domingo, 3 de novembro de 2019

Conversa de adultos 8 - OS PROGRESSOS DA FIGURA HUMANA

No final dos quatro anos, as figuras humanas desenhadas já são mais estruturadas. Já se pode perceber as três partes que compõe o corpo humano: a cabeça, o corpo e os membros.
Na cabeça aparecem os olhos e a boca, as orelhas e um projeto dos cabelos. É uma consciência mais aprimorado do que a criança percebe do seu corpo: os olhos com o qual vê as coisas, a boca com a qual se alimenta e os ouvido com os quais ouve os sons.
O corpo ainda está grudado a cabeça, porque ainda não o percebe com clareza. As pernas e braços ganham relevância e já se posicionam nos lugares quase corretos. Mas ainda desproporcionais: ora muito curtos, ora muito compridos. Outros elementos podem aparecer e só mostram o nível de consciência da criança que desenha a figura.

Aos 6 anos, as figuras já são mais completas. Embora o corpo ainda se apresenta grudado na cabeça, os braços e pernas há são mais proporcionais, aparecimento de pés e mãos. Os cabelos já mostram um certo movimento e está melhor organizado e mais farto. Algumas crianças mais precoces, tentam mostrar figuras em movimento. No entanto, esta conscientização depende da forma como essa criança foi estimulada positivamente para realizar suas experimentações.


Por volta dos 6 anos é a época em que os desenhos das crianças começam uma nova fase. É a “fase de criação dos esquemas”. O esquema é uma forma básica, um jeito fácil de que as crianças desenvolvem para desenhar o que querem ou o que precisam. 

E existe esquema para tudo: para flor, casa, carro, figura humana. Esses esquemas servem de base para o desenho de outros objetos. Ex: uma casa pode virar um castelo, um prédio ou uma mansão. Um cão pode se transformar num gato, numa onça ou num leão. Uma árvore comum pode ganhar frutos ou novos galhos e perder folhas. Pode ser uma árvore comum, num pinheiro, numa araucária etc. Um pato se transforma num lindo cisne, num gavião ou numa ave voando no céu.


Uma outra aquisição importante dessa idade é a “linha de chão”. É quando ela percebe que tudo fica sobre uma base e que nada fica flutuando no espaço. Para mostrar que ela atingiu essa consciência ela pode: a) traçar uma linha e colocar as figuras em cima. b) pode desenhar bem rente a uma das bordas da folha. c) desenhar as figuras sobre uma linha imaginária com as figuras todas na mesma direção.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Conversa de adultos 7 – DOS 5 AOS 6 ANOS


Aos 5 anos, as crianças mostram um rápido desenvolvimento muscular, apresenta grande atividade motora e um controle maior dos movimentos. Já conseguem escovar os dentes, pentear os cabelos sozinhas e vestir-se com pouca ajuda. Aos 6 anos, já podem ser definidas como destras ou canhotas. São capazes de se vestirem e calçarem os sapatos sozinhas (e podem começar a aprender a amarrá-los). Fazem sua higiene com autonomia e podem manifestar certas dores localizadas, como dores de cabeça ou de estômago (embora mostrem a barriga).


Quanto ao desenvolvimento intelectual, aos 5 anos, já apresentam um vocabulário com cerca de 1.500 a 2.000 palavras; manifesta interesse pela linguagem, fala intensamente e sobre vários assuntos de seu interesse; compreende ordens com frases negativas. Articula bem vogais e consoantes e constrói frases estruturadas, apresenta uma curiosidade incrível e faz muitas perguntas. Diferencia fantasia e realidade, compreende conceitos de número (mais, menos, maior, menor...); de espaço (dentro, fora, debaixo, em cima, atrás, na frente de ou em frente de...) e de tamanho (grande, pequeno, médio). Compreende que os desenhos que vê ou que faz, representam os objetos reais, e começa a reconhecer alguns padrões encontrados nos objetos como: objetos redondos ou quadrados, objetos macios, animais etc.

