sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ATIVIDADES ARTÍSTICAS E A DISGRAFIA

Como prometi, vamos a mais algumas atividades artísticas que ajudam a melhorar a letra de quem possui disgrafia.

ALINHAVOS - os alinhavos além de serem exercícios perceptivos, ajudam na coordenação motora e na preensão. São exercícios que as crianças gostam de fazer.


 

ROLINHOS DE PAPEL E COLAGENS - fazer rolinhos de qualquer tipo de papel e depois colar em forma de flor, outro motivo qualquer ou contornando uma figura tem o mesmo efeito dos alinhavos, pois trabalham as mesmas coisas.


COLAGEM DE PALITOS - podemos usar esta colagem em forma de exercícios com linhas em ziguezague ou para contornar uma figura grande ou de forma irregular. Trabalha a percepção, a preensão, a lidar com objetos finos e com texturas diferentes.


 MODELAGEM COM PAPEL - para este trabalho escolha um desenho e recorte as peças individualmente. Monte também um modelo. Ao trabalhar com a criança deixe que ele olhe o modelo por 1 minuto e depois guarde-o. A criança deve usar as peças soltas para montar o seu o mais parecido com o modelo observado. Este trabalho além de trabalhar a coordenação motora e a preensão, trabalha também a percepção, a observação, a ordenação das peças e a memória visual.

Para crianças menores é melhor entregar junto com as peças, uma folha com o contorno do trabalho. Caberá a criança colocar as peças no lugar certo. Neste caso use um desenho com no máximo 4 peças. E aos poucos, pode ir aumentando o número delas.



ORIGAMIS - As dobras são bons exercícios para melhorar a caligrafia.  Comece com origamis fáceis. Aos poucos, vá aumentando a dificuldade. Os origamis trabalham a atenção e a concentração, memoria visual, a habilidade manual e as destrezas anteriores.



Após trabalhar bastante estes exercícios, pode-se introduzír os cadernos e o traçado das letras. Visto todas, aí sim, podemos começar com os cadernos de caligrafia para dar uma uniformizada no tamanho das letras. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

DISGRAFIA E ATIVIDADES ARTÍSTICAS (parte 5)

Quando os exercícios cansam, é hora de usar a criatividade e fazê-los trabalhar de uma forma mais prazerosa. E nada mais agradável do que uma atividade artística.

Não precisa ser nada muito complicado, mas que envolvam os movimentos necessários para a escrita. Seguem alguns exemplos do pode ser feito.


a) JOGO DE CONSTRUÇÃO - onde a criança trabalha a preensão, o transporte de peças, a delicadeza do movimentos para que a construção não desmorone.





b) ATIVIDADES ROTINEIRAS como as de abrir e fechar um ziper, abotoar um agasalho com botões ou colchetes, amarrar o cordão do tênis. que se faz usando a própria roupa da criança.


c) FAZER E COLAR bolinhas de papel crepom. Ao  APERTAR  O TUBO DE COLA a criança faz um exercício que ajuda na musculatura dos dedos necessários para a escrita. Esse movimento é exercído repetidamente para a colagem das forminhas de doce, dos palitos, folhas e das próprias bolinhas de papel.



E se não quiser fazer com bolinhas, o exercício será feito da mesma maneira.


 d) COLAGEM COM GRÃOS - trabalha a preensão, forçando os dedos a formarem a pinça. Aqui podemos usar feijão, milho, ervilha seca, arroz e outros. Pode usar também macarrãozinhos.

 

e) COLAGEM COM AREIA - trabalha o aperto do tubo de cola, porém, mais prolongado porque tem que cobrir o traçado todo do desenho. Pode colar areia de várias cores ou de uma só.




f) ORIGAMI - a sequência de dobras que um origami (dobradura) contém é um ótimo exercício perceptivo, desenvolve a atenção e ao mesmo tempo que traz mais habilidade manual. 




g) Existe uma atividade na internet chamada "doodle", cuja tradução é "rabisco". Essa atividade é bastante interessante e pode-se trabalhar aqueles exercícios que se faz no caderno ou em folhas.  E é muito fácil de fazê-lo. Usando um desenho qualquer (flor, bichinho, folhas, ou criando o seu próprio desenho) desenhe em cada  parte dele, um exercício diferente e as crianças devem terminar de preencher . Supondo que o seu desenho seja o de um "menino com boné". Faça, por exemplo, algumas bolinhas no boné, linhas onduladas na camisa, listras no short, e assim por diante. Veja como eu fiz para um garoto:


No final, o garoto quis dar um colorido para "ficar mais bonito". Como coloriu com lápis de cor, a cor ficou meio apagada na foto. 

