segunda-feira, 30 de abril de 2018

PARALISIA CEREBRAL E OS JOGOS DE RACIOCÍNIO

Olá pessoal e  desculpem-me o atraso nas postagens. Estava complicado por aqui.


Nem todas as pessoas com Paralisia Cerebral apresentam deficiência Intelectual, mas podem ter um atraso cognitivo devido a considerá-los como incapazes ou por os terem educado com superproteção. É o caso deste jovenzinho que apresenta apenas atraso cognitivo por ambas as razões.

Depois de me mostrar que podia aprender, que podia criar e contar histórias e que percebi que, no caso dele, era apenas um atraso, o melhor seria diminuir esse atraso com alguns jogos de raciocínio. 

Além de avaliar, os jogos poderiam me trazer um conhecimento maior dele como pessoa. E a forma com que nos relacionamos com as perdas e ganhos no jogo e as atitudes dela enquanto joga nos traz esse conhecimento.

Esta foto é anterior ao jogo do quadrado enquanto aprendia e identificava os triângulos. Nesta foto, mostra a identificação da figura que não triangulo, num trabalho anterior ao jogo.



O primeiro jogos de raciocínio (e já postado aqui anteriormente) foi a montagem de um quadrado com dois triângulos. Quem não se lembra destas imagens?

Na época, a postagem teve vários compartilhamentos.


Mais tarde, trabalhamos a colagem de barbante. O trabalho tinha como objetivo fazê-lo seguir a linha colocando um pedaço de barbante. 


Logo após, propus o jogo. Usando um barbante bem comprido e uma folha em branco, ele deveria colar o barbante todo na folha. Ele pensou um pouco. Olhou para o barbante, depois para a folha... e deslizando o barbante sobre a folha. 

Quando terminou, perguntei se era daquele jeito que ele queria. Me olhou assustado, sem compreender o que eu queria. Então perguntei: Você gostou do resultado? Era assim mesmo que você quer que fique ou prefere mudar?


Ele recolheu o barbante, apertou (formando um embolado) e colocou sobre o papel. Refiz as mesmas perguntas e ele mudou novamente. Após algumas tentativas, optou por deixar esta forma.


numa outra ocasião, depois de termos trabalhado matemática e um pouco de alfabetização, propus um novo jogo de raciocínio. Desta vez um Sudoku com figuras. Apesar de ser um jogo de raciocínio é também um jogo de observação. Este jogo que também já foi mostrado neste blog e ensinei como fazer outros.

O jovem em questão apresenta uma dificuldade: a baixa visão e durante os trabalhos com a alfabetização e com a matemática surgiu a observação de uma outra dificuldade: a de olhar na horizontal e na vertical ao mesmo tempo. E nada melhor do que o Sudoku para trabalhar isso.



O Sudoku é um jogo chinês que consiste em completar um quadrado com números de 1 a 9 sem que se repita na mesma linha e na mesma coluna. Não é um jogo fácil. Para ensinar as crianças apresenta-se nesta versão com figuras conhecidas por elas ou outras que se pode montar a partir do que se quer trabalhar ou do interesse e preferencia das crianças.

Trabalha-se este jogo por etapas. primeiro, colocando as figuras sem que se repitam na linha horizontal. Depois, na vertical. O terceiro passo na horizontal e vertical e por fim, no quadrado.

Como estava querendo trabalhar a visão vertical e horizontal ao mesmo tempo e pelas condições que ele já apresentava, decidi iniciar pelo terceiro passo. 

Mas o mais impressionante, pelo menos para mim, foi o Jogo da Velha. Este é um jogo de raciocínio  porque envolve a atenção, a observação das jogadas do parceiro e de estratégias de jogo. Além disso, é também um trabalho de coordenação motora de preensão e de encaixe.

