domingo, 15 de outubro de 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

NEM TUDO SÃO FLORES 2

No primeiro dia de avaliação foi tudo bem. O garoto com Down fez tudo o que foi proposto: exercícios de coordenação motora fina e de preensão, coloriu, cortou papel com as mãos e uma porção de joguinhos, todos de modo muito rápido. E foi nesse mesmo dia que percebi o que postei na vez passada.

Só no último exercício de contornar cobrindo os tracinhos que ele resolveu deixá-lo deste jeito:
 

No segundo dia de avaliação, resolvi continuar com os mesmos tipos de exercício de coordenação motora fina porque ele havia mostrado muita dificuldades e para comprovar ou não as minhas observações. Mesmo antes de começarmos, enquanto arrumava tudo, eu punha alguns objeto em pé e ele derrubava.


Vocês já o conhecem. É o mesmo que usei com o garoto com Paralisia Cerebral em que deveria passar a bola de um pote para outro com uma das mãos e voltar com outra. Recoloquei os potes no seus devidos lugares por várias vezes e bastava me virar para pegar os outros ou a bola e ele tornava a derrubar. Ao mostrar-lhe a bola e como ele deveria fazer e ele parou. Entreguei a bola para ele e, em vez de colocar como havia lhe mostrado, começou a atirá-la sobre os objetos derrubando-os novamente. Por isso, já que não fazia o que lhe era pedido, abortei o exercício e fomos para o caderno.

A partir de então, tudo o que era proposto ele fazia e depois rabiscava.


E foi assim com o restante dos exercícios. Fazia alguma coisa se eu pegasse em sua mão. E assim que eu a soltava, rabiscava tudo. O mesmo aconteceu ao verificar seus conhecimentos em matemática. No primeiro exercício era para traçar o numeral 1 que estava pontilhado e no segundo, colar a quantidade. 

 
exercício 1                            exercício 2

Fiz o primeiro exercício segurando em sua mão, ele deveria fazer o restante.  Eu esta sentada a seu lado, com o braço por trás dele e segurando em sua mão. Os primeiros saíram perfeitos mas os seguintes, mesmo com a mão a mão sobre a dele saíram irregulares. E uma dúvida surgiu: as lições feitas nos cadernos escolares estavam com traçados perfeitos. Talvez as professoras (atual e anteriores) agissem dessa maneira com ele. Perguntei sobre esse fato com a mãe e ela confirmou. 

Outra coisa interessante foi o fato de que, enquanto traçávamos o numeral ele apoiou sua cabeça no meu peito e fechou os olhos, fato que comprovava a minha dúvida e que não direcionava o olhar para o que fazia. Só não rabiscou este porque virei o caderno rapidamente. 

No segundo exercício, com o numeral já traçado onde ele deveria colar a quantidade. Mas enquanto esperava eu passar cola e dar para que ele as colasse, lá estava ele rabiscando o que já estava feito. Reparem que em nenhum momento ele  rabiscou o que ele havia colado. Interessante, não é mesmo? Que significado teria isso? Ou o que estaria querendo expressar?

Com a letra A para verificar se aconhecia, foi a mesma coisa. No primeiro, comecei com a caixa de areia para traçar o A. Ele não queria colocar a mão dentro. Dei então uma bolinha de gude para que o fizesse, mas ele a jogou longe. Dei então um fuso e então, começou a jogar a areia para fora.


Voltamos então para o caderno. O traçado com pontilhado da letra já estava pronto e era só cobrir. E novamente encostou cabeça no meu peito. Fizemos o grande juntos, e os dois primeiros no pontilhado. E pedi que fizesse os demais sozinho. 

No segundo ele pintou sozinho, e ao pedir que traçasse os outros A bem colorido com os gizes de cera, ele simplesmente rabiscou todos. 

 

exercício 1                            exercício 2

Confundiu colorir com cobrir? Ou quis expressar outra coisa? Mas o quê?

