quarta-feira, 12 de setembro de 2018

HPV? O que é isso?

HPV é a sigla inglesa do vírus “papiloma humano”, uma das vacinas que está sendo negligenciada por muitos pais. Um vírus que atinge a pele e as mucosas do útero formando verrugas ou lesões que podem dar origem ao câncer de colo de útero, pênis, garganta, ânus ou em outras partes do corpo também.

vírus papiloma humano

O que sabe sobre esse vírus é ele tem mais de 200 tipos e, apenas 150 tipos foram identificados. Dos tipos identificados, 14 tipos podem causar lesões que se transformam em câncer.

lesões do papiloma

Esse vírus é considerado uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) por ter uma infestação nas primeiras práticas sexuais. Estatisticamente, entre 80 a 90% da população já entrou em contato com o vírus HPV em algum momento da vida, mesmo que não tenham tido sintomas ou desenvolvido lesões.  Embora a maioria tenha se livrado do vírus e dos seus efeitos espontaneamente, 10% não consegue se livrar dele e vê suas lesões transformar-se em “CÂNCER”.

Você poderá estar pensando que 10% e pouco.  Porém, se considerarmos a população mundial que é de quase 7,5 bilhões de pessoas, 10% corresponde a 750 milhões de pessoas. Um número bastante significativo, não acham?

A transmissão do vírus papiloma humano se dá pelo contato da pele com pele nas relações sexuais. E como as práticas sexuais estão começando cada vez mais cedo do que em tempos atrás, rapazes e moças podem entrar em contato com papiloma humano mais cedo do que em outras épocas.

Toda verruga que aparece no corpo é preocupante e incômoda. Porém, quando elas aparecem nas áreas genitais de rapazes e moças (porque o vírus não tem preferência com relação ao sexo que irá infectar) é ainda mais preocupante e incomodo, porque pode ser causado pelo papiloma. Ou se aparecerem manchas brancas ou acastanhadas e que coçam muito, é preciso de um tratamento rápido.

                           
                            As verrugas (pontos escuros) no colo do útero, nas trompas e nos ovários

Nos rapazes, as verrugas de pênis ou manchas são logo observáveis, pois se localizam na parte externa do corpo. No entanto, nas mocinhas, nem sempre podem ser vistas porque elas ocorrem mais internamente, embora possam também aparecer na vulva ou nos lábios genitais. Outro lugar que não podem ser observadas é quando aparecem na garganta ou na parte interna do ânus. Nestes casos, só com os exames clínicos de colposcopia, vulvoscopia e peniscopia podem ser detectadas.


Para saber se as manchas ou as verrugas que surgem nas áreas genitais são ou não são cancerígenas, é preciso fazer outros exames: o PCR (sigla da Reação em Cadeias da Polimarese), um exame genético que investiga o tipo e a carga viral e o TCH (teste de captura híbrida) que detectam a presença do cãncer. São exames caros, cujo preço pode variar entre 700 a 1500 reais. E a resposta desses exames costumam sair em 5 dias.

Mas não é apenas pelas práticas sexuais que o vírus é transmitido de pessoa a pessoa, embora seja a forma mais comum. Correm risco de contaminação quando as pessoas costumam compartilhar roupas íntimas ou toalhas de banho de outras pessoas. Esta forma é rara, mas pode acontecer.

Uma outra forma é se relacionar sexualmente com uma pessoa que não sabe que está infectada. Mas como não saber?

Existem duas maneiras de uma pessoa não saber que tem o HPV: a) os sintomas só começam a aparecer de 2 a 8 meses após a contaminação; b) em algumas pessoas, o vírus fica “encubado” por até 20 anos. Isto significa que o vírus está no corpo, mas ele não produz os sintomas. Em ambos os casos, fica difícil da pessoa saber, não é mesmo?
                                                      transmissão vertical

A “transmissão vertical”, como é chamada quando a mãe passa o vírus para o filho no momento do parto, é uma outra forma de contaminação.

