O autismo sempre esteve
presente em todas as eras anteriores. Portanto, não é uma condição que seja
considerada como uma novidade. O que ocorre é que nas eras primitivas os
autistas mais severos, os deficientes (de todos os tipos), os doentes mentais e
os idosos eram deixados para morrer à míngua ou jogados de precipícios por uma
questão de sobrevivência. Na Idade antiga eram, simplesmente, mortos.
Nas Idades Média e
Moderna eram colocados nas rodas dos enjeitados ou viviam em cárceres privados
dentro de suas próprias casas e em condições humilhantes. As famílias
sentiam-se envergonhadas por terem um ou mais filhos deficientes ou loucos.
Nestas épocas, era uma
crença comum de que a família havia cometido um pecado contra Deus e o filho (deficiente
ou louco) era o castigo que devia redimi-los desse pedado. Daí a “vergonha”,
que ninguém queria assumir ou aceitar. Portanto, o melhor a ser feito era
escondê-los de todos.

Observou ainda que seus
pacientes reagiam de forma incomum ao ambiente. A maioria tinha: movimentos
motores estereotipados (maneirismos incomuns), resistência à mudanças, uma
insistência na monotipia (uma só cor) e habilidades incomuns na comunicação com
uma tendência ao eco na linguagem (a ecolalia). Enfatiza em suas observações, a
predominância de um déficit de relacionamento social e dos comportamentos
incomuns.
Apesar de conhecido no
meio científico, o autismo não era conhecido no meio social, ou seja, não era
um conhecimento que atingia a todas as pessoas da sociedade.

Esse artigo foi pouco
lido na época devido a problemas políticos ligados à Segunda Guerra Mundial.
Porém, a partir de 1980, foi encontrado, reconhecido o seu valor como um dos
pioneiros no estudo do autismo. Por isso, pessoas autistas com grandes
habilidades são diagnosticadas com “Síndrome de Asperger” como reconhecimento a
este estudioso do assunto.
continua