sexta-feira, 22 de março de 2019

CAUSAS DO SAVANTISMO

Desde a descoberta da Síndrome de Savant, os avanços das técnicas de imagem cerebral contribuíram para que os pesquisadores tivessem uma visão mais detalhada dessa condição. As razões que levam ao savantismo não é determinada por exames de imagem, nem mesmo com o mais moderno deles, a ressonância magnética. Diante disso, muitos estudiosos têm dedicado grande parte do seu tempo em pesquisas na tentativa de encontrar alguma explicação plausível para esse acontecimento.

funcionamento normal

Dentre esses estudiosos está Mirian Revers que acredita na existência de uma disfunção cerebral em determinadas regiões desse órgão. Segundo ela, essa disfunção pode provocar uma hiperativação de algumas áreas cerebrais. Essa hiperativação poderia ter a capacidade de estimular outras áreas cerebrais, no sentido de facilitar a aprendizagem sobre um determinado setor do conhecimento humano. Essa hiperativação foi chamada de “Facilitação Funcional Paradoxal” por Kapur, em 1996.

hiperativação - manchas brancas


Para Kapur, um dano cerebral no hemisfério esquerdo e em determinada região, o dano ativa e reconfigura os neurônios fazendo aparecer capacidades latentes e as desinibe em forma de habilidades previamente armazenadas e reorganizada pelo processo de ativação.



Em estudos realizados por Bernard Rimland, em 1978, no Autism Research Institute (Instituto de Pesquisa do Autismo), Califórnia, USA, encontra-se a citação: “as habilidades presentes estão associadas ás funções do hemisfério direito (que incluem aptidões relativas a música, arte, matemática, cálculos, etc) enquanto no hemisfério esquerdo se relacionam e incluem habilidades mais sofisticadas como as linguagens e as especializações da fala, razão pela qual são mais deficientes”.

Assim, as principais capacidades (genialidades) em artes, música, cálculo de calendário, matemática, habilidades mecânicas/ visuo-espaciais são mais frequentes do que as de linguagem (poliglotia), discriminação sensorial, atletismo, conhecimento em áreas específicas, como neurofisiologia, estatística, programação de computadores.


Mirian Revers revela que essas capacidades (vistas como sintomas da Síndrome de Savants) podem variar, podendo ser pequenas e restritas como as habilidades de memorização ou cálculo. No entanto, em outros indivíduos podem ser de grandes habilidades e mais gerais, como se fossem verdadeiros prodígios.


Imagens Google

Fontes:
Mirian Revers Biasão, psiquiatra da infância e adolescência, coordenadora clínica do PROTEA, programa de estudos do TEA da FMUSP

terça-feira, 19 de março de 2019

SÍNDROME DE SAVANT X TEA






Muitos Savant podem ser confundidos com Aspergers. Mas há muitas razões que podem resolver esta confusão. Aspergers fazem parte dos TEA por compartilharem da mesma fisiopatologia. Por isso, o termo Asperger está caindo em desuso.

Uma pessoa pode ter TEA e ser diagnosticado com SAVANT. Mas nâo é uma regra geral, pois cerca de 50% de Savant são associados ao TEA e outros 50% associados a outros transtornos. Porém, apenas 10% dos indivíduos com TEA manifestam a Síndrome de Savant.




Indivíduos com TEA apresentam interesses restritos, ou seja, a um determinado assunto por focarem sua atenção nesse assunto. Podem estudar sobre ele e, devido a isso, acabam por dominá-lo.


Já os Savant não precisam estudar o assunto. Eles simplesmente sabem a fundo desde muito pequenos. Ex: uma criança Savant, aos 4 anos, ouve atentamente um músico tocar uma música de Mozart ao piano. Assim que ela avista um piano, ela senta-se e toca exatamente como o músico tocou sem nunca ter estudado. o esmo acontecem com os Savant pintores. eles não precisam de cursos de desenho ou pintura. Basta ver uma obra e eles fazem, usando as mais variadas técnicas.

quinta-feira, 14 de março de 2019

A SÍNDROME DE SAVANTS


Vocês já ouviram falar desta síndrome? 

Savant é um termo francês que significa “sábio”. Logo, é a “Síndrome do Sábio”. 


