quinta-feira, 14 de junho de 2018

DOWN E A COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Os Downs precisam trabalhar constantemente a coordenação motora fina devido a hipotonia, ou seja, um enfraquecimento dos músculos. Mas Gael se recusa a fazê-los e quando insisto, faz mal feito e com uma rapidez incrível. São os muitos exercícios do mesmo tipo no caderno que faz desde que entrou na escola. Agora, é preciso fazer diferente.

1- Prender um pregador de plástico na borda de um pote é novidade para ele. Por isso, ele faz com vontade. Com o abrir e fechar dos pregadores se trabalha a musculatura dos dedos, mãos e do antebraço.
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2-  CAIXA DE AREIA E BOLINHAS DE GUDE - Trabalha-se a preensão polegar -indicador e a textura.  E com as bolinhas de gude, Gael se diverte formando caminhos, traçando letras e números. É um material sensorial dos mais eficientes.


3- LEGO - Ao montar o trenzinho trabalha-se os encaixes e a preensão que ajudam a ter uma coordenação motora melhor. O legal deste brinquedo é desfrutar da imaginação e brincar com ele sobre a mesa.


4- COFRE E MOEDAS - Gael ficou encantado em colocar as moedas no cofrinho. Trabalha-se a preensão polegar - indicador e a habilidade de apanhar as moedas que estão espalhadas sobre a mesa. Além disso, precisa olhar para a abertura por onde as moedas entram, no que ele tem bastante dificuldade.



5- ISOPOR E PALITOS DE DENTE - Com um pedacinho de isopor e alguns palitos de dente, Gael faz a festa, sem saber que está fazendo um importante exercício de coordenação motora, trabalhando a preensão, força muscular e a precisão ao espetar os palitos e deixá-los em pé e sem falar que precisa olhar para o que faz. 


6- Outro exercício que deixou o Gael encantado foi este: O RATINHO CURIOSO. Inspirado nos livros de pano, este exercício faz com que ele tenha que utilizar as duas mãos para passar o ratinho por entre os furos do queijo. O fio é longo exatamente para dar muitas voltas e fazê-lo esticar os braços para puxar o fio e para que o ratinho tenha espaço para se esconder sob o queijo se ficar assustado com algum barulho.


7- ENROLANDO O FIO - Basta um cone e um pedaço comprido de barbante. o objetivo é trabalhar os movimentos circulares e a habilidade de enrolar. Como se vê pela foto, ainda deve trabalhar bastante este exercício porque ele embolou o fio mais do que enrolá-lo.

8- Ainda na atividade de ENROLAR O FIO (2 ) - também inspirada nos livros de pano, este exercício trabalha a os movimentos circulares (para o fio dar a volta nas tampinhas), a coordenação motora (estabelecer os movimentos do fio), habilidade manual, uso da mão auxiliar (que ele não usa) e da criatividade porque pode criar diversos movimentos.


Em breve, mostro outros exercícios. Fica aqui as dicas.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

DOWN E AS ATIVIDADES ARTÍSTICAS

Todo mundo sabe que trabalhar com uma criança que tem deficiência intelectual (com qualquer síndrome) não é fácil. Mas também não é impossível. É preciso ter calma e consciência de que as coisas demoram a acontecer. Tudo é um processo . Às vezes, mais demorado do que desejamos. Mas é assim que que as coisas acontecem. Aos poucos, porque o cérebro deles funciona lentamente. 

Desenvolver o gosto artístico também faz parte de um processo. Um pouco por vez. E se não der certo na primeira vez, tente uma segunda, terceira etc, até que a coisa acontece. Algumas vezes, bem antes do que imaginamos ou, simplesmente, de surpresa.

Comecei esse processo com pouca coisa. Com uma colagem pequena, o processo para verificar seu conhecimento das cores primárias. E acabei por observar que ele também reconhecia as formas propostas.


Isso me deu a chande de ir para o segundo passo: o recorte com as mãos. Um recorte aleatório, nada planejado. Só queria saber se ele conseguia rasgar o papel. Dei a ele uma folha de revista para que picasse. E ele o fez sem ajuda.


No atendimento seguinte a proposta foi rasgar um pedaço de color set, um papel mais grosso que a folha de revista. E ele o fez.


E assim, aos poucos, chegamos no desenho de bolinhas e na colagem dos círculos.



Depois foi a vez dos quadrados.