Primeiro, mostrei como devia fazer, falei das regras (que também envolviam o olhar na horizontal e na vertical como no Sudoku) e o olhar nas diagonais, algo novo para ele. Disse-lhe ainda que neste jogo não iria facilitar as coisas, porque regras são regras e devem ser obedecidas.

Trabalhando especificamente a preensão.

Dadas todas as explicações, partimos para o jogo de verdade. Jogamos 4 partidas e ele ganhou três delas.  Não facilitei em nada, mas confesso que me distraí observando suas jogadas. Sorte de principiante! kkkkk

Na foto, um erro bobo que cometi.

sábado, 7 de abril de 2018

FAZENDO ARTE IV


Olá, pessoal!

Hoje trouxe para vocês, uma atividade de TECELAGEM feita com papel, que foi aplicada ao garoto com Paralisia Cerebral, mas que pode ser aplicado a deficientes intelectuais, de todas as síndromes e idades, assim como para os não deficientes.  Evidentemente, respeitadas as dificuldades de cada um.

PREPARO

Ao preparar a atividade, recota-se um retângulo de papel colorido (qualquer papel) que servirá de base para a tecelagem. Deixa-se o espaço de uma régua na borda superior e passe um traço com lápis. Dobre a folha de base ao meio e risque formando tiras na vertical da largura de uma régua a partir do traço, deixando sempre uma borda lateral (que não precisa ser larga). Recortam-se nessas linhas  até embaixo, mas sem ultrapassar linha da borda superior.

Em outra folha, com colorido contrastante, recorte várias tiras da mesma largura da régua e recorte. Nas primeiras vezes, use apenas duas cores: a da base e a das tiras. 


Ao iniciar a tecelagem, levante uma tira sim e outra não da base até o final. A criança coloca a tira colorida, cola apenas as bordas e abaixa as tiras levantadas. Na segunda carreira, levantam-se as tiras da base que ficaram por baixo, coloca a tira colorida, cola as pontas e abaixam-se as tiras. Repete-se assim até o final do trabalho.

ACABAMENTO

Caso tenham ficado rebarbas ou tiras para fora das bordas é só dar uma aparadinha e pronto. Esse trabalho pode ser colado no caderno do aluno ou numa outra folha como a de sulfite por exemplo, dependendo do objetivo que se tem, como por exemplo, expô-lo num quadro de atividades.





Trabalha-se mais algumas vezes com essas medidas mais largas das tiras, até que entenda bem o procedimento. Quando se percebe que já entendeu, começa-se a diminuir a largura das tiras (0,5 cm) de cada vez, até ficarem com 1 cm.

Mais tarde, pode-se começar a trabalhar a PADRONAGEM. Já pode usar duas cores, uma tira larga e outra estreita (como foi feito nesta foto) ou duas estreitas de cores diferentes e uma larga, ou levantando duas tiras para as finas como vocês desejarem. 


Esta atividade trabalha a atenção e a concentração, a observação, a criatividade (quando fizerem sozinhos), a coordenação motora e a preensão, as diferentes texturas dos papéis (lisos, ásperos, enrugados etc), a paciência e a persistência. Depois de verem o trabalho realizado, sentem-se mais capazes e confiantes porque todo trabalho artístico melhora a autoestima e a autoconfiança.

Então, mãos á obra!

quarta-feira, 21 de março de 2018

PARALISIA CEREBRAL E OS JOGOS DE ENCAIXE

Olá, pessoal.

Para quem tem problemas motores estes jogos não são fáceis, mas não são impossíveis de realizar. Difícil porque os espasmos tiram do lugar. ,as com um pouco de paciência, eles conseguem.

Começo sempre com esta torre. Não importa se colocam ou não na sequência correta. O objetivo é encaixar as peças no pino.


Depois de algumas torres montadas dessa maneira, passo para o jogo seguinte. Um jogo de LEGO.

 
Depois deste jogo, mostro outro. É um LEGO também, mas diferente. Com ele, podemos montar trens, carros, caminhões. E um jogo muito legal e que eles se divertem bastante porque podem brincar com eles.