HISTÓRIAS: um mundo mágico

Aos 6 anos, fala fluentemente, usa corretamente o plural, pronomes e tempos verbais (presente e passado) embora se atrapalhe um pouco com o futuro). Adora contar casos e histórias e tem apreço por ouvir a leitura de histórias; apresenta boa memorização para histórias e consegue repeti-las. Sabem seguir instruções e aceita supervisão nas tarefas a elas destinadas. Conhece as cores pelo nome, já existe uma cor de preferência e uma de repulsa. Conhece e reconhece os números de 1 a 9 pelo símbolo, e consegue contar até um pouco mais que 10. Agrupam e ordenam objetos por tamanho, cor, formas, identificam os objetos maiores e menores.

Há um princípio de entendimento dos conceitos de “antes, depois, em cima, embaixo, dentro e fora de alguma coisa”. Começa a entender também os conceitos de tempo: ontem, hoje e amanhã. Por isso, as confusões devem ser compreendidas e as correções feitas sem gozações. Adora conversar durante as refeições.


Socialmente, aos 5 anos, gosta de brincar com outras crianças de sua idade, mas podem ser muito seletivas em alguns casos. Adora imitar os adultos, inclusive usar suas roupas e outros pertences. E capaz de realizar partilhas e respeitar a vez do outro. Aos 6, a mãe ainda é a figura importante em sua vida, por isso, seu maior medo é separar-se dela. Adora copiar o que os adultos fazem, principalmente, o que a mãe faz. Brincam com meninos e meninas ou com grupos deles, mas prefere os do mesmo sexo. Seu comportamento está mais calmo, não é mais tão exigente nas relações com os amigos. Também brinca sozinho e não precisa de supervisão. Sabe esperar a vez e compartilhar suas coisas e lanche. Tem curiosidade para saber de onde vêm os bebês. E está numa fase de conformismo com as coisas ao seu redor, no entanto, é crítica com aqueles que não apresentam o mesmo comportamento que o seu.

Emocionalmente, aos 5 anos, os pesadelos são comuns nesta idade. Pode ter ou não amigos imaginários por tem uma grande capacidade de fantasiar. Constantemente, testa o poder (autoridade) e os limites dos outros (pais, principalmente) com comportamentos desafiantes e de oposição (teimosia), mas depois, fica envergonhada com a atitude tomada. Confia em si mesma.  Aos 6 anos, podem apresentar alguns medos criados pela própria imaginação, como: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal. Esses medos precisam ser desfeitos logo para que não fiquem para o resto da vida. Cansada, nervosa ou chateada, poderá roer as unhas, piscar repetidamente os olhos, fungar e precisam ser corrigidos com atitudes delicadas pelos adultos, caso contrário se agravam. Apresentam maior sensibilidade com relação às necessidades e sentimentos dos outros. É mais solícita e tem bom coração. No entanto, quando são obrigadas a comer algo que não gostam ou não querem, são capazes de simular ou provocar vômitos.

Moralmente, dos 5 aos 6 anos, já têm consciência de certo e errado, preocupa-se em fazer o que é certo. Por sentirem vergonha dos que fazem, podem jogar a culpa nos outros pelos seus próprios erros, pois assumir a culpa pelos seus atos ainda é difícil.

COMO AJUDÁ-LOS AINDA MAIS?

Seus filhos são capazes de realizar tarefas que exijam um controle do corpo cada vez mais preciso. E você pode ajudar sim, e de uma maneira muito legal: brincando com ele e o desafiando.

E desfiar uma criança não é assim tão difícil, não é? Basta dizer que você faz uma coisa que ele não faz.  Mostre e espere que ele faça. E ele fará com a melhor boa vontade. E mais, ele vai te surpreender.

Desenvolva o sistema motor:



1- SALTANDO DISTÂNCIAS MAIORES – Em distâncias maiores não dá para saltar com os dois pés juntos. É preciso que uma das pernas vá na frente da outra, para que a de trás possa dar o impulso. Dessa forma, aumente um pouquinho por vez, sempre que sentir que ficou fácil para a criança. Porém, tome cuidado para não ultrapassar a largura da passada da criança. E sempre que conseguir superar o desafio proposto, elogie e faça festa.


2- TRABALHE O EQUILÍBRIO – andar sobre linha traçada no chão ou em corda, ripa, etc.


3- FORMAS DE ANDAR: andar para a frente e para trás, de lado (afastando um pé e unir com o outro), andar cruzado na frente (perna direita cruzando na frente da esquerda e depois ao contrário) e na ponta dos pés. Estas formas de andar podem ser trabalhadas com música (como coreografia) no desenvolvimento do ritmo. Este é um desafio bem legal e que as crianças gostam muito.