A Síndrome de Savants é um distúrbio psiquiátrico, uma variação rara de ocorrência, em que a pessoa apresenta altíssima funcionalidade. Isto é, a pessoa apresenta uma “incrível genialidade” sobre um determinado setor do conhecimento humano, por terem uma extraordinária atividade intelectual. 

Quem acompanha o seriado “Good Doctor” pode entender melhor o que está sendo dito aqui.


Na série "Good Doctor", o rapaz da na foto é um médico neurologista que, depois de levantadas todas as opções dentro de uma cirurgia  feitas por médicos cirurgiões comuns e de sempre haver empecilhos, o rapaz tem uma ideia genial e tudo ocorre com êxito.

Apesar dessas pessoas apresentarem uma memória com um funcionamento acima da média. A maioria dos Savants, nem sempre compreendem o que estão executando e de onde vem essa sua genialidade.

Stephen Wiltshire é autista e savants de Nova York.
É um gênio na arte de desenhar.

A Síndrome de Savants é algo muito raro. Tem a prevalência de 1 para 10 pessoas inclusas ou não dentro do Espectro Autista (o que já não é bastante difícil de ocorrer). Ter essa altíssima habilidade é mais raro ainda, podendo estar presentes em outras deficiências do desenvolvimento também. É preciso afirmar e deixar claro que alguns Aspergers podem ser Savants, mas nem todo Savant é autista.

Daniel Tammet - incríveis habilidades matemáticas 
e fala, fluentemente, 11 línguas diferentes.

A Síndrome de Savants é mais facilmente diagnosticada em crianças. No entanto, pode ser diagnosticado na idade adulta após alguns traumas cerebrais, como por exemplo: meningite, ataques epiléticos ou derrames cerebrais. Essa síndrome  ocorre mais em homens do que nas mulheres.


HISTÓRICO

Por ser rara, a Síndrome de Savant é pouco conhecida, embora tenha sido citada nas literaturas científicas desde a metade do XVIII, quando o psiquiatra Benjamim Rush descreveu  que Thomas Fuller tinha uma incrível habilidade para lidar com números.

Thomas Fuller

Em 1887, o médico John Langdon Down, o mesmo que identificou a Síndrome de Down, descobriu 10 pessoas com a Sindrome de Savant enquanto fazia seus estudos. Nesse grupo havia um menino que conseguia recitar o livro “O Declínio e a Queda Do Império Romano” de trás para a frente. John Down manteve contato com os garotos desse grupo por 30 anos.


John Down usou o termo “idiot savant” num primeiro momento, significando “idiota-prodígio”. Naquele tempo, “idiota” era um termo científico muito usado para denominar pessoas com QI abaixo de 25. No entanto, o caráter pejorativo do termo o derrubou, passando a ser usada uma nova nomenclatura: Síndrome de Savant. 



Atualmente, são encontradas pessoas com Síndrome com QI entre 40 e 70, mas também podem ser encontradas pessoas com QI de 70 até 114.

segunda-feira, 4 de março de 2019

ENTENDA A GRANDE DIFICULDADE DOS AUTISTAS


Para tratar e cuidar de um autista é preciso que se entenda como funciona o seu cérebro. Pesquisas realizadas, através de exames de imagens, apontam existem pequenas diferenças entre o cérebro de pessoas autistas em relação a pessoas comuns.

cérebro humano

Investigações feitas por Zilbovícius et al (2006), afirmam que essas diferenças ou anomalias se localizam nos sulcos frontais e temporais de ambos os lados do cérebro. Segundo o investigador, essas anomalias anatômicas atuam no funcionamento dos lobos temporais superiores (STS), cuja função está relacionada com as aprendizagens sociais.
lobos cerebrais

Por “aprendizagem social” entende-se: o reconhecimento, a regulação e a percepção dos estímulos sociais”. Chama-se de “reconhecimento” quando olhamos para uma pessoa e compreendemos suas expressões faciais gestuais, ou seja, se gostou ou não de uma situação, se está com uma dor ou não está passando bem de saúde, se está feliz ou triste. Quanto aos gestos, refletem as emoções que a pessoa está vivenciando como calma, nervosismo, raiva, ódio, carinho etc. O reconhecimento influi também a direção e a manutenção do olhar, ou seja, quando olhamos ou encaramos os olhos da outra pessoa.

