terça-feira, 16 de outubro de 2018

CAUSAS DO AUTISMO

Muito se tem estudado o autismo com o objetivo de determinar suas causas. No entanto, ainda pouco se sabe. O que se suspeita é que vários fatores podem influenciar com maior ou menor força para que o autismo aconteça.

DNA

O FATOR GENÉTICO é um dos prováveis. O fator genético, hereditário ou não, pode causar algumas anomalias como a deficiência intelectual e a anormalidade cognitiva. Observa-se que, os autistas apresentam cérebros maiores e mais pesados fazendo com que as conexões nervosas entre as células cerebrais funcionem de forma irregular ou deficiente.


O FATOR AMBIENTAL é outro fator bastante estudado. Acredita-se que certos vírus, contraídos pelas mães durante a gestação, principalmente na primeira quinzena quando o cérebro do bebê está se formando ou a ingestão de alimentos contaminados por algumas substâncias tóxicas (como o chumbo e o mercúrio) possam ter efeito no desenvolvimento do autismo. Tanto os vírus como as substâncias tóxicas podem criar anormalidades cromossômicas como o desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16. Podem ser considerados como fatores ambientais: o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou no momento do parto.

Outro fator que vem sendo estudado são as ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS do organismo, caracterizado pelo excesso de serotonina no sangue dos autistas. Neste fator ainda inclui algumas vacinas e o excesso de ácido fólico tomado para reposição do organismo materno, durante a gravidez. No entanto ainda não existem conclusões definitivas e mais pesquisas estão em andamento para comprovar ou eliminar esta hipótese.

COMO RECONHECER UM AUTISTA?

Reconhecer um autista depende em primeiro lugar da OBSERVAÇÃO dos pais ou de parentes próximos. É importante observar porque a criança para de fazer o vinha fazendo e adota uma postura de indiferença.

 
                                             antes                      e                   depois

São as COMPARAÇÕES ENTRE O ANTES E O DEPOIS que determina se há ou não alguma irregularidade. Se antes ela sorria e depois deixa de sorrir sem um motivo aparente; se ela desvia o olhar quando antes era comum ela manter o olhar; se ela evita estar junto com as pessoas e agora ela se afasta sem que nada ou ninguém tenha provocado esse isolamento; se antes era notório que ela ficava alegre com a chegada de alguém e agora ela fica impassível; se antes ela brincava de fazer caretas e agora não faz mais; e por fim, se aparecem movimentos estranhos, repetitivos, desconexos com a realidade dela e se antes não tinha, provavelmente há algo errado com ela.


Os autistas logo de início apresentam DIFICULDADES DE INTERAÇÃO com as pessoas (independe da idade e do sexo dessas pessoas). Quando se fala de interação, fala-se dos gestos, dos contatos visuais, da expressão facial, da dificuldade em fazer amigos.
Os autistas apresentam PREJUÍZO NAS COMUNICAÇÕES. Suponha que a criança estava começando a falar, a pedir coisas, a reclamar com choro por algo que lhe aconteceu de fato e de repente, não faz mais. Olha, olha e não diz nada ou não lembra como deve dizer, Se conversa e não mantém a conversação de modo coerente, ou se repete tudo o que você diz a ela e isso passa a ser uma ação corriqueira, é DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO. Se ela se machuca e costumava chorar, e agora fica impassível diante do mesmo fato, ou se ficava brava quando lhe tiravam seu brinquedo favorito e agora fica indiferente, é DIFICULDADE DE EXPRESSAR SENTIMENTOS.

Os autistas, na maioria deles, assume alterações de comportamento. Por exemplo: se ela gostava de brincar com um carrinho vermelho, e de repente e sem motivo, não brinca mais. Se brincava de faz de conta e agora não sabe brincar, se estava brincando com o tal carrinho sobre um móvel e o carrinho cai no chão e ele não o procura para continuar a brincadeira; se aparecem manias como: chacoalhar as mãos; ficar olhando para objetos com movimentos rotatórios com grande interesse por horas; se fica muito irritado e incomodado com luz forte ou com um som alto e forte; ou outros de forma que causem estranheza e chamam a atenção, configuram-se como ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO.