Antes de iniciar outra forma, trabalhei a parte artística com um quebra-cabeça com apoio visual. E notei que ele já estava pronto para o trabalho com legenda.


Trabalhando as legendas (traços = cabinhos ou folhas e bolinhas = flores) trabalhamos flores com textura. Nos traços ele colou palitos de sorvete e nas bolinhas, as flores feitas de forminhas para doces. Para encrementar o miolo das flores, uma colagem com areia colorida (como se vê na foto abaixo). E ele fez a festa!


Num outro atendimento, fizemos ainda uma colagem com flores. Desta vez, com mais flores e folhas.

E assim foi indo, um pouco de cada vez. Agora devia montar um vaso com flores grandes.


Depois um ramo com flores feitas com as partes coloridas de uma folha de revista. As folhas eram de color set. Sempre com legenda.


Mais adiante, o trabalho mais elaborado, também com legenda. Uma cesta de flores.



Logo, outras novidades.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

COLORINDO DESENHOS

Falou em Down ou em outra síndrome qualquer que promova a Deficiência Intelectual, o primeiro pensamento que surge é de que a criança "não pode". Em virtude deste pensamento negativo,  aceita-se tudo o que fazem e da forma que fazem.

Trabalhar com Down (ou outra síndrome qualquer) é complicado, demorado, mas não é impossível. Requer ficar em cima de um objetivo até que a criança entenda e faça direito. Se começar precocemente, tudo fica mais fácil. Mas não é isso que ocorre. As pessoas vão deixando porque querem ver os resultados logo e como não conseguem, desistem. E esta é a forma mais fácil. O fato é que a criança deficiente intelectual (DI) se acostuma, se habitua e passa a acreditar que a forma com que colore os desenhos é a correta. E não aceita outra forma.

Com Gael não foi diferente.Assim que vê uma parte do desenho em branco, já rabisca.



Deixei porque estava em avaliação. E, em avaliação, é preciso descobrir as dificuldades para sabermos o que precisamos trabalhar. 



Nestes outros desenhos, embora ainda não consiga fazer movimentos circulares, pode-se notar que há uma tentativa de controlar seus movimentos.

Neste outro desenho, já se nota um controle maior dos movimentos da não na tentativa de seguir os contornos do desenho.


Idas e vindas são normais, principalmente quando não estão querendo fazer, como foi o caso aqui. Gael estava preocupado com o desenho que não terminou de assistir pelo computador e seu foco estava lá nesse desenho. o que também é muito comum em DIs.


E se houve uma tentativa, basta esperar um pouco mais, pois já é possível que pinte corretamente. Vamos trabalhar mais essa questão.

Fonte de imagem: Mil Maneiras Estimulação Pedagógica

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O RETORNO DO DOWN

Lembram-se do garoto com Síndrome de Down que falei sobre ele há um tempo atrás? Após alguns meses de afastamento por conta do nascimento antes do previsto de uma irmãzinha, ele agora está de volta.  Voltou mais alegre, animado e falante (mais que antes). Só para esclarecer, esse garoto tem 10 anos de idade cronológica, cursa o 6º ano do Ensino Fundamental e usarei  "Gael",  como nome fictício, para me referir a ele e preservar sua identidade nas postagens.

As dificuldades de Gael são grandes. Não lê, não escrever por comprometimento na coordenação motora fina devido a hipotonia (flacidez muscular) comum nos Down, mas que nele está um pouco pior. Não gosta dos exercícios convencionais e, os novos, os derruba ou empurra para fora da mesa. Gael é uma criança voluntariosa e uma agitação constante, talvez o famoso "TDAH" (Transtorno de Atenção e Hiperatividade). 

Outra coisa que notei nesta volta e por estar mais comunicativo, foi a fala. Ainda é truncada, com omissões e trocas sonoras, fazendo com que fique incompreensível em alguns momentos. Um exemplo, ao trabalharmos a letra C, coloquei figuras de um coco, de uma cueca e de uma camisa e que nomeia da seguinte forma: "oco, ueca, e amisa". Como se pode perceber, Gael omite o "C" inicial das palavras. Quanto às trocas, embora seja perceptivo, ainda preciso observar um pouco  mais à medida que avançamos no estudo do alfabeto para concluir essas trocas. Porém, posso afirmar que ele não consegue pronunciar nem do seu jeito palavra maiores, embora mostre conhecimento de seu significado.

