sábado, 10 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
TRABALHANDO A LEITURA COM DEFICIENTES INTELECTUAIS
Várias são as formas de se
trabalhar a leitura com crianças deficientes. Mas, as mais eficientes são as
que adquirem um formato de brincadeira. Afinal, a criança com deficiência intelectual
também gosta de brincar tanto quanto qualquer outra. Por isso, procuro fazer com que a leitura seja uma tarefa agradável para elas.
1- Começo com a leitura de sílabas usando o alfabeto móvel. Com as letras da palavra que quero que a criança leia brinco de montar e desmontar como se fosse um quebra-cabeça.
Reviso cada letra primeiro, depois as sílabas, junto-as e separo-as algumas vezes. Outras vezes, embaralho e a criança remonta.
Á medida que vou obtendo respostas positivas, vou progredindo nas dificuldades.
2- Na primeira figura, a criança lê a palavra e pinta o objeto a que ela se refere. Na segunda, ela relaciona a figura à palavra que a representa. Na terceira, encontra o nome da figura num mini caça-palavras.
3- Mais tarde, mudo um pouco o formato: mesma letra ou sílaba inicial com outra diferente para aprender que as palavras variam. Depois de entendido, as palavras terminam com a mesma sílaba enquanto as primeiras são diferentes. Ou ainda com palavras totalmente diferentes.
4- Por fim, um exercício de ligar, que elas adoram.
domingo, 21 de outubro de 2012
DIFICULDADES NA PERCEPÇÃO VISUAL
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Vimos na postagem anterior que
perceber é conhecer o que está ao nosso redor. E a visão é uma das formas mais
importantes de perceber.
Mas, não basta que possamos ver.
Enxergar é apenas acuidade visual. E por trás dessa acuidade há uma porção de
funções, incluindo as cerebrais, que dependem do bom funcionamento dos órgãos
da visão.
Tudo começa assim: por um motivo
qualquer, um objeto chama a nossa atenção. Nossos olhos movimentam-se em sua
direção. E a isto chamamos “ver”. A partir daí, nossos olhos passam a
percorrê-lo por inteiro, numa espécie de varredura. E a isto chamamos “olhar”.
É através do olhar que percebemos a
forma, a cor e suas nuances, o tamanho, a textura, a espessura, a distância e outras
tantas qualidades do objeto. E a isto, chamamos “perceber”.
Essas percepções entram pelos olhos e
chegam ao nervo óptico. Nele, o que vemos se transforma numa mensagem que é
levada até o cérebro. Lá, a mensagem é transformada em uma nova linguagem
(transdução). Uma linguagem que possa ser lida, interpretada pelo cérebro e para
que possa planejar uma resposta eficaz e convincente. Portanto, é o cérebro
quem dá o significado do que vemos. Todas essas informações ficam guardadas na
memória visual e na memória visual sequencial e, estas, estão diretamente
ligadas á memoria geral.
Se algo não funciona bem, a mensagem
chega ao cérebro de maneira equivocada, truncada, incompleta. A leitura e a
interpretação realizada pelo cérebro ficam equivocadas e cheias de erros.
Logicamente, as respostas cerebrais são confusas, inadequadas ou errôneas.
Olhar é importante e necessário para
as aprendizagens escolares, principalmente, para a aprendizagem da leitura e da
escrita. Sem essa capacidade, as crianças não se desenvolvem corretamente e
podem vir a ter atrasos intelectuais. Certamente encontrarão muitos problemas
com suas aprendizagens escolares devido as dificuldades para ler, escrever, calcular,
desenhar, recortar, resolver problemas matemáticos e da vida prática e social.
Infelizmente, os pais só se preocupam
se a criança vê. E certos dessa capacidade, relegam à segundo plano as visitas
ao oftalmologista. O correto é fazer consultas periódicas (a cada 2 ou 3 anos) durante o desenvolvimento infantil.
E "sempre" antes de colocar a criança na escola, para evitar surpresas com a não-aprendizagem.
Fonte:
Apontamentos de
aula
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
PALITOCHES
Olá, pessoal!
Hoje trouxe uma novidade para vocês. A ideia não é minha. Encontrei num blog italiano chamado "La Maestra Valentina", como decoração de um convite de casamento ou de aniversário deste. Achei interessante e resolvi fazer alguns para que meus pimpolhos criassem histórias.
Não preciso dizer que foi um sucesso!
