domingo, 25 de novembro de 2018

HISTÓRICO DO AUTISMO – parte 3



Em 1978, MICHAEL RUTTER, classifica o autismo baseado em quatro critérios:

a) no atraso e desvio social com associação à deficiência intelectual;

b) nos problemas de comunicação, também com vinculação ou associação à deficiência intelectual;

c) nos comportamentos incomuns (estereotipias ou maneirismos) e...

d) com início aos 30 meses de idade (2 a 3 anos). Este foi, portanto, um marco para o autismo, desvinculando-o de outras doenças de “não especificação e do transtorno mental”.

Ao assinalar essas 4 condições, Rutter estabelece os requisitos básicos para o diagnóstico do autismo. Com isso, altera-se mais uma vez o manual e apressa a publicação do DSM-III, em 1980, onde o autismo passa a ser reconhecido como TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO (TIDs) e do CID-10.

Como Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID), o autismo passa a ser visto como uma desorganização que afeta várias áreas do funcionamento cerebral e nas condições descritas por Rutter.


Em 1988, o psicólogo IVAR LOVAAS, da Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA), publica um estudo demonstrando que a terapia comportamental pode ajudar as crianças autistas e trazer uma nova esperança a seus pais. Esse estudo se baseia na análise do comportamento de crianças autistas de 4 a 5 anos de idade, mostrando que a precocidade do Tratamento ABA é mais benéfico do que se imagina, trazendo melhor condição de vida.

Entre os anos da década de 1980 a 1990, o DSM define de forma mais ampla o “autismo infantil”, que recebe mais um nome: “TRANSTORNO DE AUTISMO”. O papel da terapia comportamental, da fonoaudiologia, e com uso adequado do ambiente de aprendizagens altamente controlados passam a emergir como os principais tratamentos para todas as formas de autismo. E ainda estão abertas para novas terapias.

Em 1994, o DSM-IV abre a oportunidade para que novos critérios potenciais para o autismo sejam incluídos na TID, considerados válidos após estudo internacional e multicêntrico. Esse sistema de avaliação do DSM-IV e da CID-10 foi importante para evitar possíveis confusões entre pesquisadores e clínicos que trabalhavam em diferentes partes do mundo guiados por um ou por outro sistema de doenças.

Como vimos, definido como Transtorno Invasivo de Desenvolvimento, nomenclatura que foi usada por um bom tempo, estava baseada nos nos critérios de diagnóstico criados por Michael Rutter, registrados em 1978. Porém, a sociedade científica fazia duras críticas à essa definição e nos critérios com a alegação de ter sido veiculada  com base no caráter empírico, ou seja, na observação das pessoas com autismo e sem comprovação científica.

Para acabar com essa controvérsia, o DSM-IV adiciona a Síndrome de Asperger, ampliando o leque dos casos mais leves, onde as pessoas são mais funcionais, lançando como DSM-IV-TR (transformado) e que incluía novos conhecimentos sobre o autismo, a Síndrome de Asperger e outros tipos de TIDs. Garantia, no entanto, que as avaliações diagnósticas fossem realizadas com os critérios de Rutter.


Na Inglaterra, surge um médico que levanta a hipótese de que a vacina tríplice, poderia ser a causa do autismo. Novos experimentos foram realizados e o resultado foi de que a vacina nada tem a ver e de que não existe nenhuma relação com o autismo. E a hipótese foi descartada. Em 2013, o DSM-V e elimina todas as nomenclaturas anteriores do transtorno do autismo e lança um novo título: o TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA.

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