4- BRINQUE E DESAFIE SEU FILHO a andar nas pontas dos pés, a imitar os animais utilizando todo o corpo, como por exemplo, rastejando como uma cobra, saltando agachado como um sapo, etc. E depois podem usar isso com música, para trabalharem o ritmo.

5-  AGARRAR E LANÇAR a bola com a mão.

Desenvolva o senso de responsabilidade:

1- HABITUE seus filhos a organizarem os próprios pertences (roupas, sapatos, brinquedos e outros).


2- PEÇA AJUDE para seu(s) filho(s) nas tarefas da casa até que vire rotina. É essa rotina quem exercita a coordenação motora, como: dobrar peças de roupa, guardar objetos na gaveta, secar a louça, recolher um lixo, varrer o quintal etc. Se forem mais de um filho, faça rodizio das tarefas a cada semana ou conforme o combinado.

3- RECOMPENSE estas atividades com um lanche gostoso, um doce da preferência dele(s), uma coisa que ele goste de fazer (pintar, desenhar, brincar com um amigo ou outra coisa que eles gostem).

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Conversa de adultos 7 - AS CRIANÇAS E AS CORES (dos 3 aos 4 anos)

Desde que as crianças passam pegar um lápis e papel para rabiscar, sua preocupação maior são as marcas que fazem. Os instrumentos que usam são ocasionais e dependem do momento. Diante de uma poça d’água ou tinta podem usar a mão toda, um ou mais dedos. As marcas também podem ocorrer em outros locais: parede, móvel, sofá, brinquedo, etc. O que importa para as crianças de tenra idade são as marcas que deixam e não onde ou com o que são feitas.

Quando a criança procura de lápis e papel, é porque ela já fez uma porção de testes e outras tantas observações, até compreender que alguns instrumentos são usados naquilo que os adultos chamam de “papel”. E se é um lápis preto, colorido ou caneta, não importa para ela. Ela usa o que está a seu alcance.


A partir do terceiro ano de vida, as cores começam a despertar sua atenção. E nova série de experiências, testes e observações são realizadas. E os adultos podem e devem observar essas experiências e os progressos que a criança faz.

1- A criança pega um lápis colorido, não importa a cor e desenha tudo: sol, lua, estrela mato, flores, jardim, casa, figuras humanas etc., mesmo que estas coisas não se pareçam com o real. Isto porque seus conhecimentos ainda não atingiram esse patamar. No dia seguinte, desenha as mesmas coisas com outra cor. E assim vai experimentando uma a uma todas as cores, de sua caixa de lápis.


E se os adultos tentarem impor uma cor para que ela desenhe, ela desiste de fazê-lo. Por isso, não devemos corrigir, ajudar ou fazer por ela. A criança aprende a desenhar sozinha, por meio de suas próprias experiências e pelas observações que faz. Aprende por tentativas que dão certo e pelas que dão errado e pela repetição dessas experiências, para que se transformem em hábitos automatizados. E isto, “ninguém pode fazer por ela”.


2- Nesta fase as cores não têm significado. São apenas experiências e aprendizado. Por isso, se espanta ao desenhar com branco num papel branco. Por isto, é bom que deixemos algumas folhas coloridas no “cantinho de desenhar”.

3- Por volta do quarto ano, por já ter explorado bastante as as várias cores de sua caixa de lápis, as crianças passam para uma segunda fase de experiências: a integração de cores num mesmo desenho.


E novamente se encanta. As possibilidades de combinação de cores são infinitas. No início, começam com duas cores diferentes. E a cada produção vão juntando duas cores escuras, claras, uma escura e outra clara e, assim construindo novas experiências e fazendo novas observações. Os mais avançados, podem experimentar mais que 3 ou 4 cores num único trabalho.