Se um ou mais destes sintomas permanecerem por mais de dois ou três meses, procure um médico. Com certeza, há algo de errado com essa criança. Nenhum destes sintomas aparecem todos de um dia para outro. Portanto, quando se observa o comportamento de uma criança, é preciso anotar o dia e o resumo do fato e dizê-los ao médico ao consultá-lo.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA?


Há algum tempo atrás falamos sobre os vários tipos de deficiências intelectuais. No entanto, faltou um transtorno a ser dito: o do Transtorno do Espectro Autista. Não porque não quiséssemos falar dele, mas porque outros assuntos se tornaram prioridades no momento. Mas agora chegou a oportunidade.


QUE TRANSTORNO É ESSE?

O transtorno do espectro autista (mais conhecido como “autismo”) é uma disfunção do desenvolvimento humano. Inicia na infância (até os 3 anos de idade) e se caracteriza por haver um déficit na comunicação, nas interações sociais e no comportamento.


Na maioria dos casos, a criança nasce bem e começa a se desenvolver normalmente. De repente, a criança deixa de se comunicar e interagir com as pessoas ao seu redor. Seu comportamento muda: fica mais quieta, parece absorta. Deixa de atender ou se virar quando é chamada, perde o interesse por coisas que antes a deixava ativa, restringe as atividades e passa a usar movimentos repetitivos. Para uns, esta mudança ocorre entre um ano a dois de idade é mais difíceis de ser observado ou de ser diagnosticado. Para outros, entre os dois e três anos.

Muitos autistas podem apresentar problemas de fala (uns falam e outros não), dificuldade em expressar seus pensamentos e/ou sentimentos, sentir mal-estar por se ver cercado por outras pessoas (crianças ou adultos), ter dificuldade em olhar nos olhos das pessoas e apresentar movimentos estranhos e incomuns constantes e repetitivos.

Há outros comportamentos que são mais variados e dependem de cada criança. Por exemplo, gostar de ficar observando objetos que fazem movimentos giratórios, gostar de todo tipo de animais, inclusive dos peçonhentos, sentir pavor de vegetais como folhas e todas as espécies de plantas, de subir ou descer escadas, sentir-se mal com ruídos fortes e entre outros. 


Em contrapartida, outros encontram uma enorme facilidade para memorizar números, palavras, marcas de carros ou qualquer outra coisa. Porém, todas estas habilidades são bastante estranhas e incomuns, em comparação com outras crianças da mesma idade.


Normalmente, as pessoas acreditam ou pensam que os autistas não estabelecem vínculos afetivos duradouros com pessoas, mas fazem sim. Só que não são com todas as pessoas, mas com aquelas que eles se sentem bem, se sentem respeitados, que deixam eles serem mais independentes do que aqueles que querem que sigam as regras convencionais. Mas principalmente em quem lhes inspiram confiança. Exemplifico. Não adianta querer que os autistas fiquem sentados na sala de aula, prestando atenção e fazendo as tarefas. Eles até podem ficar por alguns minutos, mas logo precisam levantar ou sair da sala, dar uma caminhada. Depois voltam, fazem alguma coisa e tornam a sair.

O grau de afetividade dos autistas é considerado satisfatório. E para isso, precisam ser estimulados e orientados desde a descoberta do autismo. Porém, do mesmo jeito que se apegam, o esquecimento também é rápido.

Os autistas pré-adolescentes ou adolescentes manifestam interesse pela sexualidade devido aos hormônios e as mudanças corporais da mesma forma que ocorre com os não autistas, porque a biologia corporal segue seu curso, independente do fato de serem autistas. É preciso ensinar como flertar, paquerar e namorar. Explicar sobre o namoro, casamento, família e filhos e as implicações que essas coisas trazem para o casal, como por exemplo, a vida do casal, momento de terem filhos, custos, aleitamento, mudanças corporais durante a gravidez, comportamento dos pais etc. 

Todos nós passamos por isso. E nossos pais ou alguém de confiança nos dá ou deu essas explicações. Se não temos ninguém por perto, podemos pesquisar num livro ou na Internet para obtermos uma resposta. Com os autistas é diferente, por terem mentes mais literais e concretas. É preciso que essas explicações sejam dadas por alguém em quem eles confiem muito (geralmente, os pais). E do seu jeitinho de serem, vão assimilando aos poucos e superando o problema.