regulação

Chamamos de “regulação” a nossa atitude diante da leitura que fazemos das expressões faciais, do gestual e do olhar da pessoa em questão. Por exemplo: se você percebe que seu patrão está nervoso por algum motivo, você não vai pedir aumento de salário, pois com certeza, não o obterá. Caso seu chefe sempre trabalhar em sua sala com a porta aberta e em determinado dia ele a fecha. Isto significa que você não poderá entrar no momento em que quiser ou tiver necessidade, porque está resolvendo algo importante, quer refletir sobre algo ou, simplesmente, descansar.

Para Zilbovícius, estes sistemas estão interligados com outras áreas cerebrais, principalmente, com o giro fusiforme e a amigdala cerebral. Sendo assim, qualquer anormalidade causa problema. Da mesma forma, se essa região estiver muito ativada também pode causar problemas.

circuito neuronal

Segundo pesquisas do investigador, está explicada a dificuldade que os autistas têm ao se relacionarem socialmente. Por não conseguirem fazer uma leitura das expressões faciais e gestos e, consequentemente, regular suas ações e atitudes diante do comportamento, emoções e sentimentos dos outros, adotam uma atitude de frieza, de distanciamento ou de esquiva.

Da mesma forma, encontram muita dificuldade de manter o “olho no olho” com outra pessoa. Isto não significa que não olhem. Nas esse olhar é diferenciado de acordo com o que ele sente, como por exemplo: olhar rápido e desviar, olhar com o canto dos olhos ou olhar através do outro, dando a impressão que ele vê através da pessoa, como se esta fosse transparente ou não estivesse à sua frente.

neurônios espelhos

Lameira, Gawryszenwski e Pereira estudaram e investigaram as “teoria da mente”, em 2006, que afirma que o lobo frontal é composto por um conjunto de feixes formados pelos “neurônios espelhos”. Estes neurônios são super especializados. O conjunto desses feixes formam o “circuito neuronal especializado”, localizado no lobo frontal. A função deste circuito é permitir a formação de pensamentos sobre si mesmo, sobre os outros e de prever comportamentos que os outros possam vir a ter mediante as nossas atitudes. Para eles, os neurônios espelhos e sua função no circuito neuronal especializado.

imitação

Concluíram que o “entendimento das ações”, “a imitação”, e a “empatia” são etapas importantes para a aprendizagem das relações sociais. A primeira, refere-se ás atitudes diante de uma situação de perigo são importantes como uma tendência de sentir o mesmo que o outro sente. A segunda, importante por estar presente em todos os processos de aprendizagem. E a terceira, é fundamental na construção dos relacionamentos sociais.

empatia

Frith e Cohen também pesquisaram, em 2013, sobre as relações sociais nos autistas e nas relações com os neurônios espelhos. E concluíram que, a grande dificuldade do autista é “a falta de capacidade de construir elaborações sobre a mente alheia”. Ou seja, de entender e pensar como o outro pensa ou age. E são, exatamente nestas funções, que se encontram alteradas nas pessoas autista.

Logo podemos concluir que, o comportamento estranho dos autistas em relação às pessoas que o rodeiam, não é indiferença, descaso ou má educação. Mas, um provável comprometimento neurológico que atinge várias áreas cerebrais e que afeta seu desenvolvimento, embora as causas do autismo ainda estejam em estudo.

fonte teórica - vários textos encontrados na Internet
images Google

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

RESPONDENDO AS DÚVIDAS SOBRE OS ÁSPERGERS



1- OS AUTISTAS SÃO AGRESSIVOS?

Na maioria das vezes, os Aspergers afirmam que “o mundo parece esmagá-los”. Por isso, ficam ansiosos e podem entrar em crise.

As pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) são hipersensíveis com estímulos que surgem do ambiente. Muitos são hipersensíveis a barulhos e ruídos, outros são hipersensíveis a água, areia, terra, que estão relacionados com o sensorial. Outros tem aversão relacionados a certos alimentos e assim por diante. Diante destas hipersensibilidades, as pessoas com TEA não sabem como agir. Ficam ansiosas e irritadas. Tudo isto ocorre por conta de um estímulo deflagrador da crise de hipersensibilidade proveniente do ambiente. Por exemplo: um ambiente muito barulhento, tentar colocá-los para mexerem ou andarem descalços na areia, na terra ou na água.