Mas ainda não existem cores “preferenciais”. Ela gosta de todas, porque as combinações trazem sensações visuais que lhe agradam ou que não lhe agradam. Essas sensações ainda não são bem definidas pela criança como eu gosto desta ou eu não gosto desta cor. Por isso, se nesta idade a criança diz que gosta do roxo, do azul ou do vermelho é porque o adulto a está influenciando de alguma forma.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Conversa de adultos 6 - OS DESENHOS INFANTIS DOS 3 AOS 4 ANOS


A mão já está firme e pode segurar um lápis tranquilamente e na posição correta.  Aos 2 anos inicia o traçado dos círculos e próximo aos 3 anos já os faz com maior precisão.

a) A FASE DOS QUADRADOS



Seis meses após o surgimento dos círculos, as crianças começam a testar as formas quadrangulares (de 4 lados). Chamamos de FASE DOS QUADRADOS. E também devem serem traçado com mais precisão por volta dos 2 anos a 2 anos e 6 meses. A partir dessa idade, tudo o que a criança tentar desenhar ela o faz com círculos e quadrados.

b) O DESENHO DA FIGURA HUMANA


É nessa idade que tentam desenhar a figura humana. É uma fase importante. A figura é estranha, composta de um círculo irradiado. É a FASE GIRINO ou o princípio da figura humana no desenho. Isto porque a percepção de seu próprio corpo ainda não está totalmente desperta.

Alguns meses mais a frente, essa figura ganha olhos e boca grandes, mostrando que a percepção de seu corpo avançou um pouco. Afinal é pelos olhos que veem e observam as coisas e pessoas, e a boca, por onde entram os alimentos.


Os raios em torno do círculo diminuem para 4 que servem como braços e pernas e em cujas extremidades são desenhados pequenos círculos que interpretamos como mãos e pés. Mas ainda não entendem a importância dessas partes. Algumas crianças colocam alguns traços no alto do círculo que interpretamos como “cabelos”, que representa um sentido de organização perceptual mais apurado.


Não é o momento de corrigir ou mostrar falhas no desenho delas. Elas não entenderão o que você diz ou quer que ela faça. Apenas elogie e incentive a fazer outros. O importante é verificarmos se as pernas estão alojadas no lugar adequado. Na figura acima, a criança também mostra os pés (pequenos círculos), o que também é importante para ela.

Se observarem com mais atenção, vocês podem atentar que os olhos já apresentam a íris, diferente das imagens anteriores que aparece apenas o local dos olhos. Este é um outro bom sinal de desenvolvimento dessa criança.

Para as crianças consideradas sem deficiência e que chegaram a esta idade ou estão em fases com atraso, volte ao trabalho de percepção do corpo lá dos tempos do primeiro aniversário. Retome-a com mais ênfase fazendo a criança a nomear e a apalpar as partes do corpo pedidas por você.

Há outros exercícios que podem ajudar bastante, tais como:
a) usar músicas infantis em que se nomeiam e se apontam as partes do corpo que estão sendo cantadas.
b) usar o banho, mas desta vez, nomear para ela passar a esponja e lavar.
c) usar quebra-cabeças com poucas peças e cujo tema seja figuras humanas.
d) chame a atenção para as figuras humanas na hora da história, pedindo que a criança aponte e/ou fale onde estão ou como são: os pés, as mãos, a cabeça, o corpo, o tamanho dos braços e pernas, de onde eles saem no corpo dos personagens.

Próximo aos 4 anos, a criança já desenha a figura humana mais parecida com o real. A cabeça diminui muito de tamanho e se separa do corpo. Ganha olhos, boca, orelhas e cabelos nomeados pela própria criança.

Em contrapartida, o corpo cresce exageradamente. É sinal de uma nova etapa do desenvolvimento e da percepção de seu próprio corpo. Evidentemente, é uma percepção externa do corpo. Ao nomear as partes do tronco confunde estômago com barriga e isso é normal pela proximidade da localização.

A criança sabe que tem braços, mas não importância a eles ainda. Sabe que ficam próximos à cabeça e os coloca próximos a ela, dando o observador a impressão que saem do pescoço. São apenas projeções e possuem mais a aparência de mãos. Destoam em comparação às pernas que continuam longas, podendo ou não dar ideia de movimento.

Obs: A impressão de movimento não é uma regra definitiva, pois depende da maturidade e da percepção de cada criança.

A partir deste momento, as fases duram menos tempo que as anteriores. E em breve espaço de tempo, os braços vão para uma localização mais adequada, se alongam e terminam num círculo radiado, representando a mão e os dedos. No início são mais de cinco dedos, mas aos poucos vão acertando. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Conversa nº 6 – DOS 3 AOS 4 ANOS



Nesta idade, seu filho já deve ter adquirido certa independência como mover-se para todo lado sem esbarrar em objetos ou pessoas, subir e descer escadas alternando os pezinhos, saltar alguns pequenos obstáculos.