Um ponto importante, e que está deficiente, é o "olhar para o que faz ou para algo que é mostrado". Quando isto acontece, Gael desvia o olhar para qualquer outro lugar, menos para onde estamos chamamos sua atenção. Pode ser uma dificuldade ou que as professoras não tenham percebido ou não desenvolveram esta habilidade na escola.

Só sei que Gael é uma criança que está cansado das mesmices. Na escola, todos os anos começam com as revisões das vogais, das consoantes B, C, D, F e G (onde parou no ano passado) com exercícios de cobrir letras pontilhados. Letras que conhece e identifica isoladamente. No entanto, não consegue juntá-las em forma de sílabas. 

Reconhece algumas letras

O mesmo acontece com a numeração, mas ninguém percebe que não relaciona os símbolos numéricos com as quantidades que eles representam. Nem que não sabe contar, o que faz apenas com ajuda.
 

Reconhece os números, mas precisa de ajuda 
quanto as quantidades.

Os exercícios de coordenação motora fina convencionais (os de seguir linhas pontilhadas) não são atraentes para ele. Por isso enrola, enrola e não os faz sozinho até que se pegue na mão dele. Então, encosta a cabeça no meu peito, solta a mão ainda mais e fecha os olhos ou olha para qualquer outro lugar, menos para o que está sendo feito. Um exercício que faz bem e sozinho é o de ligar. Mas é só.  


 
Se faz bem feito estes exercícios, é com ajuda. Caso contrário, 
rabisca.

Foi então que decidi trabalhar com ele de uma forma bem diferente da escola. Já que não pode escrever sozinho, quem sabe se colando? E deu certo. Ele pega a cola sozinho e vai colando as letrinhas que faltam nas palavras que decidi trabalhar no atendimento.  Espalho as letrinhas na mesa e ele escolhe as vogais ou as consoantes que vão na palavra. E dessa  forma, faço a tal revisão e a avaliação do que ele conhece e identifica. 

Não se pode alfabetizar se a criança não conhece e não domina as noções básicas. E isto serve para qualquer criança com e sem deficiência intelectual. Ignorar isto, é perda de tempo.
Trabalho perceptivo e de reconhecimento das cores

E foi por aí que comecei meu trabalho com Gael. Com desenhos graciosos e figuras recortadas tenho trabalhado as noções de grande e pequeno, grosso e fino, comprido e curto, igual e diferente entre outras. E dando mais autonomia a ele, ou seja, deixando que faça tudo o que puder sozinho. Confesso que, no começo, foi difícil fazê-lo entender o que eu queria que ele fizesse.


Trabalhando a noção de grande e pequeno

Jogo de reconhecimento das letras iniciais 
do nome das figuras

Montagem de torre para avaliar sequenciamento

Por ter uma atenção e concentração muito curtas, precisam ser muitos exercícios curtos, variados e rápidos porque logo perde o interesse deles. Novidades é o que o move. Por isso, é preciso planejar e preparar muitos exercícios para cada atendimento e sobre os assuntos que estamos trabalhando.

Em cada atendimento testo também suas habilidades.


Brincamos de costurar, mas na verdade, é um 
exercício motor importante de observação e 
de atenção e concentração.

A montagem de um quebra-cabeça é, segundo a psicologia, 
um organizador da mente.Mas serve como um observador 
da forma das figuras, de detalhes importantes e 
essencial para tudo o que fazemos

Brincar livremente com dois objetos. No caso, 2 bois escolhidos 
por ele. Apesar de ser uma atividade lúdica, revela muitas coisas, 
principalmente, se sabe imaginar e contar histórias.

Gael ficou parado diante destes brinquedos. A princípio parecia não saber o que fazer com eles. Depois iniciou uma luta entre eles. Pouco depois, deixou ambos e se interessou por outra coisa. O resultado é que ele pode imaginar e contar uma história, mesmo que curta e sem emitir um único som. Tenho confiança de que, cedo ou tarde, tudo se ajeitará.


Até a próxima postagem.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

PARALISIA CEREBRAL E OS JOGOS DE RACIOCÍNIO

Olá pessoal e  desculpem-me o atraso nas postagens. Estava complicado por aqui.


Nem todas as pessoas com Paralisia Cerebral apresentam deficiência Intelectual, mas podem ter um atraso cognitivo devido a considerá-los como incapazes ou por os terem educado com superproteção. É o caso deste jovenzinho que apresenta apenas atraso cognitivo por ambas as razões.