Para não ficar maçante, costumo intercalar exercícios de coordenação motora com exercícios de alfabetização (da língua ou de matemática com os de coordenação). e o exercício seguinte era o de contornar o desenho de uma locomotiva. Eram apenas linhas retas, nada difícil para quem sabe ligar figuras.


Assim que o viu o ouviu o que fora pedido,ele derrubou uma cadeira que estava ao seu lado.  E ele rabiscou novamente. Peguei em sua mão novamente e tudo aconteceu novamente: a cabeça no meu peito, o olhar distante e sem direção, mão tão frouxa e abandonada que os traços saíram fora do risco. Peguei o giz azul e pintei a locomotiva para mostrar como deveria pintar. E ele coloriu o restante deste jeito.


Verificando os conhecimentos básicos ou prévios (como é conhecido nas escolas) identifico que não os conhece, portanto, não existem em seu vocabulário. Tanto que rabisca as duas alternativas, o que comprova as minhas observações anteriores.


 


Os termos alto, baixo, grosso e fino, igual e diferente são tão óbvios, mas que ele não conhece. E talvez com receio de errar ou de não fazer direito rabisque os dois.


Ofereço em seguida um quebra-cabeça com apoio visual.  Peças soltas e uma folha com o traçado da forma. Ele coloca cada peça no lugar exato mas de cabeça para baixo. No momento da colagem, entrego a ele num jeito que não seja capaz de desvirar porque não percebe se ficou ou não de cabeça para baixo. Perceberam  que este não foi rabiscado?

Finalizando por hoje, restava alguns minuto para terminar o atendimento. Foi então que resolvi pedir que fizesse algum desenho.  E vejam o que ele fez:

 

Depois de muito pensar sobre o que observei chego a seguinte conclusão: 
1- O fato de rabiscar indica resistência. Mas não é a mim (senão não encostaria sua cabeça no meu peito), mas aos exercícios. Não porque não goste de fazê-los, mas porque só passam isso na escola como verifiquei ao olhar seus cadernos e tarefas escolares. Ele as faz em folhas, com as palavras em pontilhados. E, talvez isto venha ocorrendo desde sua entrada na escola.

2- O fato de a professora (s) pegarem em sua mão sempre para realizar suas tarefas criou um hábito e tirando a chance de conquistar autonomia (fazer sozinho). Talvez no começo precisasse, mas à medida em que foi crescendo teria que perder esse hábito, mesmo com todas as dificuldades.

3- Se esta criança ainda  NUNCA desenhou na vida e não foi estimulado a desenhar (mesmo que seja do seu jeito ou do jeito que consegue) como poderá escrever? Sabe-se que o desenho é a primeira forma de escrita (segundo Lowenfeld) desde os tempos mais primitivos e revivido no desenvolvimento de cada criança. Por isso, ainda se encontra na fase das garatujas desordenadas.

4- Quanto aos conhecimentos prévios ou básicos como poderia saber se ninguém os ensinou? Se não constam do seu vocabulário do dia a dia? Em casa, é mais fácil dizer grande ou pequeno (que é a única noção que conhece bem) do que ensinar as demais noções. Mas não os culpo. Talvez não tenham o conhecimento necessário. Mas e a escola? Por que não supriu esta falta? 

5- Quanto a haver ficado alguns exercícios sem ser rabiscado mostra o seguinte: ele valoriza o que ele faz sozinho e sem ajuda. portanto, não posso agir com agem na escola. Como resolvi esta questão? A resposta fica para a próxima postagem.

Continua

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

NEM TUDO SÃO FLORES

Enquanto as coisas com o garoto com Paralisia Cerebral caminha, vamos agora ver o que se pode fazer com um Down de 10 anos, cursando o 5º ano da escola pública e com sérias dificuldades. O motivo para o encaminhamento para o trabalho psicopedagógico feito pela escola se deve ao fato de que ele irá para o 6º ano (fato já determinado) e como terá muitos professores... deduz-se que ninguém sabe o que fazer com ele. Por esse motivo, fui procurada pelos pais e  trabalho com ele há pouco tempo.

