quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A FENILCETONÚRIA

A fenilcetonúria, conhecida também como PKU, é uma doença genética de erro inato do metabolismo e que causa o retardo mental ou intelectual.

Esse erro causa uma mutação no gene que libera um aminoácido cuja função é a de quebrar uma proteína chamada fenilalanina hidroxilase, transformando-a em tirosina. Porem, por causa desse erro, esse aminoácido não cumpre sua função causando um aumento exagerado da fenilalanina hidroxilase no sangue..

Para se detectar essa doença é preciso fazer o “TESTE DO PEZINHO”.   No Brasil, este teste é obrigatório desde 1990, e é realizado na própria maternidade. Embora esta doença não tenha cura, é possível seu controle através de uma dieta isenta de fenilalanina, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e deve durar a vida toda evitando o retardo mental ou atenuando os seus efeitos. O efeito tóxico dessa proteína afeta varias partes do corpo e o Sistema Nervoso Central. causando o retardo mental.

Se, todos os bebês tivessem acesso a triagem neonatal, um diagnóstico precoce ainda durante a gestação e a iniciação da dieta alimentar adequada ainda no primeiro mês de vida, poderia-se evitar o retardo mental e diminuir sensivelmente a microcefalia e deformações físicas decorrentes desse erro metabólico.

Características:

Como o fígado materno protege o bebê dentro do útero, não existem estigmas. Durante o crescimento o bebê tem características de uma pessoa sem deficiência. À medida que cresce é que se percebe que a pessoa fenilcetonúrica apresenta comprometimentos cognitivos.

Com o aumento da fenilalanina os níveis proteicos cerebrais aumentam, a mielinização não se realiza adequadamente,  diminui a taxa de ceratonina, o líquor  como um todo, Outra anormalidade que pode ocorrer é a a pele, os cabelos e a urina ficam com um odor de “rato” devido a alta concentração de fenilacetato. Esse odor impregna o lugar onde a pessoa com fenilcetonúria esteja. A sensibilidade a hipergmentação e eczemas também fazem parte deste quadro clínico.

Fonte:

Apontamentos de aula - APAE-SP

sábado, 11 de fevereiro de 2012

OS HERÓIS DOS CONTOS DE FADA


Crianças dos 4 anos até a puberdade precisam lidar com  simbolismos. Os heróis são personagens que mais atraem essa turminha. O grande atrativo é que os heróis desses contos se parecem com as próprias crianças. Ao contrário dos heróis dos desenhos animados, eles não possuem superpoderes, são alegres ou tristes e passam por várias dificuldades. Alguns são medrosos, covardes e, a maioria deles, fica impotente diante da força, do autoritarismo e da opressão. Outros saõ vaidosos, preguiçosos, solitários. Outros, ainda, são valentes, destemidos, trabalhadores e amados por todos.

Os heróis dos contos de fadas são seres humanos que possuem qualidades e defeitos como toda e qualquer criança. Vivem e morrem como todo mundo. vivenciam problemas semelhantes, lutam pelas mesmas coisas, enfrentam certas situações, medos, passam pelas mesmas angústias e possuem a mesma esperança.


Seus nomes são bastante sugestivos e as crianças, se quiserem, podem emprestar-lhes seus próprios nomes. Os heróis dos contos de fadas vivem neste mesmo planeta, a Terra. E, é aqui mesmo que recebem a recompensa por seus feitos. Não precisam morrer, ir para outra galáxia, para o céu ou transcender a qualquer outro lugar para ver seus esforços sejam reconhecidos, porque o mundo desses heróis é o mesmo mundo da criança. É essa humanidade que encanta as crianças de todas as idades. E é por isto, que as crianças gostam e se identificam com eles

Esses personagens permitem que as crianças se projetem neles e os escolham como guias. A humanidade desses heróis as ensina que é preciso lutar, se esforçar, fazer escolhas para conseguirem o que desejam muito. Também ensinam que, nessa luta toda, é preciso trilhar o bom caminho, ter ética, ser respeitoso, não supervalorizar em menosprezar os "inimigos", mas compreendê-los e aceitá-los como são. E desta forma, ensinam a todas as crianças os valores morais mais importantes, como a bondade, a honestidade e o respeito aos outros.