Na próxima postagem, mais sugestões de atividades artísticas.

sábado, 20 de agosto de 2016

EXERCÍCIOS PERCEPTIVOS PARA A DISGRAFIA (parte 4)

Com estes exercícios podemos trabalhar tanto os problemas perceptivos (que envolve o traçado de letras e números) quanto os motores que causam a disgrafia. Podemos trabalhá-los em folhas soltas ou no caderno que seu aluno costuma usar.

TRABALHANDO A FREIO MUSCULAR

Há crianças que, quando escrevem, o fazem emendando uma palavra na outra. Ao escrevermos, seja na forma cursiva ou com a letra de imprensa ou bastão, é preciso deixar um espaço entre as palavras. O que parece normal para a maioria da população escolar podem não ser para algumas crianças.


Há várias causas para que isso aconteça: seja porque a trava muscular das mãos funciona deficitariamente e ela não consegue parar, ou porque não consegue perceber o final da palavra porque quando fala, diz uma porção delas ao mesmo tempo.

Um bom exercício para corrigir esse problema você pode imprimir ou desenhar um quadriculado numa folha ou caderno e pedir que a criança pinte um quadradinho e deixe o outro vazio. A medida que for ficando fácil para ela, aumente a quantidade de quadradinho a serem pintados, mais 1 por vez, mantendo sempre um quadradinho em branco (medida do espaço das palavras). Repita até que se tornem fácil e aumente mais uma. E assim por diante, até uma quantidade de 5 ou 6 coloridos por 1 em branco. Os quadradinhos se assemelham as sílabas que as palavras possuem.

Cada linha é um exemplo diferente.

Outra variação é misturar a quantidade de quadradinhos a serem pintados, como por exemplo: 2, 4, 1, 3 por um sem pintar. Esta forma assemelha-se ás palavras em uma frase.

Um jogo que também trabalha o freio muscular é o jogo dos pontinhos. Pode ser feito em qualquer tipo de papel ou no caderno e é bem divertido. Podem se feitos muitos pontos ou poucos pontos (no aprendizado do jogo). Ele consiste em um jogo de duplas, onde as estratégias de jogo se desenvolvem com a repetição e da vontade de ganhar. 

 
                     Tabuleiro                                                              jogo

As regras, para quem não o conhece, são:

1- cada jogador liga dois pontos na horizontal ou na vertical, em qualquer parte do tabuleiro e passa para o adversário que faz o mesmo.

2- caso feche um quadradinho, coloca a inicial do seu nome ou pinta com uma cor pré-determinada. Pode ser discutida a vantagem de ter uma nova jogada para cada quadrinho feito.

Ao final do jogo, quem tiver mais quadradinhos com o seu nome ou cor, vence a partida.


TRABALHANDO O TRAÇADO DE LETRAS CURSIVAS

Antes é preciso lembrar que a maioria das consoantes cursivas possuem movimentos iniciais baseados nos movimentos do traçado das vogais “a, e, i”. Por exemplo: os movimentos básicos do “a” cursivo aparecem nas seguintes consoantes: “c, d, g, o, q”. Com o “e” traçamos o “l, b, f, h, k”. Com o “i”, traçamos o “u, t, j”. Daí saltamos para “n, v, w, y” cujos movimentos iniciais são semelhantes. E finalmente, trabalhar o grupo “r, s, z”, únicas letras com movimentos iniciais diferenciados. Assim, trabalhando os movimentos básicos de cada vogal fica mais fácil e mais rápido para que crianças e jovens possam diferenciar uma letra da outra. 
Os exercícios são simples, fáceis e gostosos de fazer. Podem ser bem divertidos dependo da sua criatividade.

Se você quiser começar a trabalhar pela a vogal “a”, é preciso lembrar que o movimento básico dessa letra na forma cursiva é um círculo. Sendo assim, nada mais fácil que...

 a) COLORIR BOLINHAS – Desenhe numa folha ou no caderno uma série de bolinhas e peça para a criança as pinte. Pode ser pintado numa cor só ou com 2 ou 3 cores (caso queira fazer um treino de preensão do lápis). Neste caso, fique de olho para que peguem o lápis da maneira correta cada vez que trocar de cor.