Até aqui trabalha-se a preensão, a coordenação motora tanto da mão ativa como da mão inativa (fazendo com que se lembre de essa mão existe e pode ajudar a segurar as peças). Na parte sensorial, cada jogo tem suas texturas, ora mais lisos, ora mais ásperos, umas com pinos e saliências e outras sem. E a criatividade de cada um.

Já nos jogos seguintes, além destes, existem outros objetivos, como lidar com peças pequenas ou grandes, rotação de pulso, movimento dos dedos para tirar e repor as peças nos devidos lugares.

São jogos alternativos, feitos com junções de PVC que consegui numa loja de materiais para construção. Para ficarem mais chamativos e coloridos coloquei em algumas partes um pedaço de durex colorido. O jogo consiste em tirar a peça encaixada num pino de rosca e depois recolocá-la no lugar.





Neste, o pino é largo e com muitas voltas na rosca. No próximo, as roscas são menores, mas com tamanhos diferentes. Portanto, mais complexo que o anterior. Ao mexer com este jogo, o jogador precisa descobrir que peça deve ser encaixada em cada lugar. Portanto, é preciso observar, experimentar e descobrir. E podem desenvolver a criatividade montando de um jeito diferente em cada jogada.

E vejam como ele montou.


Todos estes jogos podem ser aplicados também com pessoas com ou sem deficiência intelectual e de qualquer síndrome. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

PARALISIA CEREBRAL E JOGOS DE OBSERVAÇÃO

OLÁ, PESSOAL! 

Os jogos de observação, como o nome diz, trabalha a observação de detalhes realizada pela visão. Normal para quem não tem problemas, mas muito difícil para quem tem baixa visão ou problemas de figura e fundo como acontece com alguns PCs.

Por isso começo com jogos bem fáceis e vou, aos poucos, aumentando as dificuldades. Dessa maneira, trabalho com um jogo que costumo trabalhar para ensinar as noções de "DENTRO E FORA". Trata-se de um desenho de um liquidificador grande, desenhado numa folha de papel sulfite e colada numa base de papelão. As peças (também desenhadas)  possuem frutas e alguns legumes (que podem servir para fazer suco) e outras peças que não podem ser moídas pelo liquidificador (como parafusos, machado, bolinhas de gude, faca etc)

O jogo consiste em colocar as peças corretas no copo do liquidificador e deixando as outras fora dele.


O segundo jogo, já mostrado em outra ocasião é um quebra-cabeça com apoio visual. Embaixo tem um desenho qualquer e peças soltas que colorem o desenho. A montagem exige que cada peça seja colocada em um lugar certo. A observação da forma da figura a ser colocada e a observação do espaço ajudam a desenvolver a noção de detalhe.


Outro quebra-cabeça é o de uma cena pintada com lápis ou tinta, deixando a figura em branco ou com alguns detalhes pequenos. A figura, também colorida, é recortada em partes. E a criança deve descobrir onde colar cada parte da figura.



O terceiro jogo é formado por uma figura qualquer recortada em formas geométrica. Na folha, traça-se uma moldura e cola-se a parte central da figura que terá uma forma desejada (quadrado, retângulo ou círculo). Dessa forma, partem as divisões da figura que deve ter formas variadas e irregulares. Cabe ao jogador descobrir as peças que formam a figura.


O quarto jogo é um quebra-cabeça com poucas peças (4 ou 5) dependendo da idade do jogador. Neste caso, mostra-se a figura completa, desmancha-se e entrega-se ao jogador para que  possa montar sozinho.


O último jogo desta postagem é um SUDOKU, um jogo chinês. Este é um jogo inicial para aprendizado do jogo.É um jogo mais difícil porque o jogador precisa ter a noção de linha e de coluna para jogá-lo. Este jogo já foi apresentado aqui, inclusive ensinando como fazê-lo.