Ensinam também que, para que as grandes conquistas ocorram é preciso ter um objetivo e perseverar nele, pois nem tudo pode acontecer do jeito, no tempo e da forma que a criança quer. Ensina que muitas vezes, é preciso ceder em alguns pontos, retrocreder em outros, buscar novos caminhos e, para isso, não podem perder a autoconfiança e a coragem. E, se nada der certo em certa vez, devem recomeçar tudo outra vez, sem esmorecer.

fonte:
BETTELHEIM, Bruno. "A Psicanálise dos Contos de Fadas". R.Janeiro, Ed Paz e Terra, 1980.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A PLASTICIDADE CEREBRAL


Estudar sobre o cérebro é uma coisa fascinante, pois sempre se descobre algo que não sabíamos ou não tínhamos a menor idéia. Se parece algo muito complicado, basta prosseguir as leituras sobre o assunto que tudo fica mais claro e mais fácil.

O cérebro é um órgão fantástico. É o planejador, o organizador, o comandante e o controlador de todos os órgãos em funcionamento em nosso corpo e de todas nossas atividades. Apesar de sua importância e de ser muito bem protegido pela caixa craniana, esse órgão pode ser observado, tocado, examinado, analisado e manipulado Mas, para que esse líder de múltiplas funções possa funcionar bem, precisa de uma série de substâncias químicas, enzimas e hormônios que também podem ser medidos, analisados e controlados. Mas, uma coisa nos intriga. Se uma pessoa tem uma lesão ou sofre um traumatismo, como pode se recuperar e aprender as questões escolares?

E aqui está a mais interessante das recentes descobertas sobre esse órgão fabuloso: o cérebro. As pessoas com traumatismos ou com deficiência podem continuar a aprender devido a "plasticidade cerebral".

É verdade sim, que um neurônio morto jamais é substituído por outro, ao contrário do que acontece com outras partes do corpo. Uma lesão, seja de que tipo for, é como uma cicatriz que perdura ao longo da vida do sujeito. Se não for degenerativa, permanecerá no mesmo lugar e do mesmo tamanho enquanto o sujeito viver. 


Os neurônios que compõem o cérebro precisam se comunicar para levar as informações que chegam do ambiente até os centros de organização, planejamento, de execução e dê respostas corretas e coerentes com cada situação. Quando encontram um obstáculo (uma lesão), os neurônios esticam  seus dendritos (espécie de fios que partem do núcleo dos neurônios), na tentativa de tocar o neurônio que está do outro lado desse obstáculo. Quando conseguem,  fixam-se, formando um caminho alternativo de comunicação, fazendo com que as informações voltem a transitar livremente. A neurologia chama a isto de “plasticidade cerebral”. E é devido a essa plasticidade que  pessoas em geral ou com traumatismos e lesões cerebrais  podem realizar  aprendizagens.

Mas, para que isso ocorra, é preciso que o ambiente propicie os estímulos adequadas e oportunidades necessárias. Ambientes ricos e estimulantes, boa alimentação e exercícios físicos facilitam a plasticidade e desenvolvem a inteligência, a memória, a atenção e a concentração nas atividades.

O ambiente escolar tem por desafio aproveitar e desenvolver o potencial de inteligência de cada aluno em particular, e do grupo discente em geral, tendo como fonte estimuladora os processos de ensino e de aprendizagem para que todos os estudantes se tornem mais inteligentes, atuantes e articulados fora de seus muros. Sabemos que não é uma tarefa fácil, mas também, que não é um desafio impossível.


Fonte

Apontamentos de aula de Neuropsicologia 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

DESENHO E PINTURA AO MESMO TEMPO

OLÁ, PESSOAL!

Mais um ano se inicia. Ano Novo, vida nova! Novas também são as ideias e sugestões para tornar suas aulas mais interessantes. E, que tal esta ideia?!? desenhar e colorir ao mesmo tempo e com um único material: cola colorida.

Desenhar e pintar com cola colorida é divertido, prazeroso e... diferente!



Vejam como algumas até ensaiam formas abstratas, embora ainda não saibam o que isso significa.
Legal, não é mesmo?

Além do prazer que esta atividade proporciona, ela desenvolve não só a imaginação e a criatividade, mas também a parte motora, a habilidade gráfica, a expressão, memória, raciocínio lógico, coerência, análise e síntese e muito mais. Desenvolve os hemisférios direito e o esquerdo do cérebro ao mesmo tempo. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O DESENHO LIVRE


Qualquer forma artística é experiência. E sem experiências, não existe nenhuma forma de arte. E sendo experiência é pessoal.Desenhar é trabalho, pois faz a construção de si mesmo, é vontade , é interesse, é comunicação, é expressão e esforço.  E isto, também é experiência. 