Devemos lembrar que, normalmente, pessoas com autismo NÃO SÃO AGRESSIVAS. Mas, em uma crise de hipersensibilidade, isso pode vir a acontecer. As pessoas com TEA, diante desses estímulos, não entendem o que está acontecendo e, justamente por essa incompreensão, podem reagir com maior ou menor agressividade. Podem sair correndo para buscar um lugar menos barulhento, podem gritar, chorar, atirar coisas ao chão ou jogar-se ao chão, como numa birra. Mas também podem morder, chutar ou bater em alguém que queria, simplesmente, tentar acalmá-las.

Cito como exemplo, uma festa de aniversário em que uma criança com TEA é convidada. Ela chega a essa festa calma e tranquila. Outras crianças chegam e se juntam às que já estavam lá para brincarem. Pouco depois e durante a brincadeira. as crianças colocam-se a gritar. A criança com TEA fica irritada, impaciente e incomodada. Ela não entende por que as crianças gritam e tampa os ouvidos com as mãos para não ouvir os gritos. E como as crianças não param, ela reage da forma como sente vontade naquele momento, ou seja, agressivamente. 

Pais atentos logo percebem o incômodo do filho e o retiram dali em busca de um lugar mais tranquilo e quieto. E ficam ali até que se acalme. Quando a criança com TEA já se acalmou, os pais conversam com ela e explicam o ocorrido. Só então, voltam para a festa.

2- PESSOAS COM TEA PODEM MUDAR DE GRAU?



Sim, podem. Tanto do grau severo para o moderado, como do moderado para o grau leve, dependendo se houve um atendimento terapêutico precoce.  Mas o inverso também é verdadeiro, caso não o tenha tido.

3- PARA TER ATENDIMENTO NÃO PRECISA DO DIAGNÓSTICO?
O maior inimigo das pessoas com TEA e com Síndromes que causam a deficiência intelectual é, sem dúvida, o TEMPO.  Geralmente os diagnósticos são demorados porque envolvem muitas áreas do conhecimento e pelas mãos de muitos profissionais.

4- COMO É O TRATAMENTO DO AUTISMO?


Apesar do autismo em qualquer grau não ter cura, precisa ser tratado. E o tratamento é multiprofissional, ou seja, precisa do acompanhamento de vários profissionais, porque as áreas afetadas são diversas podendo haver ou não comorbidades (outros problemas de saúde associados ao TEA).

MÉDICOS – O TEA precisa ser examinado por vários deles: pediatras, neuropediatras, (em crianças e adolescentes) e psiquiatras. Se for adulto bastam: o neurologista e o psiquiatra. Alguns casos necessitam de medicamentos específicos para combater sintomas relacionados com algumas comorbidades ou no tratamento de problemas diversos do comportamento.

TERAPEUTAS – O TEA precisa de muitos terapeutas devidos a várias áreas afetadas. Entre elas:

a) FONOAUDIÓLOGO – para cuidar dos problemas de fala e de comunicação que são comuns em autistas. Nas sessões, vários exercícios são apresentados para aumentar o vocabulário e melhorar a entonação de voz. Jogos e brincadeiras são usados para atrair e trabalhar a atenção das crianças autistas.

b) PSICÓLOGO – para cuidar dos problemas emocionais agressão, hiperatividade, compulsividade e dificuldade para lidar com a frustração.

c)PSICOPEDAGOGO – para cuidar das aprendizagens escolares.

d)TERAPEUTA OCUPACIONAL – trabalha com autistas com dificuldades motoras graves e no tratamento precoce.

e) NUTRICIONISTA - Muitos autistas apresentam resistência a alimentos. Alguns alimentos podem agravar ou melhorar os sintomas do autismo, como por exemplo, os que incluem leite e seus derivados porque esses alimentos incluem uma substância chamada CASEINA. Devem ser abolidos alimentos que contém glúten, farinha de trigo, cevada, centeio e alguns tipos de aveia Alimentos Industrializados e com corantes devem ser ingerados com moderação ou retirados de vez. Por isso, a atenção ao que a criança come deve ser redobrada. É melhor oferecer alimentos saudáveis por serem mais ricos em antioxidantes e em ômega.

