceu uma área específica só para cuidar deles. Essa área chama-se ÁREA MOTORA e se localiza na parte frontal do córtex cerebral (tecido que recobre todo o cérebro). A função dessa área motora é de receber as informações do ambiente, ler, interpretar e produzir respostas motoras, ou seja, movimentos.

A maioria dos movimentos que praticamos necessita das articulações.  E a área motora se vale do auxílio do CEREBELO, responsável pela programação, preparo e controle das articulações e pelo equilíbrio do corpo na realização dos movimentos.  Uma resposta motora é dada em milésimos de segundos. Por isso, ao encostarmos a mão numa panela quente a retiramos imediatamente.


O sistema locomotor fica pronto entre o 4º e o 5º mês de gestação, razão pela qual os bebês realizam movimentos intrauterinos. Mas, é uma prontidão básica. Somente o exercício contínuo após o nascimento faz com que os movimentos se aperfeiçoem e tornem-se cada vez mais complexos.

O desenvolvimento motor ou do sistema locomotor é muito importante para as rotinas de casa, da escola, dos esportes e, mais tarde, do trabalho. Esse desenvolvimento acontece em duas etapas de suma importância. A primeira, chamada de “desenvolvimento motor” e vai de 0 a 7 anos de idade, época em que as crianças o desenvolvem através das brincadeiras. A etapa seguinte é chamada de “psicomotricidade” e vai dos 7 anos até o final da vida.

Ao falar dos movimentos é preciso lembrar que há tipos importantes: os voluntários, os involuntários. Os movimentos “voluntários” são aqueles que fazemos porque queremos realizar, portanto, dependem de nossa vontade. No início de qualquer movimento voluntário é sempre impreciso. Mas, com a repetição constante se transformam em habilidades. Ex: Ao iniciar o andar, os passos do bebê são imprecisos. Com o tempo, anda com destreza e não pensa mais sobre como deve fazer para realizar esse movimento. O mesmo acontece com uma atleta que, quanto mais pratica sua modalidade esportiva, melhor fica a sua performance.

Já os movimentos “involuntários” são realizados para manter nosso corpo vivo, como por exemplo, os batimentos cardíacos, os movimentos pulmonares, cerebrais e encefálicos, digestivos, metabólicos etc. Eles independem de nossa vontade.


Porém, com a chegada da velhice os movimentos vão, pouco a pouco, perdendo a potência e os idosos passam a não ter a mesma eficiência das habilidades conquistadas. Por isso, o vovô e a vovó encontram mais dificuldade na realização de determinados movimentos.


Muitas das dificuldades escolares têm como causa um mau desenvolvimento motor, seja por conta de um modelo educacional equivocado ou por problemas neurobiológicos.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

COLAGEM COM CASCA DE OVO

Olá, minha gente. Mais uma novidade para vocês.

Que tal fazer uma colagem bem diferente? Apresento duas técnicas diferentes de colagem com cascas de ovos. Pois é, com casca de ovos. 

PREPARO DA CASCA

Faça o seguinte: reúna uma boa quantidade de cascas de ovos, deixe de molho em água por uma hora mais ou menos. Não precisa colocar nada na água. Passado o tempo, retire a película para evitar que fiquem mal cheirosos, deixe secar bem (de preferência ao Sol) e guarde se a quantidade for pequena.

1ª técnica


Pegue uma quantidade e amasse entre as mãos. A intenção é quebrar a casca em pedaços bem miúdos. Serve para colar em miolo ou borda de flores ou de outra figura qualquer. Vejam como eles ficam bonitos. Se quiserem, depois de secos, pode dar um colorido com tinta guache.




Nesta técnica trabalha-se a coordenação motora e o controle da mão ao virar o desenho para que os cacos de ovos se prendam á cola. Mas, importante mesmo, é que as crianças entram em contato com uma nova textura.