No entanto, ainda podem temer os saltos de pequenas alturas, como por exemplo, de um degrau para o chão. Isto porque, as crianças acham que devem saltar sempre de uma mesma maneira em todos os casos. Por isso, é preciso ensiná-las.

REGRA GERAL PARA TODAS AS ETAPAS - Elogie todas as tentativas (mesmo as erradas), mas comemore apenas quando acertar. As crianças desta idade devem aprender a ouvirem críticas sem ficarem magoadas e emburradas, pois o NÃO se foi bem trabalhado, não haverá problemas. Comece de acordo com a sequência de dificuldades:


1- SALTAR SEM SAIR DO LUGAR – é preciso dar impulso e cair com os dois pés ao mesmo tempo.


2- SALTAR PARA A FRENTE – marque no chão com giz ou fita crepe uma distância pequena (de uma mão na lateral para começar). A criança dará impulso para a frente com os pés juntos na tentativa de superar essa distância. Á medida que for conseguindo, aumente um pouco mais a distância.


3- SALTAR DE PEQUENA ALTURA – comece com um pequeno degrau. Segure nas duas mãos para dar confiança e relembre os dois passos anteriores.  Aos poucos solte uma mão e depois as duas. Conforme for pegando confiança e lembrando do que fazer, pode ir aumentando a altura aos poucos.


OBS- não se preocupe se não deu para chegar ao número 3 desta lista. Mas assegure-se de que a sequência cumprida foi proveitosa e se a criança realmente sabe fazer.

Também é hora de estimular o CONTROLE NEUROMOTOR. 

Jogos bons para isso são os de empilhar coisas. Podem ser de 5 a 8 coisas que vão da maior para a menor. Desafie seu filho (a) a colocar da maior para a menor. De um tempo e inverta a colocação (do menor para a maior) para que ele veja o que acontece. A partir de então, se as peças forem ocas de um lado ajude-o e desafie-o a montar e guardar do outro lado.


Por falar em guardar está também na hora de começar a ENSINAR A ORGANIZAR AS COISAS. Comece com os brinquedos dele (a). Brincou, se divertiu e é hora de guardar. Proponha um desafio, como por exemplo, ver quem coloca mais brinquedos na caixa. Claro que você vai deixar que ele ganhe. Beije, abrace, elogie. De vez em quando, ganhe dele (a), para que ele (a) não pense que há ajuda. Faça isso sempre que a brincadeira acabar.


Quando já fizer sozinho, passe para os sapatos, tênis ou chinelos que vivem espalhados. Desafie-o novamente. Mais tarde, separar as roupas que precisam ser lavadas. Ensine-os a juntar e colocar num cesto ou sobre a máquina de lavar.


Próxima postagem: desenhos infantis nessa idade.

OBS: Peço desculpas pelo atraso nas postagens, mas foi por motivo de saúde.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

COMPLEMENTO DO 1º AO 3º ANO DE VIDA

DOS 18 MESES AOS 3 ANOS é uma fase importantíssima. Uma fase de muita experimentação e de descobertas por parte das crianças porque tudo é novo para elas e se encantam com tudo.

1- AS PRIMEIRAS MARCAS


Uma pequena poça d’água no chão já é o suficiente para dar início a uma série de experimentações. Passar a não nessa água é um atrativo. E espalhar essa água é outra mais atraente ainda. Ao fazerem isso, descobrem uma outra coisa: que podem deixar suas próprias marcar. E este é o primeiro indício da formação do desenho em sua vida.

Uma mãozinha molhada e encostada numa parede seca deixa uma marca. E esse simples fato gera uma demanda de muitas e novas experimentações. As crianças não se cansam de repetir uma ação até que entendam como aquela marca foi parar ali.

Mais tarde, pisar nas poças várias vezes e em sentidos contrários é indício de uma sensação nova e quererão repetir e experimentar outras tantas vezes. E se a poça for mais funda, o fato de molharem os pés é outra razão para mais investigações e explorações. Portanto, senhores pais, deixem que seus filhos explorem todas estas etapas.