Depois de me mostrar que podia aprender, que podia criar e contar histórias e que percebi que, no caso dele, era apenas um atraso, o melhor seria diminuir esse atraso com alguns jogos de raciocínio. 

Além de avaliar, os jogos poderiam me trazer um conhecimento maior dele como pessoa. E a forma com que nos relacionamos com as perdas e ganhos no jogo e as atitudes dela enquanto joga nos traz esse conhecimento.

Esta foto é anterior ao jogo do quadrado enquanto aprendia e identificava os triângulos. Nesta foto, mostra a identificação da figura que não triangulo, num trabalho anterior ao jogo.



O primeiro jogos de raciocínio (e já postado aqui anteriormente) foi a montagem de um quadrado com dois triângulos. Quem não se lembra destas imagens?

Na época, a postagem teve vários compartilhamentos.


Mais tarde, trabalhamos a colagem de barbante. O trabalho tinha como objetivo fazê-lo seguir a linha colocando um pedaço de barbante. 


Logo após, propus o jogo. Usando um barbante bem comprido e uma folha em branco, ele deveria colar o barbante todo na folha. Ele pensou um pouco. Olhou para o barbante, depois para a folha... e deslizando o barbante sobre a folha. 

Quando terminou, perguntei se era daquele jeito que ele queria. Me olhou assustado, sem compreender o que eu queria. Então perguntei: Você gostou do resultado? Era assim mesmo que você quer que fique ou prefere mudar?


Ele recolheu o barbante, apertou (formando um embolado) e colocou sobre o papel. Refiz as mesmas perguntas e ele mudou novamente. Após algumas tentativas, optou por deixar esta forma.


numa outra ocasião, depois de termos trabalhado matemática e um pouco de alfabetização, propus um novo jogo de raciocínio. Desta vez um Sudoku com figuras. Apesar de ser um jogo de raciocínio é também um jogo de observação. Este jogo que também já foi mostrado neste blog e ensinei como fazer outros.

O jovem em questão apresenta uma dificuldade: a baixa visão e durante os trabalhos com a alfabetização e com a matemática surgiu a observação de uma outra dificuldade: a de olhar na horizontal e na vertical ao mesmo tempo. E nada melhor do que o Sudoku para trabalhar isso.



O Sudoku é um jogo chinês que consiste em completar um quadrado com números de 1 a 9 sem que se repita na mesma linha e na mesma coluna. Não é um jogo fácil. Para ensinar as crianças apresenta-se nesta versão com figuras conhecidas por elas ou outras que se pode montar a partir do que se quer trabalhar ou do interesse e preferencia das crianças.

Trabalha-se este jogo por etapas. primeiro, colocando as figuras sem que se repitam na linha horizontal. Depois, na vertical. O terceiro passo na horizontal e vertical e por fim, no quadrado.

Como estava querendo trabalhar a visão vertical e horizontal ao mesmo tempo e pelas condições que ele já apresentava, decidi iniciar pelo terceiro passo. 

Mas o mais impressionante, pelo menos para mim, foi o Jogo da Velha. Este é um jogo de raciocínio  porque envolve a atenção, a observação das jogadas do parceiro e de estratégias de jogo. Além disso, é também um trabalho de coordenação motora de preensão e de encaixe.

Primeiro, mostrei como devia fazer, falei das regras (que também envolviam o olhar na horizontal e na vertical como no Sudoku) e o olhar nas diagonais, algo novo para ele. Disse-lhe ainda que neste jogo não iria facilitar as coisas, porque regras são regras e devem ser obedecidas.

Trabalhando especificamente a preensão.

Dadas todas as explicações, partimos para o jogo de verdade. Jogamos 4 partidas e ele ganhou três delas.  Não facilitei em nada, mas confesso que me distraí observando suas jogadas. Sorte de principiante! kkkkk

Na foto, um erro bobo que cometi.

sábado, 7 de abril de 2018

FAZENDO ARTE IV


Olá, pessoal!

Hoje trouxe para vocês, uma atividade de TECELAGEM feita com papel, que foi aplicada ao garoto com Paralisia Cerebral, mas que pode ser aplicado a deficientes intelectuais, de todas as síndromes e idades, assim como para os não deficientes.  Evidentemente, respeitadas as dificuldades de cada um.