Logo na avaliação inicial  já deu para perceber que, além da deficiência intelectual e da hipotonia (musculatura flácida) característica desta síndrome, ainda apresenta muitas outras dificuldades. Por exemplo, apresenta: 

a) dificuldade de comunicação verbal - sua fala é truncada e enrolada dificultando a compreensão do que ele quer expressar. 

b) dificuldade na coordenação motora grossa - embora ande e corra com as pernas abertas lateralmente e salte apenas com os pés juntos. Ele  faz isso para manter o equilíbrio por conta de problemas motores generalizados.

c) dificuldade na coordenação motora fina - é bastante deficiente. Escreve muito claro, mas tem boa apreensão em todos os dedos, do lápis e de coisas grandes e pequenas.


 

d) dificuldade de atenção e concentração - sua atenção e concentração é dura poucos segundos. Acha tudo interessante, mas logo se dispersa.

e) dificuldades visuais - além da miopia e do astigmatismo, não mantém o olhar sobre o que está fazendo. Por isso, não percebe detalhes seja de cor, forma, tamanho, posição, etc.


f) Quanto ao grafismo - ainda se encontra na fase dos rabiscos desordenados. Gosta  Seus círculos se fecharam recentemente porque ainda mantém alguns abertos. Por isto, ainda não consegue escrever, desenhar, cobrir pontilhados etc.

g) nível de intelectualidade - bem abaixo do padrão para uma criança de 10 anos (idade que possui) e pouco conhecimento de mundo. Muito infantilizados.

h) temperamento voluntarioso - é altamente resistente, principalmente em relação a letras e números. O que ele não gosta ou não quer fazer, ele atira ou derruba. E no caderno, quando ser acha difícil ou não saber fazer, rabisca.

COM RELAÇÃO ÁS TAREFAS ESCOLARES


 


a) identifica algumas letras (as vogais e as cinco primeiras consoantes). 

b) identifica os algarismos de 1 a 9, mas não faz a correspondência com as quantidades que representam, nem efetua a contagem delas.

c) desconhece a maioria dos conceitos básicos, sabendo apenas o que algo grande ou pequeno. E os outros? Esses conceitos são essenciais para a aprendizagem escolar.

Observando seu material escolar, observei que as tarefas estão PERFEITAS. Suas lições são compostas de 1 folha (por dia) com 4 ou 5 palavras chave, escritas com linhas pontilhadas e cuja cobertura estão religiosamente muito bem traçadas e que foram coladas no caderno posteriormente. Embaixo de cada uma, a nota: "feito com ajuda". O que nos leva a supor que, em algum momento da aula, a professora tenha pego em sua mão para traçá-las. Não vi, no caderno, exercícios referentes a numeração, contagem, contas simples ou mais complexas. 


JOGOS E BRINCADEIRAS

São poucos o jogos de que gosta e que faz sua concentração se ampliar um pouco mais (1 ou 2 minutos). 

a) Consegue montar quebra-cabeças com poucas peças e com apoio visual, mas ainda assim, viradas ou colocando peças fora do lugar. Como não percebe as formas direito e outros detalhes (cor, tamanho, posição) de continuidade, sem esse apoio, força as peças com formatos diferentes para que se encaixem. Como não consegue, as esmurra ou as atira para longe sem buscar uma outra alternativa.

b) Tem aversão por algumas texturas, como areia, substâncias molengas (geleca). Mas aceita a massa de modelagem, acredito que, por ser mais consistente. Mas só a rola sobre a mesa, sem construir nada.

c) Em jogos com bola, gosta de chutá-la e correr atrás como fazem todos os meninos de sua idade. No entanto, faltam-lhe outras habilidades, como por exemplo, agarrá-la com as mãos ou de atirá-la na direção de seu parceiro de jogo. Essa habilidade depende essencialmente da observação da trajetória da bola e a utilização de reflexos, como o de esticar o braço na sua direção e de fechar as mãos quando a passar ente elas . Mas como não olha para o que faz, essas habilidades não foram desenvolvidas.