Desses conhecimentos é que surgem: o amadurecimento emocional e a autoestima. O amadurecimento emocional é essencial para um relacionamento duradouro tanto para os autistas como para os não autistas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A FEBRE AMARELA


No ano passado ficamos inquietos com a possibilidade de contrairmos essa doença. Boa parte da população foi vacinada, porém outra parcela, não se vacinou. É verdade que a imunização começou nas áreas próximas às matas que circundam a cidade e o próprio Governo pediu que, as pessoas das regiões mais urbanas, esperassem um pouco mais, para evitar as enormes filas que se formavam nos postos de saúde. Mas é verdade também que, depois dessas áreas, a imunização foi e continua aberta para aqueles que não foram imunizados. E a partir deste ponto, a responsabilidade é inteiramente nossa. É a esta parcela que de pessoas a quem me dirijo, neste momento.

Estamos na primavera e é hora e tempo de ficarmos protegidos dessa doença. Logo virá o verão e as coisas se complicam. O tempo fica mais quente, as chuvas são mais intensas e os mosquitos se proliferam com mais rapidez.

Este ano já houve casos de contaminação de febre amarela em nosso Estado e contraídas aqui. Não foram pessoas que viajaram para regiões onde a incidência e maior e lá, contraíram a febre amarela. Os casos registrados são de pessoas que contraíram AQUI MESMO NA CIDADE, sinal que o vírus ainda circula por aqui.

Vírus da febre amarela

A febre amarela é uma doença causada por um vírus. Os sintomas são dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e febre alta que dura em média três dias. Em alguns pacientes, o vírus ataca o fígado causando complicações hepáticas que deixam as pessoas com um tom amarelado na pele, razão pela qual recebeu o nome de “febre amarela”.


Embora os sintomas durem apenas 3 dias, não se deve confiar. É preciso procurar um médico logo nos primeiros sintomas, porque a febre amarela pode levar a pessoa ao óbito, caso não seja diagnosticada em tempo. Segundo o Ministério da Saúde, 30% das pessoas que contraem a doença morrem porque esperaram muito tempo e houve sérias complicações.

A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa. Por isso, uma pessoa de sua casa pode ter essa doença e as demais não a terem.

mosquito sabethes picando alguém


Quando o mosquito vai em busca de alimento (sangue humano ou de um animal) ele pica e deixa lá o vírus. A picada causa uma pequena irritação na pele e provoca uma “coceira”. Instintivamente, coçamos. Porém, ao fazermos isso, machucamos a nossa pele e abrimos uma porta para o vírus entrar. Esse vírus é tão pequeno que não podemos vê-lo.
mosquito haemagogus

                            mosquito sabethes                         

Uma outra coisa importante é que, nas matas, os mosquitos responsáveis pela transmissão da febre amarela são os mosquitos silvestres “HAEMAGOGUS” e o “SABETHES”, que costumam picar uma certa espécie de macaco. O macaco fica doente e morre, mas NÃO TRANSMITE a febre amarela nem para outros macacos, nem para os humanos.

As mortes desses macacos na  natureza SERVEM DE AVISO, isto é, alertam os agentes de saúde de que o vírus da febre amarela está circulando por ali. O que quero deixar claro é que os macacos são tão vítimas quanto os humanos. Por isso, NÃO DEVEM SER MORTOS, porque nossa fauna e nós (humanos) precisamos deles. E se queremos eliminar alguém, é o mosquito.

mosquito "aedes aegypti"

Já nas áreas urbanas, a contaminação é feita pelo mosquito “aedes aegypti”, o mesmo mosquito que transmite a dengue, a chicungunya e a zika. Isto porque, o vírus da febre amarela provocado pelos mosquitos “haemagogus” e “sabethes chegou nas matas que circundam as cidades.

O mosquito “aedes aegypti” pica um macaco contaminado e vai espalhando a doença em animais e em humanos. Isto porque o vírus se hospedou no mosquito “aedes aegypti”, contaminando-o. Ao procurar alimento (sangue humano) vai contaminando as pessoas.

Lembrem-se que esses mosquitos não trazem uma placa avisando que estão hospedando o vírus indiscriminadamente, principalmente, no verão. Por isso, as únicas formas de nos livrar desse mosquito ´são: eliminar o mosquito e a vacinação.

vacina da febre amarela

A vacinação é muito bem aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E pode ser feita de duas maneiras: a) tomando a dose padrão-integral; b) tomando a dose-fracionada. Ambas fazem a imunização. A primeira toma-se apenas 1 dose. A segunda, fracionada tem validade de 8 anos e exige a segunda dose para imunizar totalmente.