PREPARO

Ao preparar a atividade, recota-se um retângulo de papel colorido (qualquer papel) que servirá de base para a tecelagem. Deixa-se o espaço de uma régua na borda superior e passe um traço com lápis. Dobre a folha de base ao meio e risque formando tiras na vertical da largura de uma régua a partir do traço, deixando sempre uma borda lateral (que não precisa ser larga). Recortam-se nessas linhas  até embaixo, mas sem ultrapassar linha da borda superior.

Em outra folha, com colorido contrastante, recorte várias tiras da mesma largura da régua e recorte. Nas primeiras vezes, use apenas duas cores: a da base e a das tiras. 


Ao iniciar a tecelagem, levante uma tira sim e outra não da base até o final. A criança coloca a tira colorida, cola apenas as bordas e abaixa as tiras levantadas. Na segunda carreira, levantam-se as tiras da base que ficaram por baixo, coloca a tira colorida, cola as pontas e abaixam-se as tiras. Repete-se assim até o final do trabalho.

ACABAMENTO

Caso tenham ficado rebarbas ou tiras para fora das bordas é só dar uma aparadinha e pronto. Esse trabalho pode ser colado no caderno do aluno ou numa outra folha como a de sulfite por exemplo, dependendo do objetivo que se tem, como por exemplo, expô-lo num quadro de atividades.





Trabalha-se mais algumas vezes com essas medidas mais largas das tiras, até que entenda bem o procedimento. Quando se percebe que já entendeu, começa-se a diminuir a largura das tiras (0,5 cm) de cada vez, até ficarem com 1 cm.

Mais tarde, pode-se começar a trabalhar a PADRONAGEM. Já pode usar duas cores, uma tira larga e outra estreita (como foi feito nesta foto) ou duas estreitas de cores diferentes e uma larga, ou levantando duas tiras para as finas como vocês desejarem. 


Esta atividade trabalha a atenção e a concentração, a observação, a criatividade (quando fizerem sozinhos), a coordenação motora e a preensão, as diferentes texturas dos papéis (lisos, ásperos, enrugados etc), a paciência e a persistência. Depois de verem o trabalho realizado, sentem-se mais capazes e confiantes porque todo trabalho artístico melhora a autoestima e a autoconfiança.

Então, mãos á obra!

quarta-feira, 21 de março de 2018

PARALISIA CEREBRAL E OS JOGOS DE ENCAIXE

Olá, pessoal.

Para quem tem problemas motores estes jogos não são fáceis, mas não são impossíveis de realizar. Difícil porque os espasmos tiram do lugar. ,as com um pouco de paciência, eles conseguem.

Começo sempre com esta torre. Não importa se colocam ou não na sequência correta. O objetivo é encaixar as peças no pino.


Depois de algumas torres montadas dessa maneira, passo para o jogo seguinte. Um jogo de LEGO.

 
Depois deste jogo, mostro outro. É um LEGO também, mas diferente. Com ele, podemos montar trens, carros, caminhões. E um jogo muito legal e que eles se divertem bastante porque podem brincar com eles.



Até aqui trabalha-se a preensão, a coordenação motora tanto da mão ativa como da mão inativa (fazendo com que se lembre de essa mão existe e pode ajudar a segurar as peças). Na parte sensorial, cada jogo tem suas texturas, ora mais lisos, ora mais ásperos, umas com pinos e saliências e outras sem. E a criatividade de cada um.

Já nos jogos seguintes, além destes, existem outros objetivos, como lidar com peças pequenas ou grandes, rotação de pulso, movimento dos dedos para tirar e repor as peças nos devidos lugares.

São jogos alternativos, feitos com junções de PVC que consegui numa loja de materiais para construção. Para ficarem mais chamativos e coloridos coloquei em algumas partes um pedaço de durex colorido. O jogo consiste em tirar a peça encaixada num pino de rosca e depois recolocá-la no lugar.





Neste, o pino é largo e com muitas voltas na rosca. No próximo, as roscas são menores, mas com tamanhos diferentes. Portanto, mais complexo que o anterior. Ao mexer com este jogo, o jogador precisa descobrir que peça deve ser encaixada em cada lugar. Portanto, é preciso observar, experimentar e descobrir. E podem desenvolver a criatividade montando de um jeito diferente em cada jogada.

E vejam como ele montou.


Todos estes jogos podem ser aplicados também com pessoas com ou sem deficiência intelectual e de qualquer síndrome.