Será um trabalho bem difícil. "Ossos do ofício", _ dirão alguns leitores. Mas se repararmos bem, são os mesmos "ossos" enfrentados pelos pais e professores desta criança. 

Por onde começar? Esta é uma pergunta que todos os psicopedagogos fazem a si mesmos cada vez que inicia um trabalho com uma criança, principalmente se as dificuldades forem dessa magnetude.
Continua

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

CHEGANDO AO 100 - PARTE II

Terminamos a postagem anterior mostrando a adição das centenas. O objetivo era mostrar ao garoto a quantidade de grupos de 100 existentes em cada centena.

Embora fosse dito a ele o nome de cada numeral, é preciso fixar esses nomes. Como sempre, ele eu preparo pequenas fichas com os nomes, ele os identifica seja através da forma das palavras ou da leitura delas e cola no lugar determinado.


O próximo passo é a representação simbólica (tampinhas) e e a representação gráfica dos numerais. Como já havia entendido, esta passagem foi muito rápida. Partimos, então, para a sequência numérica começando pelo 100.

E com as tampinhas e um material montessoriano chamado "VISÃO DE CONJUNTO" fizemos a passagem do simbólico para o gráfico. Sobre a mesa, coloco as tampinhas referentes a 1 centena e as unidades de 1 a 9. Faço o mesmo com a Visão de Conjunto. E a cada unidade colocada simbolicamente, o número da unidade é mudado na parte gráfica. Porém, sempre insistindo que o zero em azul permanece inalterado porque ainda não temos um grupo de 10 unidades. E que, quando não se tem uma coisa, representamos graficamente com um zero.


Depois de manipular bastante esse material, no momento da aprendizagem da sequencia numérica, fizemos também um jogo de formação de número. Esse jogo consiste em escrever com o material usado, um número dessa sequencia pedido de forma aleatória. Com o 100 perto de si, e á frente, a sequencia de 1 a 9. O objetivo é pegar a unidade  e colocar no lugar certo, formando o número pedido. Mostro na foto acima a formação dos numerais 109 e 105. Mas pedi todos.

Chega então o momento de mostrar ao garoto a sequencia toda. Como se vê na foto abaixo.


Chega um momento de descontração. Além de fixar a sequência numérica é uma forma também de trabalhar a coordenação motora da mão ativa. É um Liga-pontos.


Para terminar, continhas de adição. A subtração envolve o uso do recurso (o famoso "empresta"), coisa que ainda não está preparado.

Antes de começar, mostro simbolicamente que no zero não tem tampinhas para juntar com as unidades. E deixo que faça sozinho, sem interferir, e apenas colocando os resultados. E não é que fez tudo certinho e nomeando os resultados!?!


Agora é começar a nova sequência.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CHEGANDO AO CEM

A numeração seguiu seu curso até o numeral 99. É chegada a hora de iniciarmos um número maior, com mais uma casa e uma nova tampinha: o CEM.


Num primeiro dia, apresento o numeral cem (100). Aponto para o laranja e digo que ele representa as unidades ou a contagem de um em um. Depois, o azul, que representa as dezenas ou os montes de 10 e a nova casa, representado em vermelho, indica os montes de cem unidades. E ponho ao lado a nova tampinha (vermelha).

Pergunto ao garoto, se ele sabe por que esse número tem uma porção de zeros? Ele responde do seu jeito: É um número novo e não tem outras tampinhas. Então dou as explicações necessárias.

Ao apresentar a nomenclatura, chamo sua atenção para os termos CEM e CENTENA e digo que são a mesma coisa e que são dois jeitos de falarmos sobre o CEM.

Em seguida, chamo a atenção para o termo SEM. Que embora tenha o mesmo som, indica coisa diferente. Explico que SEM é igual a zero ou a não ter nada, como SEM dinheiro, SEM roupa etc. E brincamos um pouco que essa questão de CEM  e de SEM. Ele ri. 

Num segundo dia, volto ao início para verificar se lembra o que foi dito antes. E não é que lembrava direitinho! 