O ministério da saúde explica que a dose fracionada foi aderida para imunizar rapidamente a maioria da população (ou seja, 21 milhões de pessoas) para evitar uma epidemia, para deixar a dose integral para as pessoas que tinham viagem marcada para lugares onde a incidência da doença era maior ou para pessoas cujo destino era fora do país. Esta vacina não causa reação na maioria das pessoas. Para algumas, apenas o surgimento de uma febre que passa logo.

Podem tomar a vacina todas as pessoas saudáveis a partir dos 9 meses de idade. Crianças com doenças graves só podem tomar a vacina após os 2 anos de idade.

Os idosos e pessoas com doenças imunológicas ou com alterações hematológicas NÃO PODEM tomar a vacina, por isso, precisam adotar outros tipos de prevenção. Para se proteger da febre amarela sem a vacina devemos cuidar das águas paradas em casa e do uso de repelentes.

Quem já tomou a dose-integral há 10 anos ou mais, não precisa tomar a segunda dose.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

HPV? O que é isso?

HPV é a sigla inglesa do vírus “papiloma humano”, uma das vacinas que está sendo negligenciada por muitos pais. Um vírus que atinge a pele e as mucosas do útero formando verrugas ou lesões que podem dar origem ao câncer de colo de útero, pênis, garganta, ânus ou em outras partes do corpo também.

vírus papiloma humano

O que sabe sobre esse vírus é ele tem mais de 200 tipos e, apenas 150 tipos foram identificados. Dos tipos identificados, 14 tipos podem causar lesões que se transformam em câncer.

lesões do papiloma

Esse vírus é considerado uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) por ter uma infestação nas primeiras práticas sexuais. Estatisticamente, entre 80 a 90% da população já entrou em contato com o vírus HPV em algum momento da vida, mesmo que não tenham tido sintomas ou desenvolvido lesões.  Embora a maioria tenha se livrado do vírus e dos seus efeitos espontaneamente, 10% não consegue se livrar dele e vê suas lesões transformar-se em “CÂNCER”.

Você poderá estar pensando que 10% e pouco.  Porém, se considerarmos a população mundial que é de quase 7,5 bilhões de pessoas, 10% corresponde a 750 milhões de pessoas. Um número bastante significativo, não acham?

A transmissão do vírus papiloma humano se dá pelo contato da pele com pele nas relações sexuais. E como as práticas sexuais estão começando cada vez mais cedo do que em tempos atrás, rapazes e moças podem entrar em contato com papiloma humano mais cedo do que em outras épocas.

Toda verruga que aparece no corpo é preocupante e incômoda. Porém, quando elas aparecem nas áreas genitais de rapazes e moças (porque o vírus não tem preferência com relação ao sexo que irá infectar) é ainda mais preocupante e incomodo, porque pode ser causado pelo papiloma. Ou se aparecerem manchas brancas ou acastanhadas e que coçam muito, é preciso de um tratamento rápido.

                           
                            As verrugas (pontos escuros) no colo do útero, nas trompas e nos ovários

Nos rapazes, as verrugas de pênis ou manchas são logo observáveis, pois se localizam na parte externa do corpo. No entanto, nas mocinhas, nem sempre podem ser vistas porque elas ocorrem mais internamente, embora possam também aparecer na vulva ou nos lábios genitais. Outro lugar que não podem ser observadas é quando aparecem na garganta ou na parte interna do ânus. Nestes casos, só com os exames clínicos de colposcopia, vulvoscopia e peniscopia podem ser detectadas.


Para saber se as manchas ou as verrugas que surgem nas áreas genitais são ou não são cancerígenas, é preciso fazer outros exames: o PCR (sigla da Reação em Cadeias da Polimarese), um exame genético que investiga o tipo e a carga viral e o TCH (teste de captura híbrida) que detectam a presença do cãncer. São exames caros, cujo preço pode variar entre 700 a 1500 reais. E a resposta desses exames costumam sair em 5 dias.

Mas não é apenas pelas práticas sexuais que o vírus é transmitido de pessoa a pessoa, embora seja a forma mais comum. Correm risco de contaminação quando as pessoas costumam compartilhar roupas íntimas ou toalhas de banho de outras pessoas. Esta forma é rara, mas pode acontecer.