Para todas as pessoas que possuem uma atividade sexual ativa, o fator de risco de contrair HPV é muito grande. Principalmente, para as pessoas que começam precocemente a vida sexual, se relacionam sem proteção (não usam camisinhas), possuem múltiplos parceiros, não fazem exames de rotina, são imunodepressoras (que apresentam queda no sistema imunológico), as que apresentam outras DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), as que tem múltiplas gestações, usam contraceptivos orais de dosagens altas e por muito tempo, ter soro positivo do HIV (AIDs), ter herpes simples ou clamídia, fumantes e quem faz uso de drogas.


A complicação maior é não ligar e deixar que as lesões se transforme em câncer. Neste caso, os procedimentos serão outros. No mais, o HPV é tratável e após um ano e meio ou dois anos de tratamento o paciente tem alta, principalmente se o paciente for jovem. Para os pacientes adultos ou mais idosos o tratamento é um pouco mais longo, envolvendo também o cônjuge com quem se relaciona seja para avaliação ou para tratamento.

Nos homens, o vírus do HPV pode afetar sua capacidade de fecundação (esterilidade) ou o deslocamento dos espermatozoides. Em ambos os sexos, as lesões na boca, amigdalas, palato e nariz podem afetar o sistema respiratório.

Qualquer pessoa pode ter HPV, mas as pessoas que fazem tratamentos com quimioterapia, radioterapia ou com imunossupressores, o risco é ainda maior.
O câncer é sempre um problema sério por ser uma doença silenciosa, que não traz sintomas imediatos. Enquanto isso, o vírus vai fazendo seus estragos no interior do corpo.

Para se proteger desse vírus existem três maneiras: usar “camisinha” em todas as formas de se relacionar sexualmente (oral, anal e da forma convencional); fazer exames regulares e tomar a vacina ainda na infância (aos 9 anos) ou no início da puberdade (dos 11 aos 13 anos).

vacina contra o HPV

O governo brasileiro oferece estas vacinas gratuitamente nos Postos de Saúde para meninos e meninas para que fiquem imunizados antes de iniciarem as práticas sexuais. A vacina é composta apenas de duas doses.

No caso de perceber os sintomas ou ter suspeitas ou dúvidas sobre o HPV basta procurar um infectologista, ginecologista, urologista, o clínico geral ou o dermatologista. O tratamento pode ser breve ou prolongado dependendo dos sintomas (manchas ou verrugas), do grau e da localização das lesões. Geralmente, os médicos indicam cremes e ácidos para colocar sobre as manchas se forem visíveis, cauterização a laser (se forem internas) para retirar as lesões.

Infelizmente, não há como eliminar o vírus por meio de medicamentos ou procedimentos médicos. A única forma de eliminá-los é pelo sistema imunológico da pessoa, mas que pode ser acompanhado clinicamente com exames periódico. A manutenção dos cuidados básicos de saúde é importante para ajudar e fortalecer o sistema imunológico.

FONTES:
Ministério da Saúde
Clínica Mayo

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

POLIOMIELITE


A poliomielite ou paralisia infantil (como é conhecida) é uma doença viral, que pode afetar os nervos e quando, em estado mais grave, levar a paralisia parcial ou total dos membros inferiores. Apesar de receber o nome de paralisia infantil, adultos também podem contraí-la.

poliovírus

Essa doença foi quase erradicada nos países industrializados (incluindo o Brasil) por meio da vacinação obrigatória das crianças. No entanto, o vírus ainda circula pelos países asiáticos e africanos.

O último caso de que se tem registro ocorreu em 1989, segundo o Ministério de Saúde do Brasil. Atualmente, a cobertura brasileira contra a poliomielite, por meio da vacina, está acima dos 95% e considerada como exemplo para o mundo. Mas o Brasil não pode descuidar, caso contrário, a doença pode voltar.

Embora o controle sobre a doença no mundo venha melhorando desde 1988, chegando a atingir 99% do todo global. Segundo OMS (Organização Mundial de Saúde), as ocorrências da doença que eram de 350 mil afetados, caíram para 406 casos, em 2013.