f) PSICOMOTRICISTA – é uma especialista que ajuda as crianças a focar a atenção em uma coisa de cada vez através de brincadeiras e jogos, Ao mesmo tempo, ensina a criança a trabalhar certos aspectos importantes tanto para a vida como para as aprendizagens escolares, como por exemplo: amarrar os sapatos, abotoar camisas, dar nós e laços etc, ajudando a controlar os movimentos e combater os movimentos repetitivos comuns aos autistas.

g) MUSICOTERAPEUTA – Todos sabemos que a música nos ajuda a entender nossas emoções e nos faz interagir com o mundo a nossa volta. O objetivo não é cantar ou dançar, Nem tampouco aprender a tocar um instrumento qualquer. O objetivo principal é saber ouvir e expressar-se por meio de sons que os instrumentos produzem em ambiente leve e agradável.

h) EQUOTERAPIA – é a terapia realizada com cavalos. Essa terapia ajuda a manter a postura do corpo, a coordenação motora, o controle da respiração e desenvolver a autoconfiança. Para isso, a criança precisa aprender a controlar o animal, com sessões semanais que varia de 30 minutos a 1 hora. A equoterapia não é boa apenas para autistas, mas para todos os tipos de deficiência intelectual, inclusive a paralisia cerebral. No entanto, por não ser muito conhecida, esta é ainda, uma terapia cara, infelizmente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

AVISO IMPORTANTE AOS AMIGOS DESTE BLOG.


Segundo programação de atualização do Google programada para o mês de março de 2019, várias alterações serão notadas neste e nos demais blogs que você está inscrito e segue as postagens. Porém, algumas modificações já podem ser notadas em todos os blogs:

  1. Como uso da API Google+ (integração do Blogger com o Google+) foi suspensa, ou seja, não funciona mais desde 4 de fevereiro de 2019. Em virtude dessa suspensão, o Widgets do Google+, ou seja, os botões: “Botão +1”, “Seguidores do Google+” e “Selo do Google+” deixam de ser compatíveis, portanto, serão removidos do blog.
  2. Os Botões +1 do Google+/+1 e os links de compartilhamento do Google+ localizado abaixo das postagens e na barra de navegação ao lado, serão removidos.
  3. Se o blog tiver um modelo personalizado em que se use recursos do Google+, deverá ser atualizado.
  4. Quanto aos comentários do Google+, não serão mais compatíveis e voltarão a usar a forma de comentários oferecidos pelo Blogger. Em consequência dessa incompatibilidade, os comentários já existentes, serão apagados.


ATENÇÃO

Se alguém deixar de receber as postagens e gostar delas, peço que volte a este blog e acompanhem minhas postagens. Terei muito prazer em recebê-los novamente.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

DIFICULDADES PARA UM ASPERGER

a) NA COMUNICAÇÃO SOCIAL


Embora tenham facilidade na linguagem oral, a maior deles é a interpretação das diferentes linguagens. Na linguagem verbal compreendem o sentido literal dos termos. Por exemplo: na expressão “verde de fome”, eles sabem que “verde” é uma cor e que “fome” é a vontade ou a necessidade de comer alguma coisa. No entanto, não relacionam esses dois termos ao termo “faminto” que, nada mais é do que “estar com “muita” fome, ou, que está “passando mal” de tanta fome. Ou seja, não conseguem fazer uso de uma segunda interpretação.

Outro exemplo característico se refere ás linguagens não verbais, como gestos, tons de voz, expressões faciais e/ou corporais, desenhos, onde encontram bastante dificuldade de interpretação. Muitas vezes, passam a imitar ns gestos inadequados usados por outras pessoas por acharem engraçado ou por entenderem que seja apropriado. Daí ter-se um cuidado extremo de “policiamento pessoal” para que não sejam usados diante de Aspergers. 

Apesar de inteligentes (alto funcionamento) e de terem boa habilidade linguística encontram dificuldade de entendimento com piadas, sarcasmos, discursos imprecisos ou incompletos e conceitos abstratos usados em conversas do cotidiano. Palavras inadequadas podem ser repetidas pelos Aspergers, pois eles não possuem discernimento entre o que certo e errado, do adequado ou inadequado.