Uma outra forma é se relacionar sexualmente com uma pessoa que não sabe que está infectada. Mas como não saber?

Existem duas maneiras de uma pessoa não saber que tem o HPV: a) os sintomas só começam a aparecer de 2 a 8 meses após a contaminação; b) em algumas pessoas, o vírus fica “encubado” por até 20 anos. Isto significa que o vírus está no corpo, mas ele não produz os sintomas. Em ambos os casos, fica difícil da pessoa saber, não é mesmo?
                                                      transmissão vertical

A “transmissão vertical”, como é chamada quando a mãe passa o vírus para o filho no momento do parto, é uma outra forma de contaminação.

Para todas as pessoas que possuem uma atividade sexual ativa, o fator de risco de contrair HPV é muito grande. Principalmente, para as pessoas que começam precocemente a vida sexual, se relacionam sem proteção (não usam camisinhas), possuem múltiplos parceiros, não fazem exames de rotina, são imunodepressoras (que apresentam queda no sistema imunológico), as que apresentam outras DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), as que tem múltiplas gestações, usam contraceptivos orais de dosagens altas e por muito tempo, ter soro positivo do HIV (AIDs), ter herpes simples ou clamídia, fumantes e quem faz uso de drogas.


A complicação maior é não ligar e deixar que as lesões se transforme em câncer. Neste caso, os procedimentos serão outros. No mais, o HPV é tratável e após um ano e meio ou dois anos de tratamento o paciente tem alta, principalmente se o paciente for jovem. Para os pacientes adultos ou mais idosos o tratamento é um pouco mais longo, envolvendo também o cônjuge com quem se relaciona seja para avaliação ou para tratamento.

Nos homens, o vírus do HPV pode afetar sua capacidade de fecundação (esterilidade) ou o deslocamento dos espermatozoides. Em ambos os sexos, as lesões na boca, amigdalas, palato e nariz podem afetar o sistema respiratório.

Qualquer pessoa pode ter HPV, mas as pessoas que fazem tratamentos com quimioterapia, radioterapia ou com imunossupressores, o risco é ainda maior.
O câncer é sempre um problema sério por ser uma doença silenciosa, que não traz sintomas imediatos. Enquanto isso, o vírus vai fazendo seus estragos no interior do corpo.

Para se proteger desse vírus existem três maneiras: usar “camisinha” em todas as formas de se relacionar sexualmente (oral, anal e da forma convencional); fazer exames regulares e tomar a vacina ainda na infância (aos 9 anos) ou no início da puberdade (dos 11 aos 13 anos).

vacina contra o HPV

O governo brasileiro oferece estas vacinas gratuitamente nos Postos de Saúde para meninos e meninas para que fiquem imunizados antes de iniciarem as práticas sexuais. A vacina é composta apenas de duas doses.

No caso de perceber os sintomas ou ter suspeitas ou dúvidas sobre o HPV basta procurar um infectologista, ginecologista, urologista, o clínico geral ou o dermatologista. O tratamento pode ser breve ou prolongado dependendo dos sintomas (manchas ou verrugas), do grau e da localização das lesões. Geralmente, os médicos indicam cremes e ácidos para colocar sobre as manchas se forem visíveis, cauterização a laser (se forem internas) para retirar as lesões.

Infelizmente, não há como eliminar o vírus por meio de medicamentos ou procedimentos médicos. A única forma de eliminá-los é pelo sistema imunológico da pessoa, mas que pode ser acompanhado clinicamente com exames periódico. A manutenção dos cuidados básicos de saúde é importante para ajudar e fortalecer o sistema imunológico.

FONTES:
Ministério da Saúde
Clínica Mayo

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

POLIOMIELITE


A poliomielite ou paralisia infantil (como é conhecida) é uma doença viral, que pode afetar os nervos e quando, em estado mais grave, levar a paralisia parcial ou total dos membros inferiores. Apesar de receber o nome de paralisia infantil, adultos também podem contraí-la.

poliovírus

Essa doença foi quase erradicada nos países industrializados (incluindo o Brasil) por meio da vacinação obrigatória das crianças. No entanto, o vírus ainda circula pelos países asiáticos e africanos.