AÇÃO VIRAL

O contágio ocorre de pessoa para pessoa em contato com o muco nasal, catarro, fezes da pessoa contaminada, por meio do ar, da água ou de alimentos contaminados. Portanto, podem entrar pela boca ou nariz.

A incubação desse vírus varia de 5 a 35 dias, porém a média é de 15 dias, quando aparecem os primeiros sintomas. E enquanto o vírus incuba, se multiplica na garganta e nos intestinos. Logo após, entram na corrente sanguínea e podem atingir o cérebro ou o sistema nervoso, destruindo os neurônios motores e provocando a paralisia dos membros inferiores.


O ponto mais crítico desse ataque viral é quando os vírus infectam as células nervosas que controlam os músculos responsáveis pela respiração e deglutição, podendo levar a pessoa a óbito.

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa. A pessoa contaminada pode infectar outras pessoas, semanas após terminada a infecção.

TIPOS DE INFECÇÃO 

Nem sempre o vírus da poliomielite causa a paralisia infantil. Portanto, a pessoa pode contrair as chamadas “poliomielite paralítica”, uma “poliomielite não-paralítica” e a “poliomielite abortiva”.

Na poliomielite não-paralítica a pessoa infectada não fica doente, ou seja, os sintomas passam desapercebidos. Ou se apresentam alguns sintomas, estes são bem fracos como dor de cabeça e de garganta, podendo ser confundidos com gripe ou uma virose qualquer e que passam logo.

No entanto, na poliomielite paralítica os sintomas duram de um a dez dias de febre, dor de garganta, dor de cabeça, vômitos, dor nas costas ou rigidez muscular, dor rigidez nos braços e pernas, perda dos reflexos, fraqueza ou dor muscular, membros soltos e flácidos (pior num lado do corpo), meningite, paralisia das pernas (casos mais raros e mais graves da doença). A poliomielite paralítica pode: ser temporária ou permanente, apresentar ou não incapacidade e deformidade dos quadris, tornozelos e pés.

A poliomielite abortiva recebe outros nomes dependendo da parte do corpo afetada: a) “poliomielite espinhal” quando afeta a medula espinhal; b) “poliomielite bulbar” quando afeta o tronco cerebral e “poliomielite bulbospinal” quando afeta o tronco cerebral e a medula espinhal.

Pode haver também a “sindrome pós-pólio”, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas incapacitantes vários anos depois de ter tido a pólio. Os sintomas mais comuns são: fraqueza muscular progressiva, dor nas articulações, fadiga geral e exaustão, atrofia muscular, dificuldade para respirar ou engolir, distúrbios respiratórios relacionados ao sono como a apneia do sono, intolerância ao frio, problemas cognitivos (dificuldade de concentração e de memória), depressão ou oscilação de humor.



FATORES DE RISCO

O maior risco é não estar vacinada contra essa doença. Mesmo as pessoas que tenham uma condição de vida desfavorável, se estiverem imunizadas não serão vulneráveis a ela. Normalmente, as crianças até 5 anos de idade são as mais atingidas. Grávidas, idosos ou pessoas com um sistema imunológico baixo (fraco) e portadores de HIV são mais vulneráveis a essa doença.


Sem a vacina as pessoas devem evitar: a) viajar para locais onde a poliomielite tem maior acontece com frequência; b) cuidar de pessoas infectadas pelo poliovírus; c) tiver extraído as amígdalas; passar por situação de estresse extremo ou ter uma atividade física extenuante depois de ter sido exposto ao poliovírus, pois levam ao esgotamento e ao enfraquecimento do sistema imunológico, tornando-se vulnerável ao vírus.


BUSCANDO AJUDA MÉDICA

Se você for viajar para regiões em que o vírus não foi erradicado.

Verificar com um médico se a carteirinha de vacinação de seus filhos, estão em dia. Caso não esteja, é preciso vacinar antes respeitando os prazos de início da imunização.

Fique atento aos sintomas da poliomielite. Caso desconfie, procure um médico.