A ecolalia (repetição do que foi dito por outra pessoa) pode ser uma dificuldade em pessoas com grau leve e Aspergers. Lembrando que ecolalia e imitação são conceitos diametralmente diferentes. Imitação é algo voluntário. Imitamos ou repetimos porque gostamos ou achamos interessante. Ecolalia é uma dificuldade em formular seus próprios pensamentos de imediato, pois precisaria de um tempo mais longo para a pessoa possa processar a resposta a uma pergunta mesmo que simples, por exemplo. Então repete o que ouve no todo ou em parte, porque sabe que ao perguntar, espera-se uma resposta imediata.

b) NA INTERAÇÃO SOCIAL


Os Aspergers encontram dificuldades em ler as outras pessoas. Ou seja, encontram dificuldades de reconhecer e de entender a expressão dos sentimentos, emoções e intensões de outras pessoas. Por isso, muitas vezes parecem insensíveis á tristeza, choros, dores, alegria dos outros. 

Eles também não sabem como expressar seus próprios sentimentos ou emoções. A falta do que chamamos “traquejo social” é muito difícil para eles. Por isso, ficam raivosos com algo que querem e demora a ser atendido, não acarinham pessoas quando estão tristes ou doentes, os contatos físicos (beijos e abraços) são escassos ou inexistentes. 

Muitos comportam-se de maneira “estranha” ou “inadequada” diante de outras pessoas. Pode ser difícil para eles fazer novas amizades ou conservar as antigas, embora queiram ou desejem interagir com elas. Mas não sabem o que fazer para isso ocorra.

c) COMPORTAMENTO REPETITIVO E ROTINAS



Para os Aspergers, o mundo não é um lugar previsível. E se sentem confusos. Razão pela qual, gostam da rotina, assim, sabem o que pode acontecer todos os dias. Levantar e deitar-se, comer e lanchar, ir para a escola e desempenhar tarefas (caseiras ou escolares) sempre no mesmo horário fazem parte dessa rotina. Comer sempre os mesmos alimentos no café, almoço e jantar é exemplo dessa rotina.

O uso de regras a serem cumpridas é importante. Nada de hoje pode e, amanhã, não pode. Ou fazer hoje de um jeito e, amanhã, de outro. Isso os confunde e a falta ou a quebra da causam-lhe medo e incerteza, pois não sabem lidar com elas.

Os Aspergers são altamente focados, desde muito pequenos. Principalmente em algo que lhes interessa. São intensos, são do tipo do tudo ou nada. Com o tempo, podem vir a ter outros interesses e dedicar a eles a mesma atenção que davam ao interesse anterior e que agora não serve mais e é “esquecido” num canto qualquer. Outros Aspergers podem manter um interesse surgido na infância e pela vida afora. 
Gostam de arte, carros, computadores, coisas do ambiente, animais etc. Outros canalizam seu foco para os estudos, trabalhos ou uma ocupação qualquer desde que sejam relevantes para eles, para seu bem-estar e sua felicidade..

d) NA SENSIBILIDADE SENSORIAL

Muitos Aspergers gostam em maior ou menor grau de experiências sensoriais ou não gostam delas, recusando-se sumariamente a realizar experiências. São sensíveis a sons, toques, gostos, cheiros, temperaturas e dores. Conheci um autista leve que adorava mexer com areia, mas ficava aos gritos quando a brincadeira era com água. 

Trabalhei com um outro que pegava qualquer tipo de insetos e animais nocivos, mas não conseguia encostar nas folhas de uma planta. Isto porque causa-lhe uma ansiedade tão grande ou provoca uma dor física deveras insuportável que os bloqueia e paralisa.

Por exemplo, eles podem encontrar dificuldades em ambientes em que aja certos sons de fundo, fato que algumas pessoas comuns gostam ou ignoram. No entanto, este som pode ser insuportável, causar ansiedade ou dor física. No entanto ficam fascinados por luzes (piscantes ou aleatórias) e objetos giratórios (como ventiladores, caixas de música etc) ou pendulares (relógios antigos e objetos decorativos).

imagens Google