O último caso de que se tem registro ocorreu em 1989, segundo o Ministério de Saúde do Brasil. Atualmente, a cobertura brasileira contra a poliomielite, por meio da vacina, está acima dos 95% e considerada como exemplo para o mundo. Mas o Brasil não pode descuidar, caso contrário, a doença pode voltar.

Embora o controle sobre a doença no mundo venha melhorando desde 1988, chegando a atingir 99% do todo global. Segundo OMS (Organização Mundial de Saúde), as ocorrências da doença que eram de 350 mil afetados, caíram para 406 casos, em 2013.

AÇÃO VIRAL

O contágio ocorre de pessoa para pessoa em contato com o muco nasal, catarro, fezes da pessoa contaminada, por meio do ar, da água ou de alimentos contaminados. Portanto, podem entrar pela boca ou nariz.

A incubação desse vírus varia de 5 a 35 dias, porém a média é de 15 dias, quando aparecem os primeiros sintomas. E enquanto o vírus incuba, se multiplica na garganta e nos intestinos. Logo após, entram na corrente sanguínea e podem atingir o cérebro ou o sistema nervoso, destruindo os neurônios motores e provocando a paralisia dos membros inferiores.


O ponto mais crítico desse ataque viral é quando os vírus infectam as células nervosas que controlam os músculos responsáveis pela respiração e deglutição, podendo levar a pessoa a óbito.

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa. A pessoa contaminada pode infectar outras pessoas, semanas após terminada a infecção.

TIPOS DE INFECÇÃO 

Nem sempre o vírus da poliomielite causa a paralisia infantil. Portanto, a pessoa pode contrair as chamadas “poliomielite paralítica”, uma “poliomielite não-paralítica” e a “poliomielite abortiva”.

Na poliomielite não-paralítica a pessoa infectada não fica doente, ou seja, os sintomas passam desapercebidos. Ou se apresentam alguns sintomas, estes são bem fracos como dor de cabeça e de garganta, podendo ser confundidos com gripe ou uma virose qualquer e que passam logo.

No entanto, na poliomielite paralítica os sintomas duram de um a dez dias de febre, dor de garganta, dor de cabeça, vômitos, dor nas costas ou rigidez muscular, dor rigidez nos braços e pernas, perda dos reflexos, fraqueza ou dor muscular, membros soltos e flácidos (pior num lado do corpo), meningite, paralisia das pernas (casos mais raros e mais graves da doença). A poliomielite paralítica pode: ser temporária ou permanente, apresentar ou não incapacidade e deformidade dos quadris, tornozelos e pés.

A poliomielite abortiva recebe outros nomes dependendo da parte do corpo afetada: a) “poliomielite espinhal” quando afeta a medula espinhal; b) “poliomielite bulbar” quando afeta o tronco cerebral e “poliomielite bulbospinal” quando afeta o tronco cerebral e a medula espinhal.

Pode haver também a “sindrome pós-pólio”, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas incapacitantes vários anos depois de ter tido a pólio. Os sintomas mais comuns são: fraqueza muscular progressiva, dor nas articulações, fadiga geral e exaustão, atrofia muscular, dificuldade para respirar ou engolir, distúrbios respiratórios relacionados ao sono como a apneia do sono, intolerância ao frio, problemas cognitivos (dificuldade de concentração e de memória), depressão ou oscilação de humor.



FATORES DE RISCO

O maior risco é não estar vacinada contra essa doença. Mesmo as pessoas que tenham uma condição de vida desfavorável, se estiverem imunizadas não serão vulneráveis a ela. Normalmente, as crianças até 5 anos de idade são as mais atingidas. Grávidas, idosos ou pessoas com um sistema imunológico baixo (fraco) e portadores de HIV são mais vulneráveis a essa doença.


Sem a vacina as pessoas devem evitar: a) viajar para locais onde a poliomielite tem maior acontece com frequência; b) cuidar de pessoas infectadas pelo poliovírus; c) tiver extraído as amígdalas; passar por situação de estresse extremo ou ter uma atividade física extenuante depois de ter sido exposto ao poliovírus, pois levam ao esgotamento e ao enfraquecimento do sistema imunológico, tornando-se vulnerável ao vírus.


BUSCANDO AJUDA MÉDICA

Se você for viajar para regiões em que o vírus não foi erradicado.