Para que entendesse a progressão, usando as tampinhas e números trabalhamos o seguinte: 1 cem = 1 tampinha = 100    2 cem = 2 tampinhas = 100 + 100 = 200. e assim por diante até o 900.

 

O objetivo era mostrar a ele a relação com as tampinhas vermelhas, e a quantidade de 100 que existe em cada número, além de mostrar a progressão numérica.

Feito isso, partimos para o trabalho de fixação deste conteúdo. E assim, trabalhamos a ordem crescente e decrescente destas novas quantidades.

 

Trabalhamos também o numeral maior e o menor, sempre fixando a quantidade, como por exemplo: Qual o número que tem mais 100? ou Qual o número que tem menos 100? Ah! Está aprendendo a grifar!


Depois disto feito, partimos para as operações: de adição...

 



... e de subtração.

Até a próxima postagem, com a continuação.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

APRENDENDO OS ENCONTROS CONSONANTAIS


Quero pedir desculpas pelo atraso nas postagens. É que algumas crianças saíram em férias e demoraram a voltar. O garoto com paralisia cerebral foi um deles. Na semana passada, quando voltaram, fiz uma revisão do que tinham aprendido, pois quem tem algum tipo de deficiência esquece muito rápido. Por isso, não quis postar coisas repetidas para vocês. 


Mas vamos ao tema de hoje. Primeiro, pedi que montasse o alfabeto na ordem. Em seguida, pedi que retirasse as vogais. Fixei, mais uma vez, que o A, E, I, O, U eram as vogais e que as outras eram chamadas de CONSOANTES.

Explico, mais uma vez, que cada uma das consoantes possui um som. E leio o alfabeto apenas produzindo o som de cada letra que ficou sobre a mesa. Ele riu, porque na escola só ouvia o nome da letra. Aproveito a oportunidade para definir o que é o termo "CONSOANTE" que é "soar com" ou produzir seu som junto com uma vogal. E como exemplo, disse algumas palavras apenas emitindo o som das consoantes. Ele riu novamente e disse não ter entendido nada.

Reafirmei que para que uma palavra seja entendível devemos usar sempre uma ou duas consoantes junto com uma vogal. Exs:
  bl - bala
 cvl - cavalo

O garoto nomeou uma a uma as consoantes. Foi então que lhe disse que, assim como as vogais, as consoantes também podiam ficar juntas numa palavra. E quando isso acontecia era chamado de ENCONTRO CONSONANTAL ou "Encontro das Consoantes".

Em seguida mostro a figura colada no caderno.


É nesta altura que ele compreende o que estou falando. E com o Alfabeto móvel vamos formando outras palavras que possuem encontros consonantais como: prato, porta, escola etc. depois de bem entendido, passamos aos exercícios. Ele primeiro me mostra onde está dizendo o nome das consoantes que estão juntas e depois ele grifa (aprendido recentemente).


O exercício seguinte é para nomear as figuras. E, logicamente, são palavras que tem encontros consonantais.


Sempre neste tipo de exercício procuro colocar algumas palavras conhecidas e outras desconhecidas para eles. Com isto, posso explicar e, de preferência, mostrar com figuras ou ao vivo, o significado mais concretamente e assim ampliar seus conhecimentos. E além de ler e identificar o nome do objeto, teve que grifar novamente os encontros consonantais (e que serve para fixar o que estão aprendendo).

COISAS DO M E DO N.

Aproveito a oportunidade para dar mais algumas explicações. Quando pronunciamos o P e o B precisamos da boca fechada. A letra que prepara a nossa boca para pronunciarmos essas letras é o M. Por isso, sempre que tivermos um som anasalado ( que vai para o nariz) primeiro vem o M e logo em seguida ou B ou o P.  E só essas.  E então, mostro a ele com figuras e posteriormente, com um espelho.


ou



Para todas as outras consoantes usamos o N, que não precisam da boca fechada. 


 Depois de tudo isto, mostro como ficam nas palavras:

com M                                           com N 

Agora é só trabalhar bastante para fixar essas informações.

Até a próxima postagem pessoal!