Após a vacina, volte ou procure um médico se aparecer “reações alérgicas”, ou se ele reclamar de “cansaço” ou “fraqueza” sem haver motivo que justifique.

DIAGNÓSTICO DE POLIOMIELITE

Normalmente, os médicos reconhecem a poliomielite pela descrição dos sintomas relatados. Para confirmar o diagnóstico, é retirada uma amostra da secreção da garganta, fezes ou líquido cefalorraquidiano (um líquido incolor que envolve o cérebro e a medula espinhal) com o qual se faz uma análise laboratorial que confirmará ou não a presença do vírus da poliomielite.

São 2 gotas que salvam seu filho!

TRATAMENTO DE POLIOMIELITE

Não existe cura para a poliomielite. Uma vez infectado, a doença segue seu curso. O possível a ser feito é tentar aliviar o desconforto das dores, auxiliar na recuperação e garantir uma boa qualidade de vida ao paciente. E isto deve ser o mais rápido possível para evitar complicações, pois quanto mais se demora, mais risco de vir a óbito a pessoa terá.

Cuidados caseiros (acompanhados pelo médico) podem ajudar na recuperação do paciente. Ventiladores portáteis ajudam o paciente a respirar melhor. A dieta deve ser bem nutritiva.

Exercícios de fisioterapia ajuda a evitar deformações e perda da função muscular (em poliomielite paralítica)



AS CONSEQUÊNCIAS DA PÓLIOMIELITE SÃO: A MORTE OU A CADEIRA DE RODAS. PARA EVITÁ-LAS VACINE SEU FILHO.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

TUBERCULOSE


BACILO DE KOCH - que causa a tuberculose

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa causada por uma infecção causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosis, mais conhecida como BK ou Bacilo de Koch) que atinge principalmente os pulmões. Mas também podem atingir os ossos, rins e as membranas que envolvem o cérebro (meninges). Outras microbactérias como a “bovis”, “africanum” e “microti” (que são da mesma família das BK) também podem causar a tuberculose.


A tuberculose passa de pessoa para pessoa, sendo o principal veículo as aglomerações. As pessoas expelem essas microbactérias em pequenas gotas de saliva ao falar, espirrar ou tossir e aspiradas por alguém que também fica contaminado. Algumas condições como a má alimentação, tabagismo, alcoolismo, falta de higiene ou qualquer outra que gere uma baixa resistência do organismo são facilitadores da tuberculose e de sua transmissão.

Começa com tosse seca que evolui para uma 
tosse catarrenta e depois tosse com sangue.

Muitas pessoas apresentam sintomas simples aparentemente como uma gripe, por exemplo, e que são ignorados por meses ou anos o que piora a situação. Cansaço excessivo, febre baixa à tarde, suor durante a noite, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza, e falta de ânimo começam a aparecer juntamente com uma tosse seca e contínua por mais de 15 dias. Ao final desse tempo, a tosse vem acompanhada de uma secreção esverdeada e contínua que dura mais ou menos um mês. Após isso, a secreção pode vir com pus (cheiro forte) ou sangue. A pessoa não precisa esperar chegar a este ponto para procurar ajuda médica. Passados os 15 dias de tosse seca, já deve procurar ajuda.

O tratamento da tuberculose inclui o isolamento 
da pessoa infectada

Nos casos mais graves aparecem: dificuldade ao respirar; eliminação de grande quantidade de sangue ao tossir; acúmulo de pus nas membranas que envolvem os pulmões (pleura) o que causa dor aguda no peito; os pulmões entram em colapso e por não receber a quantidade de oxigênio necessária, causa o óbito.

Não há idade para se pegar tuberculose. Mas os mais vulneráveis são: os bebês, crianças e idosos.
                                           
                        A TUBERCULOSE MATA

São doenças silenciosas e graves. O diagnóstico precoce sempre ajuda aumentando a eficácia do tratamento. Por isso, consulte-se regularmente.

Já pensou estes sintomas no seu bebê ou seu filho maiorzinho? 