Verificar com um médico se a carteirinha de vacinação de seus filhos, estão em dia. Caso não esteja, é preciso vacinar antes respeitando os prazos de início da imunização.

Fique atento aos sintomas da poliomielite. Caso desconfie, procure um médico.

Após a vacina, volte ou procure um médico se aparecer “reações alérgicas”, ou se ele reclamar de “cansaço” ou “fraqueza” sem haver motivo que justifique.

DIAGNÓSTICO DE POLIOMIELITE

Normalmente, os médicos reconhecem a poliomielite pela descrição dos sintomas relatados. Para confirmar o diagnóstico, é retirada uma amostra da secreção da garganta, fezes ou líquido cefalorraquidiano (um líquido incolor que envolve o cérebro e a medula espinhal) com o qual se faz uma análise laboratorial que confirmará ou não a presença do vírus da poliomielite.

São 2 gotas que salvam seu filho!

TRATAMENTO DE POLIOMIELITE

Não existe cura para a poliomielite. Uma vez infectado, a doença segue seu curso. O possível a ser feito é tentar aliviar o desconforto das dores, auxiliar na recuperação e garantir uma boa qualidade de vida ao paciente. E isto deve ser o mais rápido possível para evitar complicações, pois quanto mais se demora, mais risco de vir a óbito a pessoa terá.

Cuidados caseiros (acompanhados pelo médico) podem ajudar na recuperação do paciente. Ventiladores portáteis ajudam o paciente a respirar melhor. A dieta deve ser bem nutritiva.

Exercícios de fisioterapia ajuda a evitar deformações e perda da função muscular (em poliomielite paralítica)



AS CONSEQUÊNCIAS DA PÓLIOMIELITE SÃO: A MORTE OU A CADEIRA DE RODAS. PARA EVITÁ-LAS VACINE SEU FILHO.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

TUBERCULOSE


BACILO DE KOCH - que causa a tuberculose

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa causada por uma infecção causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosis, mais conhecida como BK ou Bacilo de Koch) que atinge principalmente os pulmões. Mas também podem atingir os ossos, rins e as membranas que envolvem o cérebro (meninges). Outras microbactérias como a “bovis”, “africanum” e “microti” (que são da mesma família das BK) também podem causar a tuberculose.


A tuberculose passa de pessoa para pessoa, sendo o principal veículo as aglomerações. As pessoas expelem essas microbactérias em pequenas gotas de saliva ao falar, espirrar ou tossir e aspiradas por alguém que também fica contaminado. Algumas condições como a má alimentação, tabagismo, alcoolismo, falta de higiene ou qualquer outra que gere uma baixa resistência do organismo são facilitadores da tuberculose e de sua transmissão.

Começa com tosse seca que evolui para uma 
tosse catarrenta e depois tosse com sangue.

Muitas pessoas apresentam sintomas simples aparentemente como uma gripe, por exemplo, e que são ignorados por meses ou anos o que piora a situação. Cansaço excessivo, febre baixa à tarde, suor durante a noite, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza, e falta de ânimo começam a aparecer juntamente com uma tosse seca e contínua por mais de 15 dias. Ao final desse tempo, a tosse vem acompanhada de uma secreção esverdeada e contínua que dura mais ou menos um mês. Após isso, a secreção pode vir com pus (cheiro forte) ou sangue. A pessoa não precisa esperar chegar a este ponto para procurar ajuda médica. Passados os 15 dias de tosse seca, já deve procurar ajuda.

O tratamento da tuberculose inclui o isolamento 
da pessoa infectada

Nos casos mais graves aparecem: dificuldade ao respirar; eliminação de grande quantidade de sangue ao tossir; acúmulo de pus nas membranas que envolvem os pulmões (pleura) o que causa dor aguda no peito; os pulmões entram em colapso e por não receber a quantidade de oxigênio necessária, causa o óbito.

Não há idade para se pegar tuberculose. Mas os mais vulneráveis são: os bebês, crianças e idosos.
                                           
                        A TUBERCULOSE MATA

São doenças silenciosas e graves. O diagnóstico precoce sempre ajuda aumentando a eficácia do tratamento. Por isso, consulte-se regularmente.

Já pensou estes sintomas no seu bebê ou seu filho maiorzinho? 


VACINE seu filho antes que seja tarde.  
Aproveite e VACINE-SE também.