São fáceis de fazer. Basta palitos de sorvete, sobras de papéis, EVA ou tecido e criatividade. Depois, é aproveitar tudo e brincar muito.
Esta é a primeira série. Outros virão por aí.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA... O QUE É ISTO?
Você pai ou mãe já ouviram falar que as crianças precisam aprender de modo significativo, não é mesmo? E você, professor, além de ter ouvido, já deve ter dito isto muitas vezes, não é?
Pois bem, e o que é essa tal de aprendizagem significativa? Quem disse isto? Do que se trata? Como aprender deste jeito?
A resposta a todas estas perguntas e outras tantas que poderão ser feitas estão contidas neste curto video. Assistam ! NÃO FIQUEM POR FORA!
Pois bem, e o que é essa tal de aprendizagem significativa? Quem disse isto? Do que se trata? Como aprender deste jeito?
A resposta a todas estas perguntas e outras tantas que poderão ser feitas estão contidas neste curto video. Assistam ! NÃO FIQUEM POR FORA!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
AS PERCEPÇÕES
DIFICULDADES
DE APRENDIZAGEM
Faça um teste: O que se pode ver, além do que é mostrado?
Faça um teste: O que se pode ver, além do que é mostrado?
Perceber
é conhecer o que está ao nosso redor. Para isso, é preciso receber informações
do ambiente. Recebemos
essas informações por meio dos órgãos dos sentidos. Os objetos (coisas, pessoas,
ideias, eventos, relacionamentos) do ambiente despertam nossa atenção.
Alguns
fatores internos e externos influenciam na percepção:
Os
fatores internos têm relação com a necessidade, o interesse e a experiência
pessoal para colocarmos mais ou menos atenção no estímulo. Ao mesmo tempo, um
objeto pode despertar mais a atenção em uma pessoa do que em outra. A isto
chamamos de “fenômeno social” e é considerado um fator interno.
Já
os fatores externos dependem da força e intensidade do estímulo. Quanto mais intenso,
mais contrastante e mais bizarro ele for, mais facilmente prenderá a nossa
atenção.
Por
outro lado, da mesma maneira como uma mesma pessoa pode ter diferentes
sensações sobre um mesmo objeto, cada ser humano percebe o objeto de forma única. As percepções de cada ser humano são únicas e intransferíveis.
A
percepção é, portanto, uma função cognitiva. E para que se perceba é necessário
que sejamos capazes de colocar nossa atenção no estímulo, obter sensações e
impressões, enviá-las ao cérebro para que sejam observadas, identificadas,
discriminadas, interpretadas, organizadas e elaboradas respostas para que se
transformem em uma imagem, ou seja, num “conhecimento significativo”. Depois
disto, são enviadas para a memória onde ficarão guardadas até que sejam
necessárias novamente.
Á
medida que novos estímulos sobre um mesmo objeto são percebidas, nossa interpretação
sobre o objeto vai se alterando. Pode ocorrer que um objeto não forme
ou não traga nenhum conhecimento significativo. Em outras palavras, não tivemos
interesse e/ou necessidade. E, por causa disso. o objeto não foi percebido. Na
verdade, não é o objeto quem muda, mas a nossa interpretação (conhecimento
significativo) sobre ele é quem muda. Por isso, as percepções são importantíssimas
para as aprendizagens escolares.
Existem
vários tipos de percepções. Mas, para as aprendizagens escolares duas são
essenciais: as visuais e as auditivas. As impressões olfativas, gustativas e
táteis, mesmo não estando relacionadas com as aprendizagens, são importantes porque possuem uma
ligação com a afetividade e com a reprodução. Igualmente importantes são as
percepções de tempo e espaço, as proprioceptivas e a percepção social.
Por
isto, tudo tem que funcionar perfeitamente. Qualquer falha na recepção, transporte, elaboração e organização da informação pode atrapalhar o trabalho cerebral que,
por sua vez, emitirá respostas inadequadas dificultando as aprendizagens.
Fonte:
Apontamentos
de aula
Resposta do teste: Pode-se ver a cabeça de um cavalo atrás de uma moita, uma moça, uma pomba, a cabeça de um urso, um peixe com cara de cão. Se você viu tudo isto, está com boa percepção.
Resposta do teste: Pode-se ver a cabeça de um cavalo atrás de uma moita, uma moça, uma pomba, a cabeça de um urso, um peixe com cara de cão. Se você viu tudo isto, está com boa percepção.
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