VARIAÇÃO – Você pode deixa-lo mais divertido, se você usar outras formas (quadrado, retângulo, triângulo, em forma de bichinhos ou uma outra forma irregular qualquer).

b) COLORIR BOLHINHAS COM MOVIMENTOS DIFERENTES – Faça como no exercício anterior. Desta vez, porém, serão usadas 2 cores. Por ex: colorindo de azul com movimentos da direita para a esquerda e de azul, da esquerda para a direita. Mas verifique se estão variando os movimentos.

VARIAÇÃO - pode se fazer também uma volta para a esquerda e outra para a direita, deixando o número de vezes maior para aquela em que a criança encontra maior dificuldade.

c) DESENHAR BOLINHAS – Desenhe pontinhos numa folha ou caderno com um bom espaço com eles. Marque a direção (esquerda ou direita) que devem seguir para traçar o círculo, com uma pequena flecha. E deixe a criança trabalhar, mas de olho verificando a correção do movimento.


VARIAÇÃO - Pode-se variar na forma (quadrados, triângulos, losângo etc)


d) COBRIR LINHAS PONTILHADAS – Trace várias linhas do caderno com letras “a” unidas umas as outras (imitando a escrita) com linha pontilhada ou com pequenos tracinhos. Com um lápis colorido (ou caneta hidrocor), a criança deve unir esses pontos (ou traços) sem tirar o lápis do lugar.

  


VARIAÇÃO - Pode-se usar objetos para este exercício, como bolinha de gude, bonecos, barquinhos de papel  e tudo mais que sua imaginação desejar. Ou passa o lápis primeiro e depois um ou dois objetos diferentes.



e) Como a mesmice cansa, desagrada e desanima. E para dar uma cara nova ao exercício, você pode usar sua imaginação e criatividade inserindo algo novo, como por exemplo, traçar no caderno a letra trabalhada com linhas duplas e deixando entre elas um espaço. No centro desse espaço você pode colocar tracejado, pontos, bolinhas para que as crianças os uma e assim aprendem a traçar a letra isoladamente. Pode ainda colar sementes, flores, pedrinhas, colar areia ou algodão desde que o sentido do traçado seja respeitado. Vejam alguns exemplos:

 

f) a)    COSTURANDO A LETRA – Em um pedaço de madeira ou papelão grosso trace a letra trabalhada em linha dupla, com 1,5 ou 2 cm distante uma da outra. Faça furos sobre os traços (ou no centro se preferir), para que por eles seja possível passar um cordão de tênis (barbante ou fita fina). Use uma das pontas do cordão (ou passe cola se não usar o cordão) como agulha  e dê um nó reforçado na outra ponta. Assim, em movimentos de alinhavos as crianças traçam a letra no sentido do traçado.



Todos estes exercícios trabalham os movimentos de traçado de todas as letras, o freio muscular e da preensão. E não esqueça que não é fazer uma única vez e pronto. Nada disso. São necessárias várias repetições do exercício, mas com criatividade e imaginação que sei que você é capaz.

Até a próxima postagem com mais sugestões.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

COMO AJUDAR NA DISGRAFIA (parte 3)

TRABALHANDO A PREENSÃO

Os movimentos de preensão são aqueles em que os dedos se tocam nas pontas e assumem uma posição de pinça. Todos os dedos o fazem, mas para a escrita importa a pinça feita pelo indicador e o polegar.

A pega do lápis correta é essencial para a escrita, por dar mais firmeza e mobilidade. O lápis deve ser segurado pelo indicador e o polegar e apoiado no dedo médio.


TRABALHANDO A MUSCULATURA DO POLEGAR E INDICADOR

Os exercícios para melhorar a preensão são bem variados. Podem ser feitos em brincadeiras com os dedos indicados até exercícios com mais dificuldades. O importante é que eles fortalecem os nervos e músculos dos dedos na execução das tarefas em que a preensão seja necessária, como por exemplo, na escrita.

Uma brincadeira gostosa é usar esses dois dedos para imitar o bico de pássaros e podem ser usados com músicas infantis. É um exercício simples, fácil e barato e que pode ser realizado em qualquer lugar.

Brincar de sombra, fazendo bichinhos como estes, mostrado abaixo. Ensine para suas crianças como fazer e ficarão horas nesta brincadeira saudável e exercitando sem perceber. Na Internet tem outros exemplos do que e como fazer.

