Os graus do autismo
ainda estão cercados de muitas dúvidas. Uma dessas dúvidas é a da existência ou
não desses graus e como eles são avaliados.
Muitas dessas dúvidas
decorrem das muitas mudanças que foram apresentadas nas várias publicações do DSM-V
(Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais) e são realizadas
pela Associação Psiquiátrica Americana. O objetivo desse manual aponta uma
série de critérios que devem ser observados pelos médicos quando precisam
diagnosticar as doenças mentais apresentadas de seus pacientes.

Todas essas mudanças na
nomenclatura trazem uma insegurança em relação ao assunto, principalmente, para
os pais de crianças autistas. É como se, apesar dos estudos realizados até
hoje, parece que ninguém chegou a uma conclusão definitiva. Mas o assunto é
difícil e complexo mesmo, que demanda tempo, muita observação e exames clínicos
biológicos, psiquiátricos e neuropsicológicos.
A segunda mudança, é que o DSM-V
quer enquadrar todos os tipos ou graus do autismo num único grupo. A primeira
tentativa foi colocar tudo num grupo chamado Transtornos
Globais do Desenvolvimento. Recentemente, essa nomenclatura foi modificada
passando a ser chamado de TEA, ou seja, sigla do Transtorno do Espectro
Autista.
A terceira mudança é
que os médicos que se valem do DSM-V em seus diagnósticos, ficam em dúvida quanto
aos vários subtipos que o autismo assume dependendo dos graus de severidade do
transtorno. Sem contar que, em cada grau também há variações.
Devido a todas essas dúvidas, o
grupo TEA (Transtorno do Espectro Autista) lança como critério de
classificação: grau leve ou nível 1; grau moderado ou nível 2 e grau severo ou nível 3.
Segundo esse critério, o DSM-V
pretende apoiar as necessidades de cada um, levando em conta: as dificuldades
na comunicação, nos interesses restritos e comportamentos repetitivos. Em
outras palavras, o que o manual pretende é considerar e atender as variações de
dificuldades dos autistas compreendendo que cada
autista é um ser único dentro do espectro do autismo. Para isso, os níveis
falam da necessidade de apoio que os autistas devem receber.