2ª técnica


Nesta técnica, após a pintura de um desenho qualquer, ofereça ás crianças as cascas de ovos inteiras ou em pedaços grandes.  Elas devem partir em pedaços menores, passar cola, colocar o pedaço de casca sobre a cola e apertar contra o papel. Ao fazer isto, as cascas quebram ainda mais e ficam grudadas evitando o desperdício do material. O resultado é um mosaico diferenciado.

Vejam como estes ficaram:



O que se trabalha aqui? Além do que já foi dito na técnica anterior, trabalha-se o controle da pressão exercida pela mão e dedos no uso de materiais mais delicados.

São atividades que se prestam para todas as crianças com ou sem deficiência intelectual, desde que se escolha a técnica para cada caso, aptidão ou necessidade a ser trabalhada. 

Espero que tenham gostado e que aproveitem a ideia.

domingo, 27 de abril de 2014

OUTROS DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM

GAGUEIRA TEMPORÁRIA

Geralmente, tem início aos 3 e vai até 12 anos e sem existir um motivo aparente (lesão ou problemas psicológicos). Ela é chamada “gagueira do desenvolvimento”.  Após os 12 anos essa gagueira cessa e não volta mais.
O que ocorre é que para que se possa falar, o cérebro precisa trabalhar de modo sincronizado com várias áreas e estruturas cerebrais. Durante o desenvolvimento da fala, o cérebro pode não obter essa sincronia em algumas áreas ou estruturas. Mas, a medida que a criança cresce e amadurece tudo se ajeita e passa a falar normalmente.
Mas, é preciso haver uma verificação do problema. Por essa razão, assim que os pais percebam que o filho está gaguejando, é preciso que o levem ao fonoaudiólogo para uma consulta, diagnóstico e tratamento (se necessário).

ECOLALIA

As pessoas com este distúrbio apresentam uma necessidade de repetir a palavra ou frases que ouvem no todo ou em parte. A ecolalia pode ser inofensiva no início da aquisição da fala porque a criança repete para aprender e formar o vocabulário. A partir dos 3 ou 4 anos a criança repetirá apenas as palavras que sejam desconhecidas para elas. Porém, se a partir dessa idade as repetições continuarem e forem frequentes é necessário a busca de ajuda profissional. O profissional mais adequado é o fonoaudiólogo.

TAQUILALIA

A taquilalia é um distúrbio que afeta a velocidade da fala. As pessoas que apresentam este distúrbio falam exageradamente rápido impedindo que se compreenda a mensagem. É uma fala que se assemelha ás transmissões radiofônicas de futebol. Porém, essas pessoas não apresentam hesitações, não gaguejam, terminam bem as palavras, não apresentam dificuldades gramaticais e nem seu discurso é confuso. Profissional indicado: fonoaudiólogo.

TAQUIFEMIA

A taquifemia também é um distúrbio que afeta a velocidade da fala que também é exageradamente rápida. Ela se diferencia da taquilalia porque o impedimento da compreensão da mensagem é causado por duas características básicas: apresenta muitas hesitações (como se procurassem encontrar as palavras na memória) e não percebem que agem dessa maneira (consciência de que isto é um distúrbio).

O diagnóstico da taquifemia depende do histórico familiar, da demora em entrar as palavras na memória, se apresentam ou não dificuldades sintáticas (se pronunciam corretamente as palavras e a gramática), se as mensagens são confusas ou não, se houve atraso de linguagem ou no desenvolvimento motor, se consegue prestar e manter a atenção e a concentração e se o sujeito é hiperativo ou impulsivo. Os profissionais indicados para este diagnóstico é o fonouaudiólogo e o neurologista.


OS PROBLEMAS DE LINGUAGEM NÃO SÃO NADA ENGRAÇADOS. TODOS TÊM TRATAMENTO.

terça-feira, 15 de abril de 2014

FELIZ PÁSCOA

A TODOS VOCÊS  
que prestigiam e curtem este blog, 
o desejo de uma Santa e Feliz
Páscoa.

sábado, 5 de abril de 2014

PROBLEMA OU ARTE?

Olá, pessoal.