Seja qual for o exercício escolhido procure variar na forma, no desenho, nos objetos, mas nunca o objetivo. A variação garante a novidade e a criança faz o exercício sem perceber.

SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS

1-Arranje de 25 a 30 pregadores de roupa e que tenha boa pressão. No mercado existe vários tipos de pregadores e são baratinhos, mas dê preferência aos que tiverem maior pressão. Aperte-o com os dedos indicados e solte-o num papelão, borda de um pote, cesta ou outro lugar que desejar. Você pode associar este exercícios com outros de identificação de letras e números.



VARIAÇÔES:

a)           Você também pode usar as “calcinhas de cabelo” ou vários elásticos de uma só vez. Colocar o indicador e o polegar dentro da calcinha ou do elástico e com os movimentos de abrir e fechar os dedos em pinça. Repita de 5 a 10 vezes, aumentando aos poucos, conforme a dificuldade da criança.



b)           Colocar moedas num cofrinho é outro exercício que as crianças gostam muito. E é fácil.


c)          Colocar palitos de dente em paliteiro fechado e pelos furinhos é outro que as crianças gostam muito. Se for em tom de desafio fica mais divertido ainda.

d)      Enfiar palitos de dentes em uma esponja de louça ou em isopor é outra brincadeira legal e que eles gostam de realizar. A esponja ou o isopor podem ser substituídos por batata, cenoura, chuchu, etc, e podem ser confeccionados vários bichinhos.



e)           Trabalhos de perfuração com palitos (de dente ou de churrasco) também são ótimos.

f)              Rasgar papel aleatoriamente também é bom, desde que a criança os segure com os dedos indicados

g)       Uma brincadeira muito legal é a de imitar a lavagem de roupa de bonecas e pendurá-las no varal. Serve tanto para meninas como para meninos e, se quiser, pode mudar o foco para pendurar no varal cartões com objetos do carro, do navio, da casa etc.



COM TRABALHOS ARTÍSTICOS:

A colagem com objetos grãos é sempre um bom exercício por proporcionarem uma graduação das dificuldades. Estes exercícios ajudam a criança a pegar objetos com o polegar e o indicador em pinça. Crianças que usam outros dedos na pega dos objetos e do lápis precisam ser observadas e corrigidas.

a)           Pode-se fazer trabalhos de bricolagem, utilizando outros objetos em graduação de dificuldades como pedrinhas, tampas de refrigerante, palitos redondos ou chatos de madeira, garfos e colheres para doces (plásticos ou de acrílico), cotonetes, etc. Existe uma variedade enorme de coisas que podem ser usadas nesta atividade. Comece sempre pelas maiores e diminua aos poucos em atividades posteriores.

b)           Pode-se também usar grãos, começando sempre pelos maiores e diminuindo aos poucos em atividades posteriores. Pode-se usar: grão de bico seco, feijão, ervilhas ou lentilha secas, milho seco, arroz, e outras sementes menores que possa encontrar ou bolinhas feitas de papel.



c)          Colagem com macarrão é outra opção. Podem ser usados macarrões chatos, tubulares, ou outros como os de lacinho ou de conchinhas. Este tipo de colagem é mais apropriado para bordas de desenhos ou outros trabalhos.

d)     Papéis também podem ser usados, pois também permitem graduação de dificuldades, mas depois das opções anteriores terem sido trabalhadas. Comece com os mais grossos (papelão) e aos poucos vá diminuindo a espessura.

e)           Variações em papel com colagem de pequenas peças e de diferentes texturas, rolinhos ou bolinhas de papel (sobras de material reaproveitado) também podem ser realizadas.


Continuamos na próxima postagem e com novos exercícios. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

COMO AJUDAR NA DISGRAFIA (parte 2)

Falei a vocês sobre uns exercícios sensoriais que ajudam a melhorar a letra, não é mesmo? Agora vamos falar sobre alguns deles.

Quando a criança é pequena, ela brinca, pega e manipula objetos e desenha muito.  Ao fazer tudo isto, também entra em contato com muitas texturas. 

No entanto, depois que cresce um pouco, deixa de fazer ou faz muito menos todas estas coisas. Embora tudo o que fazia antes esteja guardado na memória sensorial, elas não estão nos músculos, nem nos nervos, porque sem o uso, os músculos vão perdendo a habilidade e a agilidade conquistada. Por isto, muitas vezes a tarefa de escrever se torna muito dolorosa e cansativa porque forçamos os músculos.