2- NOVAS MARCAS

A partir da exploração da água das poças, a criança busca novas formas de criar marcas. A imitação do que vê as pessoas fazendo é um jogo interessante. Então procura lápis, giz ou caneta. Neste momento, é chegada a hora de colocar em prática algumas regras.

a) Você se importa com rabiscos nas paredes de sua casa? Em caso positivo, estabeleça uma regra e siga-a à risca. Delimite um espaço, pinte-o com uma tinta lavável e libere os rabiscos apenas nesse lugar. Porém, se você não se incomoda com rabiscos nas paredes da casa inteira, libere geral.

cantinho do desenho

b) Arranje uma mesa (encape-a se não quiser sujeira), uma série de folhas de papéis coloridos, potes ou caixas para vários tipos de lápis (de cor, giz de cera grossos e outros) para que sua criança se divirta.


3- ACOMPANHE O DESENVOLVIMENTO GRÁFICO DE SEU(S) FILHO(S).

Após o uso dos lápis (ou similares) fica mais fácil acompanhar o desenvolvimento gráfico de seu filho, ou seja, falamos das etapas que seu filho deve percorrer e que você pode observar para saber se tudo está bem com seu filho(a). E você pode verificar isso, de acordo com a forma como ele “desenha”.

O desenho infantil é importantíssimo. É ele quem precede e quem prepara a criança para a escrita e, consequentemente, para a leitura. Esse desenho ocorre por meio de fases de maturação (prontidão) que envolvem as funções cerebrais superiores.

1ª fase – AS GARATUJAS DESORDENADAS


A fase das garatujas é mais conhecida como a “FASE DOS RABISCOS”.  Pode-se observar o desenvolvimento por dois fatores importantíssimos: a) a pega do objeto usado para fazer as marcas e b) a evolução dos rabiscos. Ocorre após os 18 meses.


A criança segura o lápis com a mão toda. Nesta etapa, a criança: a) pouco olha para o que está fazendo; b) os movimentos são mais instintivos que voluntários; c) não há uma intenção definida em reproduzir um objeto, mas reproduzir os movimentos nas poças d’água.  Por isso, são chamadas de “desordenadas”.

GARATUJA ORDENADA 

 Por volta dos 2 anos as garatujas começam a se ordenar. É a chamada "GARATUJA ORDENADA" e ocorre quando quando os movimentos de vai e vem seguem sempre a mesma direção.
Próximo aos 2 anos ou pouco depois dessa idade, que as garatujas ou rabiscos começam a se modificar.  Embora os rabiscos sejam como na fase anterior, aparecem rabiscos em duas outras posições: para cima e para baixo. 
A princípio, as novas posições parecem casuais. Mas aos pouco vão se intensificando seja na quantidade, seja na qualidade desses rabiscos.



3ª fase – GARATUJAS NOMEADAS OU NOMINADAS

Entre os 2 anos e 2 e meio anos de idade, a criança rabisca alguma coisa e diz que está escrito o nome do pai, da mãe, da avó, de algum objeto que ela goste, um animal ou outra coisa qualquer. Embora seja imitação do que ela observa e percebe quando vê outra pessoa escrevendo, é também um avanço significativo, porque passa a fazer uso do “FREIO INIBITÓRIO”, quando ela rabisca, suspende o pulso e rabisca mais adiante. O uso desse freio faz parte do desenvolvimento motor que treina e prepara a criança para novas conquistas gráficas.

A partir dos 2 anos e meio até mais ou menos 3 anos, podemos perceber algumas manifestações gráficas importantes: 

a) os movimentos circulares. Devo lembrar que são tentativas e que não são círculos perfeitos. 


b) mais próximo dos 3 anos, tem início o traçado de formas quadradas. Como na fase anterior, também não são perfeitos. Em meio aos círculos, aparecem formas que se assemelham a quadrados.



terça-feira, 16 de julho de 2019

Conversa de adultos 4 - EDUCAÇÃO FAMILIAR


DE 1 ANO A 1 ANO E 6 MESES

As crianças desta idade já conseguem andar sozinhas. Mas ainda não é um andar totalmente em equilíbrio. Para melhorar o equilíbrio é preciso oferecer-lhes brinquedos que podem ser puxados ou empurrados, como por exemplo, carrinhos a serem puxados por um barbante ou outro fio ou empurrados.