Hoje trouxe mais uma ideia bacana: um problema que também é arte. Como assim? Eu explico:


Corte um pedaço de barbante de 1,5 a 2 metros e uma folha colorida(de preferência, para que fique bem visível). 

REGRAS DO JOGO:
Ao entregar esse material para a criança, peça que ela coloque o barbante sobre o papel de uma forma bem legal, diferente e bonita, ocupando a maior parte da folha e que ela não pode cortar nenhum pedacinho. Mas, não diga como se faz, nem mostre modelos prontos.

Na maioria das vezes, elas costumam agrupar o barbante num canto só ou de qualquer jeito porque acham fácil demais. A menos que tenham feito logo de início algo muito criativo, quando disser que terminou, reveja as regras com elaNormalmente, as crianças tentam várias vezes. 

Muitas formas podem ser feitas. Veja algumas sugestões, feitas por meus pimpolhos:

 

 


E as mais elaboradas:

 

Se quiser guardar a forma realizada basta colocar alguns pontos de cola espalhados. Ou , se preferir, fotografe (como eu fiz) e imprima para expô-las na sala de aula, como um trabalho artístico.

O QUE SE TRABALHA:

Como é um problema prático , desenvolve o raciocínio, a obediência as regras, o esforço pessoal, manutenção da atenção e da concentração, habilidades e capacidades. Como também é arte, desenvolve a criatividade e o senso estético.
Trabalha-se ainda: a coordenação motora fina e a noção de espaço.

Esta atividade também pode ser realizada por deficientes intelectuais, lembrando que o que for feito já será bastante criativo. 

Se gostou, aproveite a ideia e mãos á obra.

sábado, 29 de março de 2014

RECORTES COM AS MÃOS

OLÁ, PESSOAL!

Hoje trago para vocês outra atividade que deficientes e não deficientes gostam muito. É o trabalho de RECORTE. 

Para que as crianças (deficientes ou não) desenvolvam uma habilidade é preciso que pratiquem constantemente. E a habilidade de recortar não foge a essa regra. Por isso, seguem-se algumas etapas importantes. Elas devem ser seguidas rigorosamente,  para que não hajam saltos e atrapalhem o desenvolvimento, principalmente, se forem deficientes intelectuais:


1- Rasgar o papel com as mãos - Quando se oferece um papel para que as crianças pequenas e deficientes o recorte com as mãos, a tendência é que puxem. Mas, o ato de rasgar o papel exigem movimentos contrários. Uma das mãos vai para a frente enquanto a outra, vem para trás. E isto precisa ser bastante praticado para que percebam esse movimento e se torne automático.

2- Recortar com as mãos seguindo uma linha reta - Só fará este trabalho quando aprender os movimentos anteriores. Para este trabalho, uma dificuldade maior se apresenta: a linha desenhada. Ela não deve ser muito grande inicialmente (mais ou menos 10 cm). isto porque a criança tem que colocar o olhar sobre a linha e movimentar uma das mãos num sentido e a mão auxiliar em outro. No começo, não sai perfeito. Elogie seu esforço. Insista neste exercício, até que fique bom, mas não perfeito.

3- Novos desafios - Á medida que vai evoluindo no recorte, aos poucos e um tipo de cada vez, pode-se colocar linhas retas quebradas,  em ziguezague e, por fim, onduladas.  Sempre que colocar um novo desafio, não esqueça de alternar os antigos e os novos para que possam fazer as devidas comparações e perceber novos detalhes. Para também que possam perceber seus progressos.


4- Recorte de formas - são os recortes das principais formas geométricas riscadas em folha, como o quadrado, o retângulo, o triangulo e por último, o círculo. Também um de cada vez, até que o recorte esteja bom.

 

5- Recorte de figuras de revista - É quando fica mais divertido! Ela poderá escolher a figura que desejar. Mas, evite as mais complicadas por enquanto. E aqui, pode-se fazer várias brincadeiras como a de encontrar uma figura quadrada, triangular, retangular ou circular e colar numa folha.

Ao chegar a este estágio, já pode iniciar o recorte com a tesoura.