Para que voltem a ser como eram antes, precisamos exercitá-los. Existem vários exercícios especializados que são feitos por terapeutas. Outros são fáceis e podem ser praticados por qualquer pessoa, usando o que as pessoas tem em sua casa. 

AQUECIMENTO DA MUSCULATURA DA MÃO



Para um aquecimento rápido podemos: bater palmas e esfregar as mãos uma na outra, como se as estivéssemos lavando.

Ao batermos palmas pode-se ainda cantar uma música que peça ou exija esse movimento. Ou então, uma música qualquer, cujo ritmo será marcado com palmas. podemos ainda brincar de bater mais forte, mais fraco, bater sem som, etc.

EXERCÍCIO PARA A MÃO TODA


Usamos duas bolas pequenas, lisas ou não, para o fortalecimento dos músculos das mãos e dos dedos. 

Primeiro a mão direita com a palma voltada para cima, seguramos a bola e a apertamos 5 vezes. Repetimos com a esquerda e apertamos outras 5 vezes. Por fim, as duas ao mesmo tempo e a mesma contagem.

Cada vez que este exercício for praticado, deverá ser aumentado em 2 apertos até chegarmos nas 16 vezes e, a última vez, o aumento é de 20 apertos.

Tudo o que é muito repetitivo cansa. Mas, se usarmos um pouco a nossa imaginação e criatividade, podemos repeti-los com "cara nova". Podemos usar dados de borracha, bolas feitas com folhas de jornal, bolas mais moles ou mais duras etc.

EXERCITANDO O PULSO

Os exercícios de aquecimento já trabalham o pulso junto. Mas, outros são mais específicos.


Primeiro, com a mão direita, rolamos a bola sobre uma mesa em várias direções  sem levantar muito o braço (umas 5 vezes em cada direção). Repetimos o mesmo exercício com a mão esquerda, outras 5 vezes. Por fim, usamos as duas bolas e as duas mãos ao mesmo tempo. Também podemos ir aumentando o total de vezes até 20.

VARIAÇÕES:
  
a) rolar o lápis sobre a mesa para a frente e para trás. O lápis poderá ser grosso ou fino ou usados juntos.

b) girar um cubo mágico em direções opostas com os cotovelos bem junto ao corpo.

c)rasgar folhas de jornal ou revista aleatoriamente, usando os pedaços para um trabalho artístico.

d) fazer modelagem com massinha, estando os cotovelos bem junto ao corpo.

e) enrolar uma tira de papel (bem comprida) em tubos de papel higiênico ou de papel toalha.

f) enrolar um pedaço comprido de barbante na outra mão.

Se você for trabalhar com a classe toda, escolha um aquecimento e um exercício de pulso. E as crianças estarão prontas para escrever.

Continuamos na próxima postagem

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DISGRAFIA: COMO AJUDAR? parte 1

Uma grande maioria dos professores, quando se deparam com uma criança de “letra feia” ou inelegível, insistem em pedir que as crianças preencham vários cadernos de caligrafia. Este tipo de caderno é bom, mas não para todo mundo.

Se a criança tiver um problema motor, o caderno de caligrafia não resolve. Este tipo de problema de escrita precisa de exercícios especiais. Tudo em contrário pode agravar o problema. O melhor a fazer é encaminhar a um psicopedagogo ou a um terapeuta ocupacional (TO).

Se a criança tiver um problema perceptivo (e isto se percebe por uma quantidade de inversões de letras e números, o caderno de caligrafia também não resolve o problema. É preciso que se corrija primeiro o aspecto perceptivo, para depois indicar esse caderno.
Para quem ele serve? Para crianças e adolescentes sem problemas motores e perceptivos. Mas primeiro é preciso saber como traçam as letras. Para isso, aproxime-se da pessoa em questão e observe. Se houver inversões de traçado, ou seja, se começa do lado oposto do que é normal. Há crianças que começam o “A” deste tipo, da direita para a esquerda e de baixo para cima, quando o correto é traçar duas linhas inclinadas e opostas de cima para baixo e uma terceira na horizontal da esquerda para a direita. O mesmo acontece com outras letras e números.

Seja para quem for, antes que o erro se fixe na memória (cristalização) é preciso corrigi-los. Mas o quê e como fazer?