O desenho infantil traduz toda a riqueza de experiências pessoais. Ele se transforma a medida que a criança cresce e observa o mundo. Mesmo sem saber falar, a criança manifesta seus desejos, intenções e experiências através de seus rabiscos, da forma girino de desenhar a figura humana, da presença dos objetos que gosta e que lhes são importantes, das pessoas que admira, dos amigos, etc. E para mostrar toda essa riqueza, o desenho precisa ser estimulado e ser livre. Se não for dessa forma, cria bloqueios. 

O desenho só traduz a experiência infantil se ele for livre.

Muitos pais e professores acreditam que o desenho é livre se a criança fizer sozinha. Mas, esquecem que sugerem o tema, palpitam sobre o que devem desenhar, onde colocar esta ou aquela figura, mostram ou palpitam sobre as cores, etc. E, neste caso, o desenho deixa de a experiencia infantil para ser a experiência dos adultos.

O desenho livre é aquele em a criança decide tudo: a forma, o que colocar, as cores que dão o colorido. O desenho livre é o resultado do encontro com o si mesmo, com suas lembranças, com seus conhecimentos e saberes, de suas ideias e das imagens que formou, Não ficou bonito? Não tem importância. Com o tempo, treino e estímulo, tudo melhora.

Fonte:
apontamentos de aula sobre o Desenho Infantil (ARTE-TERAPIA).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

COORDENAÇÃO VISO-MOTORA


Chegamos ao último pré-requisito para que a criança se alfabetize. Sem a lateralidade definida, sem a estruturação temporal e espacial, sem o esquema corporal e sem a coordenação viso-motora prontos e amadurecidos, a criança encontra muitas dificuldades na escola;

Mas, o que é a coordenação viso-motora? 

Basicamente, é o deslocamento dos olhos ao longo da linha, uma habilidade que ajuda a criança a ler e a escrever com exatidão. Para isso. é preciso que a criança tenha uma visão binocular.

Visão binocular é fazer os dois olhos se fixarem num único ponto. Isto porque, cada olho observa a mesma imagem do seu jeito. A visão binocular reúne essas imagens numa só.
Este tipo de visão é importante porque qualquer desvio pode trazer problemas para as aprendizagens já que enxergam as letras e números ficam tremidos e confusos. 

"No início da alfabetização a criança move os olhos de forma desordenada ou em qualquer direção", diz MORAIS (1997). 

"Os olhos devem mover-se em todas as direções; vertical, horizontal, diagonal e em círculos para depois, perceberem as linhas horizontais, verticais, diagonais e circulares. Desta forma, a percepção de figuras, de letras, palavras e frases é mais exata e efetiva", diz SIMPSON (1973, apud Morais).

Em nosso sistema de leitura e escrita os olhos devem mover-se da esquerda para a direita. Para ler os olhos devem saltar palavras até chegar ao final da linha, com paradas (pontos de fixação) de curta duração entre um salto e outro. Esses saltos podem ser curtos (no inicio da alfabetização) e mais longos ( quando se instala a habilidade leitora) No começo da alfabetização as "paradas"  e as "regressões" (fazer os olhos percorrerem a linha no sentido contrário da leitura) possuem um número mais elevado do que quando já domina a leitura. isto ocorre por conta de uma dificuldade em identificar as palavras  ou por não estarem familiarizadas com os textos escritos ( MORAIS, 1997), tornando a leitura lenta, silabada, com inversões, omissões e acréscimos de letras, sílabas ou de palavras ou ainda, pulam palavras ou mudam de linha.


Para saber se a criança já adquiriu esta habilidade e coordenação é só observar se ela olha para o que faz.


fonte

MORAIS, Antonio M.P. "Distúrbios da Aprendizagem". Edicon, SP, 1997

sábado, 28 de janeiro de 2012

VOLTA ÀS AULAS


Mais um ano letivo se inicia. Planejamentos, planos de curso, esperanças e objetivo. Expectativas. Pouco a pouco, a escola vai retomando à face habitual: vozerios, correrias, brincadeiras, aulas, lições. 


Não deixem que a rotina e a mesmice se instalem. 

Lembrem-se que lutamos contra  inimigos poderosos:  as midias e as facilidades atraentes que elas propõem, dispõem e seduzem enquanto que a educação escolar  exige, cobra, reprime.

Que neste ano letivo, tudo seja diferente. Que a escola seduza mais que a mídia, que as aulas sejam sempre criativas e  diferentes, que os professores mostrem como é legal  e maravilhoso aprender. Que aprendam brincando e que a escola seja um lugar que os alunos queiram estar.

Beijos a todos os professores e alunos


Feliz Retorno é o meu desejo.
Sueli Freitas