O jogo consiste em um tabuleiro com 4 linhas, 4 colunas e 4 figuras repetidas 4 vezes cada uma. 

Como jogar: O jogador coloca na primeira linha 4 figuras sem repetir.Na segunda linha, coloca outras 4 (semelhantes às primeiras), mas não pode repetir a mesma figura na mesma coluna.E repete na 3ª e na 4ª linhas e sem repeti-las nas colunas seguintes.


Caso erre, espere terminar o jogo e peça que verifique se tudo está correto. Caso não consiga de forma alguma descobrir o erro, mostre cada linha e peça nova conferência.

Estes jogos servem tanto para PCs como para Deficientes Intelectuais de qualquer síndrome.

sexta-feira, 2 de março de 2018

PARALISIA CEREBRAL E JOGOS DE CONSTRUÇÃO


Muita gente pensa que as pessoas com Paralisia Cerebral não podem brincar ou jogar. Mas, novamente, estão enganados. Eles podem e devem ser estimulados a realizar todas as atividades possíveis de acordo com suas possibilidades. E desde muito cedo.

O PC em questão já é um jovem. E um jovem que não foi estimulado a realizar qualquer atividade. No início, repetia o que eu mostrava.

 



Depois, aos poucos, fui mostrando a ele outros jogos. Mostrava como fazer, desmanchava e deixava que fizesse sozinho.

 


E o brilho de seus olhos valeu a espera. Brincou bastante com o "trenzinho" que montou. De repente, sentiu-se sem graça, como se fosse coisa de criança e não quis mais brincar. Respeitei esse momento. Dei um tempo, e no final do atendimento conversamos sobre o assunto. No final, sentia-se feliz novamente.

Alguns atendimentos mais tarde apresentei outro jogo. Um jogo chamado "Engenheiro", que serve para construir casas, pontes, ou outra coisa qualquer.

No início, ficou meio atrapalhado com tantas peças. Montei uma casa simples. E como anteriormente, desmanchei tudo e deixei que ele fizesse. E ele fez. Porém, num espasmo, um pequeno toque destruiu o que tinha feito. 


Ele pensou em desistir, mas logo reiniciei outra e deixei que ele fizesse o restante. E o resultado está aqui.



O que se trabalhou com estes jogos? Muita coisa. Na Coordenação Motora Fina, a preensão, a delicadeza do gesto (apesar da hipertonia (musculatura rígida) e dos espasmos), o contato com texturas diferentes e o equilíbrio. 

Nos Conteúdos: uma revisão das formas geométricas simples e sua utilidade. Na arte, a sequencia de passos, a organização do trabalho final e o desenvolvimento da criatividade. 

Mas, o mais importante, não se vê, nem se pode mostrar: a melhora da autoestima e da auto-confiança, o prazer em apresentar o trabalho para a foto, para os pais e para este blog, com a certeza de que ele está ajudando outros professores e outros pais a fazerem o mesmo com outras crianças ou jovens que, tanto quanto ele, precisam disto.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

FAZENDO ARTE III

COLAGEM COM TEXTURA

Quando digo que entrego um trabalho semipronto é assim: 


Isto porque, as crianças ou jovens com Paralisia Cerebral ou Deficientes  Intelectuais quando chegam para atendimento, eles não têm a menor ideia do que devem fazer no sentido de arte. O máximo que conseguem é colar aleatoriamente. Por isso, é importante que conheçam o "fazer artístico" aos poucos. Nestes trabalhos conversamos e procuro mostrar que, o que está atrás e preciso ser feito primeiro.

Neste trabalho, o que vem em último plano é a copa da árvore porque está mais atrás, mais longe. Reparem que o telhado da casa amarela ficou em cima da copa da árvore. Então espalho todas as peças sobre a mesa e ele vai escolhendo  e testando o que vai em cada espaço vazio.  Também expliquei a questão da luz, ou seja, onde bate o sol fica mais claro. E aqui reparem que as partes claras dos telhados estão voltadas para o sol.