Podem querer voltar-se rapidamente e cair. Normalmente, a criança se levanta rapidamente e sem choro. Por isso, não há necessidade de fazer grande alarde. Ao contrário, estimule-a a se levantar. Porém, se perceber que foi algo mais sério, acudir sem gritos e reclamações. Enquanto tentam ficar em pé, agarram-se em qualquer coisa, portanto, cuidado com toalhas de mesa cujas sobras pendem dela. Ao agarrar para voltar a ficar em pé podem puxar uma das pontas e levar ao chão tudo o que estiver sobre ela.

As crianças desta idade adoram imitar os outros. Ela vê as pessoas da casa mexendo em vários objetos e ela quer fazer o mesmo. Portanto, é o momento de aprender o significado da palavra “NÃO”. Se não quiser que a criança pegue algum objeto, diga firme esse “NÃO”.

Mas creiam, não será da primeira vez que ela te obedecerá. Serão necessárias muitas vezes, até que ela compreenda que “NÃO = A NÃO PODE”. E se você disser não para alguma coisa, esse “NÃO” deverá valer para sempre. Se você diz NÃO hoje e amanhã disser SIM, a criança não aprenderá nunca.Outra coisa, os pais costumam retirar tudo da frente da criança para que ela não mexa. As crianças precisam, desde  pequenas, a aprender que não devem mexer em nada.



Você pode oferecer a elas, brinquedos coloridos que podem ser puxados por meio de um barbante ou que possam ser empurrados, como por exemplo: carrinhos. Podem ser dados ainda, papel e giz de cera (atóxico)  e bem grossos para que rabisque, começando a estimular a coordenação motora. Ou ainda, por volta de 1 ano e 4 meses, oferecer 3 ou 4 caixas de tamanhos diferentes para que empilhe ou coloque uma dentro da outra, ajudando a desenvolver a compreensão.

DE 1 ANO E 6 MESES A 2 ANOS

                                   
Com essa idade, as crianças já estão mais desenvolvidas e com maior habilidade. Elas já são capazes de folhear revistas velhas e livros de história. Permita que rasguem as folhas de revistas velhas para estimular a coordenação motora das mãos.


Ensine-a a nomear as partes do corpo. Aponte e vá nomeando, uma a uma. Com isto, você desperta a “consciência corporal”. Tem músicas curtas que podem ajudar bastante. É importante também que você estimule o ato de apontar, ou seja, esticar o indicador enquanto os outros se mantém flexionados.


Uma outra brincadeira que toda criança gosta é brincar com bola. Estimule sua criança a chutar. Isto estimula a agilidade das pernas.


2 AOS 3 ANOS

É esperado que nesta idade seu filho já saiba correr. Leve-o a um parque ou no próprio quintal de casa e incentive-o a brincar de pega-pega, esconde-esconde, a dar pulos, a ficar num só pé. Estas atividades ajudam muito na conquista do equilíbrio.
Na hora do banho, entregue a ele (a) a bucha para que esfregue o corpo, pernas e braços, desenvolvendo novas sensações corporais, fazer o movimento de sobe e desce, com uma buchinha macia ou o próprio sabonete.

Uma brincadeira que toda criança gosta e ajuda o senso de direção e fortalece a musculatura das pernas é o triciclo. No início, permita que os pés toquem o chão. Aos poucos, vá ensinando a pedalar, porque os movimentos não são simultâneos como foram até agora. Algumas crianças podem ter dificuldade no início.


Outras brincadeiras que adoram é brincar com argila, massa de modelar e tinta guache. Essas atividades ajudam a controlar a força nas pontas dos dedos, nos movimentos dos punhos e das mãos.


Leia ou conte histórias mostrando as figuras para ela. Enquanto conta, mostre as figuras e nomeie os personagens que a cena contém. Depois, peça que ela mostre ou aponte uma determinada figura da história, como por exemplo, tomando a história do “Chapeuzinho Vermelho”, peça que mostre a menina na floresta, ou a figura em que a menina encontra o lobo, a vovó, etc. Existem várias histórias que podem ser trabalhadas nesta etapa. Inclusive os livros de pano, que são fantásticos e bastante sensoriais.

livro de pano