VACINE seu filho antes que seja tarde.  
Aproveite e VACINE-SE também.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

RUBÉOLA


A rubéola, também conhecida como “sarampo alemão”, é uma virose contagiosa, causada pelo vírus “rubella”, da família dos rubivírus. Esses vírus entram em nosso corpo pelas vias respiratórias, ou seja, pelo nariz e boca e o contágio se dá pela tosse, espirros ou gotículas de saliva ao falar, beijo e uso de objetos pessoais (talheres, copos, escovas de dente etc), ou do próprio ar contaminado por esse vírus.
 vírus rubella

O único hospedeiro desse vírus é o ser humano, assim como os vírus do sarampo, varicela, eritema infeccioso e a roséola. A rubéola ocorre geralmente na infância, entre os 5 e 9 anos. Mas pode aparecer em adultos não vacinados ou naqueles que nunca tiveram essa doença.

 os rashs

A rubéola ocorre uma única vez na vida e costuma ser benigna. Porém, se ocorrer em mulheres grávidas. A rubéola pode apresentar riscos, principalmente, se a mulher estiver nos três primeiros meses de gravidez, época em que o bebê está em formação. Os perigos vão do aborto espontâneo a deformações fetais.  Uma dessas deformações é a cegueira devido a complicações chamadas de “Síndrome da Rubéola Congênita”. Portanto, as mulheres que tiverem dúvidas quanto a sua imunidade e querem engravidar devem conversar com seus médicos para que ele recomende a vacinação. No caso da rubéola congênita, a transmissão é feita pela mãe ao feto. Após o nascimento, o bebê poderá transmitir o vírus até da idade de 1 ano.


A rubéola se propaga rapidamente dentro do corpo humano. Atinge a faringe, os órgãos linfáticos e se espalha pelo corpo todo pela corrente sanguínea. Sua incubação dura de 12 a 23 dias aproximadamente, quando começam a aparecer os primeiros sintomas. O perigo mais forte de contágio são os primeiros sete dias, ou seja, antes que os sintomas apareçam. Desta forma, um ser humano infecta outro sem sabem que também está contaminado.


Febre de 38º e erupções vermelhas na pele do rosto e atrás das orelhas (o rash) aparecem antes que se espalhem por todo o corpo.  Nesta fase, muitas vezes, as pessoas confundem a rubéola com o sarampo. O rash dura cerca de 3 dias na pele e, depois disso, não há mais perigo de contágio. Outros sintomas: conjuntivite, tosse, espirros, secreção nasal, dores musculares e articulares, dor de cabeça, pele seca, aumento dos gânglios linfáticos, dificuldade (ou dor) ao engolir e dor de garganta, nódulos na nuca e atrás das orelhas e mal estar geral.

As dores articulares são menos duradouras em crianças e mais duradouras em adultos.


QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA?

·         Sempre que houver alguns dos sintomas citados.
·         Se estiver querendo engravidar
·         Se souber que não foi vacinado ou a tenha tomado há muito tempo.

FATORES DE RISCO

·         Não tomar a vacina (principalmente em mulheres que querem engravidar)
·         Estar em contato com pessoas infectadas ou com seus pertences pessoais.

DIAGNÓSTICO

A princípio a rubéola pode ser confundida com outras doenças (o sarampo, por exemplo). Um exame de sangue pode definir o diagnóstico porque 4 dias após a infectação já há a presença de anticorpos lgG e lgM no sangue.
Os anticorpos lgM são os que atacam a doença e o lgG indica se a pessoa está ou não está protegida contra essa doença.
Em caso das mulheres que estão ou querem engravidar o exame de sangue é importantíssimo.

DIAGNÓSTICO EM GESTANTES


Mulheres que estão grávidas (até o 3º mês) que apresentam os sintomas da rubéola ou que ficaram em contato com pessoas estavam infectadas e não sabiam, sendo confirmado posteriormente, devem procurar um médico com URGÊNCIA.  Isto porque, embora a rubéola não traga grandes problemas para a mãe, pode afetar o bebê seriamente.