Em segundo plano, vem a estrutura das casas. Supondo que pegue o telhado primeiro, pergunto se ele já viu uma casa ser construída. Se sim, por ele mesmo já solta a peça errada e pega a correta. Se não, pergunto o que ele faria primeiro: o telhado ou as paredes das casas. Ele pega e cola.

Em primeiro plano, o telhado. Ele cola e termina o trabalho. Então conversamos de novo sobre a imagem desenvolvida. Por exemplo: se a imagem é do campo ou da cidade, se as casas são ricas ou pobres, se elas são confortáveis ou não, etc. Depois de tudo isso, pode-se trabalhar a produção de texto com esta imagem.

 

Assim, além da Coordenação Motora Fina, trabalha-se uma infinidade de coisas: conhecimentos novos, noção de mundo, conceitos de arte, estética e o próprio fazer artístico.

E aí você deve estar se perguntando: E a criatividade dele? Para quem foi sempre considerado incapaz, embora a tenha, não foi desenvolvida a contento. Por isso, é preciso começar por algum lugar.

Um outro trabalho muito gostoso de fazer é a colagem com palitos de fósforo. O desenho é feito integralmente. Aqui o objetivo é ensinar a noção de contorno, coisa que tem muita dificuldade em entender o que seja. Como ele tem muita dificuldade motora, eu passo cola e ele cola os palitos.



Depois de pronto o trabalho, voltamos a conversar. Desta vez, trabalhando a imaginação. Pergunto onde essa casa fica, quem mora nela, se tem vizinhos por perto, como ela é por dentro (que cômodos ela tem) etc de acordo com as resposta. Depois, com todas essas informações, ele pode criar um texto oral, que eu escrevo porque ele não tem condições pelo menos por enquanto.

Nestas outras atividades, o objetivo é a resolução de problemas. Mas também trabalha-se o contorno.  Primeiro faço um risco qualquer numa folha. Corto um pedaço longo de barbante ou outro fio grosso qualquer e entrego a ele, pedindo que o cole sobre a linha. E, por conta de sua dificuldade, eu passo a cola e ele põe o fio.


Uma outra atividade que vem na sequencia  e com o mesmo objetivo da atividade anterior, a proposta é diferente. Entrego a folha e o fio (1,5 a 2 m) e peço para que o coloque inteiro sobre o papel e sem deixar sair para fora.

Ele demorou muito pensando em como resolver a questão. Pôs o fio esticado de várias formas possíveis, mas em todas, ficavam partes de fio para fora. Esticou novamente na vertical (e para isso teve que esticar o braço para o alto = exercício motor) e nada. Em determinado momento, já querendo desistir de tentar, enrolou o fio sendo ajudado pelo próprio corpo. Depois de enrolado, colocou sobre a folha. E eis o resultado:


continua na próxima postagem com outras atividades.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

FAZENDO ARTE II

RECORTE COM AS MÃOS

Esta é uma atividade difícil para quem tem problemas motores  Isto porque exige que as duas mãos trabalhem em conjunto, mas em sentido contrário. Mas não é impossível de ser feita. 

A tendencia é que puxem o papel até que ele se parta. Mas com jeito, muita vezes pegando na mão do aprendiz, ele entende o que deve ser feito e realiza a atividade. 

 




RECORTE COM TESOURA

Depois de trabalhar bastante deste jeito para adquirir habilidade, pode-se passar para o uso de instrumento, ou seja, da tesoura.

O primeiro passo é cortar aleatoriamente para aprender a usar a tesoura. Repete-se até que domine esse instrumento.

O segundo passo, é o recorte de linhas retas. Para isso, traça-se linhas num folha. Assim:

A partir deste momento, podemos ir complicando aos poucos. Como este, por exemplo:



Aguarde mais novidades.