Com exercícios psicomotores muito simples. Um dos motivos da letra feia é como os aprendizes pegam no lápis. Alguns apresentam movimentos estranhos ao normal porque seguram o lápis de forma incorreta.

 Cada criança adota uma posição que lhe seja confortável, mesmo que sejam erradas.  Todas as posições  diferentes a esta foto abaixo precisam de correção. Para mostrar o limite dos dedos num lápis, enrole um barbante, cole uma fita crepe ou de durex colorido. Em casos de problemas motores existem adaptadores interessantes, com modelos e cores diferenciadas.

modo correto de segurar o lápis para escrever.

Acostume seus filhos ou seus alunos a manterem uma distância entre a vista e a ponta do lápis, mantendo as costas eretas, como na figura abaixo.


Esta postura promove menos cansaço do que se ele estivesse todo torto. Promove também uma boa visão do trabalho que está sendo realizado.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

SOBRE DISGRAFIA

DISGRAFIA é a letra “feia”, irregular e ilegível. As letras saem ora grandes, ora pequenas na mesma palavra, com agrupamentos de letras sem que se possa distinguir quais são e misturam maiúsculas e minúsculas numa mesma palavra.



O traço pode ser tão forte que deixam marcas na folha ou tão fraco, que parece que não há nada escrito. Geralmente, não respeitam as margens ou não usam a linha como orientador. Param bem antes do final da linha ou amontoam várias letras no final dela. Alguns disgráficos deixam um espaço muito grande entre as palavras ou emendam uma na outra como se fossem uma só palavra. Podem escrever palavras faltando sílabas, pará-las no meio ou acrescentar sílabas desnecessárias. Por isso, muitos autores insistem em dizer que a disgrafia decorre de um comprometimento intelectual denominado “disortografia”. Mas, sabe-se também que a disgrafia pode aparecer em aprendizes que não possuem esse comprometimento.

Muitas retocam as letras com várias passadas do lápis, as letras mais alongadas como o b, d, f, g, h, k, l e t tem suas hastes encurtadas, malfeitas dando a impressão de que estão atrofiadas; invertem a ordem do traçado dessas letras e números com movimentos contrários ao natura da escrita.

Os disgráficos são crianças que escrevem de forma lenta. E essa lentidão é devido ao tempo que gasta tentando lembrar como é a forma ou o traçado das letras que pretende usar. E, nessa tentativa de lembranças, acaba tornando-a numa escrita ilegível, porque usa uma forma inadequada de escrita. O que pode levar a confundir com “dislexia”.

Estas características não são isoladas, mas aparecem num conjunto. Pode acontecer que um ou outro item não entre nesse conjunto. Por isso, podemos dizer que variam de um disgráfico para outro.

TIPOS DE DISGRAFIA

As causas da disgrafia podem ser: motora ou de percepção.



A DISGRAFIA MOTORA (também chamada de “discaligrafia”) ocorre quando a criança fala e lê bem, mas encontra dificuldade na coordenação motora fina para escrever as letras, números, palavras ou frases. Em outras palavras, o disgráfico vêm a figura gráfica e a reconhecem, mas não conseguem realizar os movimentos da escrita de forma adequada. Neste caso, isto acontece por um problema neuromuscular.



Na DISGRAFIA PERCEPTIVA, a pessoa não consegue relacionar o que ouvem (som das letras, sílabas, palavras, frases) com a grafia que os representa. As disgrafias perceptivas são, na maioria dos casos, confundidos com “disléxia”. E, neste caso, elas acontecem por um distúrbio perceptivo.

Muitos professores ao verificar que um aprendiz tem letra feia, logo pede para fazer caligrafia. O caderno de caligrafia não resolverá o problema neuromotor, nem o problema de percepção. 

A primeira providência de pais e professores é encaminhar o aprendiz para um psicopedagogo. O tratamento requer uma estimulação linguística global, atendimento individualizado e complementar ao trabalho escolar. Também faz parte desse trabalho, a conscientização do problema que o aprendiz possui.

Pais e professores não devem criticar ou repreender o aprendiz por causa de sua letra, mas reforçar, de forma positiva, cada conquista que realizada. As avaliações devem priorizar a expressão oral, evitando assim a forma escrita. Ao corrigir tarefas, livros, cadernos, trabalhos e provas, o professor deverá evitar marcar os erros com canetas vermelhas.