Para saber se o bebê está sendo (ou foi) afetado, é preciso fazer uma minuciosa checagem dos tecidos e órgãos do feto. Além dos costumeiros exames de sangue, devem ser feitos: o ultrassom morfológico (realizado ente as 18 e 22 semanas de gestação) e que avalia se há malformações no feto. Infelizmente, algumas malformações só poderão ser observadas após o nascimento, como é o caso da malformação cerebelar, ou de lesões cerebrais que causam a deficiência intelectual.

Outras complicações que pode atingir os bebês:

Audição: otites (dores de ouvido) crônicas, surdez

Visão: cegueira, catarata, gaucoma.

Cérebro: encefalite viral, microcefalia, meningoencefalite, lesões do sistema nervoso, danos no funcionamento, cerebrais, dificuldades intelectuais, autismo.

Corpo: baixo peso ao nascer, problemas no crescimento, danos no fígado e baço, diabetes, problemas hormonais, problemas cardíacos, anemia hemolítica, mal funcionamento de órgãos, malformações em geral, erupções cutâneas no nascimento, inflamação dos pulmões, púrpura (doença que dá manchas ou placas roxas (tipo batidas) na pele, órgãos e membranas mucosas (dentro da boca).

RUBÉOLA TEM CURA?

Sim, tem cura. Todas as doenças infantis têm um ciclo. Passado esse ciclo, a vida segue normalmente. E não há um tratamento específico, já que todas as doenças infantis imunizam a pessoa para o resto de suas vidas. O que se pode fazer é amenizar os sintomas, como tomar um analgésico para diminuir as dores e um antitérmico para baixar a febre (receitados por um médico) e repouso.

OBS: Só não há cura se a rubéola atingir o feto em seu período de formação (nos 3 primeiros meses de gestação).

REMÉDIOS CASEIROS RESOLVEM?

Alguns médicos costumam indicar a ingestão de líquidos para aclamar a tosse e hidratar o corpo. Segundo a sabedoria popular, alguns chás podem ajudar: como os chás de acerola, camomila, hamamélis e cístus incanus. Estas duas últimas são encontradas em casas de ervas e de produtos naturais.

 citus incanus

                                                                     hamamélis
           
                   OBS- NÃO SAIA PEGANDO PLANTAS SEM CONHECÊ-LAS DE VERDADE.

Para bebês menores de 1 ano, os médicos recomendam mel e gotas de limão com água, ambas em temperatura morna.

ATENÇÃO:

·         Os casos de rubéola pararam de ocorrer em 2009. Porém, se nossas crianças não forem vacinadas, NOVOS CASOS DA DOENÇA poderão voltar a ocorrer, como é o caso do sarampo.

A vacina que livra as crianças do sarampo, da caxumba e da rubéola é a TRÍPLICE VIRAL.


“A PREVENÇÃO É SEMPRE O MELHOR CAMINHO”

“VACINAR O FILHO É UM ATO DE AMOR”.

FONTE:
Ministério da Saúde. org.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

CAXUMBA


A caxumba é uma infecção viral que afeta as glândulas parótidas (um dos três pares de glândulas que produzem saliva). Essas glândulas situam-se entre e à frente das orelhas. A caxumba também pode afetar as glândulas submandibulares e sublinguais que se localizam mais internamente e próximas dos ouvidos.

Esta é uma doença que ataca mais as crianças e pode afetar uma ou os dois pares de parótidas da direita e da esquerda. Complicações desta doença são raras, principalmente quando atingem os adultos. Como não há um tratamento específico para combatê-la, o melhor mesmo é a vacinação. A caxumba já foi muito comum no Brasil, antes de uma vacinação em massa, quando a sua incidência diminuiu consideravelmente.

A caxumba não pode ser contraída de algum animal ou planta. Isto porque os seres humanos são os hospedeiros naturais desse vírus, e significa que a transmissão desse vírus só acontece entre as pessoas.

O causador dessa doença é um vírus da família dos paramixovírus, transmitido pelas vias respiratórias e a inalação de gotículas de espirros ou tosse de pessoas contaminadas. Beijar e utilizar utensílios como pratos, copos e talheres também é um forte meio de transmissão do vírus.


Assim que o vírus entra numa pessoa, fica incubado por 7 a 9 dias. Incubar significa que o vírus está se preparando para atacar. Como um único vírus não pode causar tanto estrago, ele precisa de um lugar apropriado para se reproduzir. E isso acontece rapidamente. Em horas são centenas e em dias serão milhões. Portanto, nesse período já podem contaminar outras pessoas. Entre o contato com o vírus e o surgimento do inchaço devem se passar 15 a 21 dias. A caxumba provoca, inicialmente, o inchaço das parótidas da direita ou da esquerda. Depois, quando a pessoa acha que está melhorando, incha o outro lado. Às vezes, ele ataca apenas de um lado só. Mas pode acontecer que esse inchaço atinja os dois lados ao mesmo tempo.


O vírus da caxumba atinge mais as crianças e adolescente dos 5 aos 16 anos, ou seja, em idade escolar. Por isso, é considerada uma doença infantil. Algumas pessoas podem não apresentar esse inchaço. É a chamada “forma branda da doença”. Porém, o principal sintoma da caxumba é o inchaço das glândulas salivares (paroditite) e bastante doloroso ao mastigar e engolir, o que conduz à perda do apetite. Podem ter ainda: febre, dores de cabeça, cansaço e fraqueza.  A caxumba ainda pode atingir o pâncreas e o Sistema Nervoso Central (SNC) e provocar processos inflamatórios. 
É raro, mas existe a possibilidade de o vírus atingir os testículos causando uma inflamação (orquite). Já nas moças, a inflamação dos ovários (ooforite), mas em nenhum dos dois, a doença causa esterilidade.

Dependendo da intensidade dos sintomas pode-se procurar ajuda médica. Se forem muito incômodos, procure o médico. Neste caso, os especialistas no assunto são: o clínico geral, o pediatra e o infectologista.

Quando for ao médico leve um acompanhante para que ele relate a lista de todos os sintomas e o tempo que eles apareceram, o histórico médico (doenças que já teve ou tem) e remédios ou suplementos que esteja tomando. Responder com sinceridade a todas as perguntas que o médico venha a fazer. Se quiser, poderá levar perguntas (por escrito) e tirar dúvidas, se por ventura houverem.
Em caso de uma simples suspeita de caxumba, o médico poderá pedir um exame de sangue. Ele mostrará se os anticorpos do seu sistema imunológico estão atuando com eficiência. E se seu organismo produz anticorpos para o paramixovírus.
Nosso corpo trata de curar a caxumba naturalmente. Mas podemos ajuda-lo com repouso, boa higiene bucal e alimentação líquida ou pastosa são recomendados por serem mais fáceis de engolir. Não são recomendados: alimentos ou sucos ácidos ou alimentos condimentados, porque provocam um aumento da secreção das glândulas afetadas e causam mais dores. Passado o inchaço, o doente pode voltar às suas atividades normais. Depois de curada da caxumba, a pessoa está imune para o resto da vida.
No entanto, algumas complicações graves podem acontecer: a) causar náuseas e vômitos se o pâncreas for atingido; b) os seios femininos podem ser atingidos; c) atingir de forma grave o cérebro (causando lesões); d) se o vírus se espalhar para o Sistema Nervoso Central causando a meningite; e) perda da audição em um ou nos dois ouvidos (raro, mas acontece); f) caso a pessoa infectada esteja nos 3 primeiros meses de gravidez, poderão ocorrer complicações no feto.



A melhor maneira de prevenção é a vacinação. A vacinação é a Tríplice Viral, ou seja, nos defende para o restante de nossas vidas do sarampo, da caxumba e rubéola e é tomada em uma única dose. Os efeitos benéficos da vacina começam 15 dias após ser tomada. Só não podem ser vacinados: as grávidas (nos meses iniciais) e os imunodeprimidos graves.

Fontes:

 Celso Granato, assessor médico em infectologia do Fleury Medicina e Saúde.

Ministério da Saúde. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/caxumba
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